O murro na mesa dado pelo Regedor de Elvas no último Conclave Socialista Portalegrense demonstra bem a insatisfação dos eleitores nos seus representantes no Parlamento, e volta a demonstrar o poder regional que Rondão Almeida tem dentro e fora da estrutura do seu partido.
O murro na mesa dado pelo Regedor de Elvas no último Conclave Socialista Portalegrense demonstra bem a insatisfação dos eleitores nos seus representantes no Parlamento, e volta a demonstrar o poder regional que Rondão Almeida tem dentro e fora da estrutura do seu partido.




Desde 2007 que vimos sucessivamente vislumbrando, ou tentando ler os fatos que acontecem em redor da sucessão de Rondão Almeida à frente do Palácio do Regedor.

2010 ANO DA EUROCIDADE
O deputado social-democrata, Cristovão Crespo, em declarações ao jornal Fonte Nova, disse que "existe uma estratégia que visa retirar importância aos Hospitais Distritais do Alentejo". No Distrito de Portalegre "ela passa por promover o Hospital de Elvas e não deixar desenvolver o Hospital de Portalegre, o que conduzirá ao aniquilamento dos dois hospitais", acrescenta o deputado, salientando que "a nossa dúvida é se essa estratégia é definida pelo Ministério da Saúde em Lisboa ou pela Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA), em Évora".

Encerrando, por agora este tema do re-re-remodelado Largo da Misericórdia e da estátua, faltava a este Velho Conselheiro refletir sobre a vertente política e o "timming" em que este foi trazido à ribalta.
Recordemo-nos que o PSD/CDS utilizaram o regresso da Fonte ao Largo homónimo como arma política nas últimas eleições locais, não tendo posteriormente tomado outra qualquer postura sobre o tema ou apresentado propostas quer ao Executivo quer à Assembleia Municipal! Inclusive esta sua postura sobre a Fonte coincidiu com o facto de a mesma estar oculta por um poster gigante da sua líder nacional.
Quanto ao Regedor, que por primeira vez fez retirar uma placa com o seu nome, obviamente substituindo-a por outra, demonstrou-se um líder nato e um político perspicaz, afirmando que o tema era passível de referendo local, isto é, não se sente ele mandatado para tomar essa decisão, calando assim aqueles que se manifestaram contra a solução que se inaugurava. É mais perante este tema, e concerteza não pondo em causa os técnicos municipais, propôs a criação da Comissão de Sábios para o aconselhar...
Enfim passou a batalha eleitoral e o assunto caiu no esquecimento, quer dos adversários políticos do Regedor quer do mesmo ou mesmo daqueles que muito se manifestaram sobre o tema nessa data.
Para terminar transcrevo aqui uma frase que nos deixaram no facebook: "o pobre Rei parece saído do anúncio da "AXE" , pequenino e castanho feito de chocolate!!!"
2010 ANO DA EUROCIDADE
Numa época em que os partidos em Elvas têm que avaliar o seu desempenho nas últimas autárquicas, e, em que o PS sai novamente fortalecido do combate eleitoral, são os perdedores aqueles que mais terão que reflecionar.
Se desde o domingo eleitoral desapareceu o cabeça de lista do MUDE (agora sim ficou mudo, como diziam os socialista em campanha) eis que o líder da comissão política do PSD em Elvas, José Júlio Cabaceira, reconhece que tinham as expetativas altas, auspiciando até 4 vereadores.
É sabido que a população fala da prepotência do poder instalado, e quiças esse rumores tenham feito sonhar os membros do PSD e do CDS, mas na hora da verdade os eleitores decidiram retomar a governação em Rondão.
Será porque as alternativas não se apresentavam convincentes? Ou para que apostar em quem não se conhece? Ou será que este faz como os outros não aceitando a vereação ou com o tempo perderá a confiança dos partidos por quem foi eleito?
Anunciado o fim de José Júlio Cabaceira à frente da comissão política local do PSD quem se lhe seguirá? Será que Simão das Dores está preparado para fazer quatro anos de campanha? Ou porventura os social-democratas pensam apresentar o seu próximo candidato apenas meses antes das autárquicas através de alguma outra associação?
Resumindo, este pode ser o principio da próxima corrida ou apenas o queimar de mais um elvense de centro direita.
Já agora alguém sabe do editor da Câmara dos Comuns?
TODOS SOMOS ELVAS!!Circulou este fim de semana pela internet um texto com o título "A Política em Elvas", utilizando fotos e textos do blogue zedemello.blogspot.com
Declaramos que somos totalmente alheios ao mesmo, e que esse texto não reflecte a opinião deste Velho Conselheiro.
TODOS SOMOS ELVAS!!
Domingo, dia 11 de Outubro'09, apartir das 19H00, acompanhe o escrutínio aqui.
Caros co-Conselheiros,
No domingo os Elvenses maiores de 18 anos decidem quem será o novo Regedor.
Muito provavelmente Rondão Almeida será reconduzido no cargo.
O forte apoio popular e populista fazem com os eleitores reconheçam positivamente o trabalho que se tem desenvolvido ao longo da última década, e lhe confiem cegamente a sua confiança.
Para além do betão, que o PSD e CDS muito criticaram nas últimas eleições, este mandato foi dirigido para a ação social. A denominada “Idade de Ouro”, viu reforçadas as ajudas públicas do Município, sendo que se descobriu que para garantizar o futuro se teria de reforçar o investimento na juventude. Em verdade não foi um investimento na juventude mas sim o remediar de uma situação, em verdade grave, mas que em nada se procurou alterar metodologias para prevenir que a situação continue.
Os programas sociais de emprego, quer da responsabilidade exclusiva do Município quer em conjunto com o Centro de Emprego, são apenas “pensos rápidos” para uma situação mais grave. O que o Concelho necessita é repensar estratégias de desenvolvimento.
Os jovens saem de Elvas porque não existe estrutura empresarial que lhes dê resposta às suas pretensões.
A aposta terá que ser na formação. Nestas eleições todos os candidatos falam em aumentar o ensino superior em Elvas. Pensa este Velho Conselheiro que essa não é a solução. Veja-se que a ESAE ficou com muitíssimas vagas por preencher nos seus cursos. Qual será o estabelecimento de ensino superior que apostará assim em abrir novos cursos aqui quando em todo o país se reduzem cursos e alunos. A aposta terá que ser por exemplo na formação profissional, focada para o turismo (deixámos que Portalegre fica-se com a Escola Superior de Turismo do Alentejo!) para as técnicas auxiliares de enfermagem e geriatria e para a formação de técnicos com vista à atividade logística.
Neste campo, educação, o futuro próximo do Concelho não vislumbra uma luz ao fundo do túnel.
Relembremos por exemplo que em 2005 se prometeu um novo edifício para a Escola Profissional em Elvas e que essa é mais uma “prometemos e cumprimos” por concretizar.
Rondão Almeida é um dos melhores na gestão autárquica em Portugal, é um dos mais narcisos e vaidosos políticos nacionais e neste momento é o candidato mais cansado e com mais falta de ideias e projetos para o futuro de Elvas e das suas aldeias e vilas.
É urgente rentabilizar o betão já construído! Ter um programador cultural para o Cine Teatro. Ter uma programação de qualidade internacional no Coliseu Cidade de Elvas. Apostar numa estrategia de promoção nacional e na Extremadura espanhola de Elvas enquanto Cidade de Comércio de Qualidade, de Gastronomia e de Cultura. Apostar nos empresários e não no emprego precário que vai “mastigar” jovens como a PT.
É necessário ventilar o Palácio e deixar que entre sangue novo na gestão do futuro do Concelho.
Seguramente no domingo ganhará a democracia em Elvas, sendo que cabe a cada um dos eleitores escolher a melhor opção de futuro, segundo a sua óptica.
Continuaremos depois de domingo desde este blogue lutando por Elvas, concordando e discordando das ações da governação, sugerindo outras e exigindo sempre mais, seja quem for o futuro Regedor, porque TODOS SOMOS ELVAS!

*Fazer a renovação da canalização de água e rede de esgotos dos bairros periféricos de Elvas.
*Criação de um Centro de Alto Rendimento junto ao Estádio de Atletismo.
Das cinco medidas destacadas neste blogue em 2005, provenientes do programa de Rondão Almeida, faltam concretizar estas duas, sendo que o PDM foi alterado recentemente e de forma pouco transparente e sem a devida participação popular.










