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edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 6.9.10
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O Forte da Graça foi mandado construir por D. José I, no monte onde se encontrava a antiga capela de Nossa Senhora da Graça. O monte da Graça é um dos pontos mais altos da região, constituindo portanto um local de grande importância estratégica. Durante o cerco de Elvas (1658-1659), no contexto da Guerra da Restauração, o exército espanhol tomou o local e nele instalou uma posição de artilharia, a partir da qual atacou severamente a cidade. A situação repetiu-se em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando Elvas foi novamente sitiada.


Finalmente, e logo em 1763, D. José I determinou a construção de uma fortaleza que permitisse completar o circuito defensivo da cidade. Do seu planeamento foi encarregado o Marechal Wilhelm von Schaumburg-Lippe, mais conhecido como Conde de Lippe, que viera de Inglaterra no ano anterior, para dirigir a defesa do reino.

A ermida de Santa Maria da Graça foi destruída, tendo a imagem da Virgem que guardava transitado para a capela do forte, donde veio a desaparecer mais tarde com as invasões francesas. A obra foi muito exigente para a região, tendo nela trabalhado 3 a 4 mil homens, entre 1763 e 1792. O forte ficou de imediato conhecido como Forte de Lippe, e mais tarde, em 1777, por ordem de D. Maria I, por Forte de Nossa Senhora da Graça. A edificação resistiu ao ataque das tropas espanholas durante a Guerra das Laranjas (1801), e ao bombardeamento infligido pelas tropas francesas do general Soult, no contexto da Guerra Peninsular (1811).
O forte é uma obra-prima da arquitectura militar europeia do século XVIII, tanto pela originalidade das soluções aí apresentadas, como pela sua monumentalidade.

É constituído por três linhas de defesa. A obra mais exterior consta de um caminho coberto, defendido por canhoeiras, um hornaveque (do alemão hornwerk), composto por dois meios-baluartes ligados por uma cortina, e por um fosso seco, com 10 metros de largo. Segue-se uma estrutura quadrangular com 150 m de lado, com quatro baluartes nos vértices. Os panos de muralha, ou cortinas, são cobertos por revelins e rasgados pela porta principal, denominada Porta do Dragão, a Sul, e por "portas posteriores" ou poternas, protegidas por canhoeiras. Entre as cortinas e o segundo fosso desenvolvem-se inúmeras dependências, incluindo casernas e outras edificações. O reduto propriamente dito é uma torre de planta octogonal, com pisos abobadados, constando de capela no piso térreo e Casa do Governador nos pisos nobres. Por baixo da capela existe uma notável cisterna. O reduto é defendido por três ordens de baterias em casamatas, com canhoneiras.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 30.4.10
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O Antigo Paço Episcopal dos Bispos de Elvas, aproveitou uma edificação já existente à data da criação da Diocese, adaptando-se à nova função.

Esta construção do sec. XVI apresenta exteriormente portas e janelas em cantaria aparelhada em mármore, ao igual da porta principal também ela aparelhada datada do sec. XVIII, sobrepujado por volutas.
No interior, muito alterado devido às sucessivas ocupações por organismos públicos, destaque para a escadaria monumental, com galeria com arcos e colunas de mármore, com painéis azulejares do sec. XVII, alí mandados colocar por D. Sebastião de Matos Noronha, 23º Bispo de Elvas, conforme se pode depreender por neles estarem inclusas as armas episcopais deste prelados, identicas às da sacristia da Antiga Sé de Elvas.
O edifício mantém uma função pública, estando nele instalada a Divisão da PSP.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 12.4.10
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O edifício onde hoje está instalado o MACE - Museu de Arte Contemporanea de Elvas, serviu desde meados do século XVIII como Hospital e Mesa da Misericórdia de Elvas, sofrendo sucessivos acrescentos e adaptações modernizadoras que o mantiveram em funções até 1993.


O edifício original (que terá sido projectado pelo arquitecto José Francisco de Abreu) é notável no contexto da arquitectura nacional revelando grande funcionalidade na implantação das suas enfermarias e salas de tratamentos e excelente qualidade decorativa. Destaca-se, na fachada, o portal em mármore do canteiro Gregório das Neves, encomendado em 1742, cujo desenho anuncia traços rocaille do barroco tardio de D. João V. Os espaços são distribuidas a partir de um vasto átrio de mármore definido por uma monumental escadaria de inspiração barroca. No piso superior destaca-se a Sala do Consistório, com altar em mármore e rico conjunto de azulejos azuis e brancos, datáveis de cerca de 1740 que, pelo desenho das suas molduras, denunciam já o carácter de um barroco tardio e inspiração rocaille. São painéis figurativos e historiados representando os Passos da Vida de Santa Isabel, com referências explícitas e ao nascimento de seu filho, São João Baptista e à Virgem.

Aquirido em 2002 pela Câmara Municipal, com objectivo de ser transformado em instituição museológica, foi adaptado para esse fim por uma equipa multidisciplinar constituida pelo arquitecto Pedro Reis e pelos designers Filipe Alarcão e Henrique Cayatte.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 20.11.09
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Este edifício é exteriormente da tipologia do século XVII, com um alpendre sobre a porta principal, com cobertura dupla, em cantaria aparelhada, em forma de chapéu com pináculos nos remates. Existe uma porta à esquerda, onde funcionou a estação telegráfica da Cidade, sobre as quais existe um brasão real.

A fachada principal, que se debruça sobre a Rua Tenente Passos Manuel, apresenta janelas com grades de ferro forjado do sec. XVII.
No piso terreo, merece destaque, no corredor de acesso à sala antiga sala principal, as armas reais em estuque policromo datado de 1781. No salão principal, outrora Sala de Audiências, encontramos no teto uma pintura com atributos bélicos e a divisa: Ultima rezão dos reis.

O edifício alberga ainda hoje a delegação da Cruz Vermelha e uma instituição de ensino básico.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 29.10.09
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O Museu Militar de Elvas, inaugurado (hoje) 29 de Outubro'09, ocupa um quarto da totalidade da Muralha Seiscentista do burgo, numa extensão total de 150.000 m2.


Além das coleções que o constituem, o espaço museológico integra vários monumentos:
  • Convento e Claustro do Mosteiro de S. Domingos, do sec. XIII;
  • Muralha Medieval (pano de muralhas e torre), do sec. XIV;
  • Obra Coroa e Muralhas Seiscentistas;
  • Quartéis Oitocentistas, desenhados por Guillerme Valleré em 1767;
  • Fonte de S. José, do mesmo autor da anterior.
Quanto ao espaço expositivo este é composto por 3 coleções:
  • Serviços de Saúde Militar;
  • Arreios e Hipomóveis;
  • Viaturas Táticas e Carros de Combate.
De referir ainda que este Museu Militar de Elvas, que agora se junta à rede de museus do exército, constituída pelos de Bragança, de Coimbra, de Lisboa, do Porto e dos Açores, terá um Centro de Estudos das Campanhas do Ultramar e um Centro de Estudo de Fortificação Militar.

Depois do Regimento de Infantaria 8, do Centro de Instrução de Condução Auto, do Regimento de Lanceiros 1 e do Regimento de Cavalaria 1, o quartel de S. Domingos tem agora uma função cultural e de preservação da memória castrense da Cidade de Elvas.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 20.10.09
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O Trem, situado na actual Avenida 14 de Janeiro, ao lado do antigo convento de S. Paulo, foi instalado primitivamente em instalações precárias, nomeadamente logo a seguir à Restauração, em 1642, numas casas compradas à Misericórdia.
O novo Trem de Elvas, um magnífico edifício que ainda hoje pode ser apreciado pela sua peculiar arquitectura, começou a ser construído no ano de 1694, por determinação de D. Pedro II, na então Rua Nova de S. Martinho. Cerca de 21 anos mais tarde (1715) estava terminado sendo curioso referir que ficou com uma sala com cerca de 100 metros de comprimento e 7 de largura, que ocupava toda a frente do edifício e servia para guardar o diverso material de guerra à sua guarda. A espessura das paredes é de 3 metros. Além desta enorme sala tinha ainda oficinas de ferreiro com sete forjas, de serralheiro, de latoeiro e de carpinteiro (...). Tem treze janelas com suas guardas de ferro forjado, colocadas em 1716, sendo notável a sacada central, com esferas armilares e cruzes de Cristo.
O Trem de Elvas foi extinto pela reorganização do Arsenal do Exército em 1868, conservando, porém, os armazéns e depósitos sob a designação de “Extinto Trem”, passando 18 anos mais tarde, em virtude da retirada para a capital dos poucos operários que ainda ali havia, a servir de Depósito de Artigos de Guerra da Praça. Ao fim e ao cabo as suas funções quase não mudaram.
Em 1902, volvidos mais de 16 anos, uma parte do rés-do-chão do Trem passou a servir de cavalariça, enquanto a outra servia de presídio militar. Mais recentemente albergou o Batalhão de Caçadores 8. Entre 1989 e 1991 a cobertura de todo o edifício foi remodelada e, logo após o término desta intervenção, ainda em 1991, o Quartel foi desactivado, estando desde então apenas com um serviço de guarda.
Em 2004 ali se instala a Escola Superior Agrária de Elvas, tendo este organismo realizado ao longo dos últimos anos obras para a sua digna instalação.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 29.6.09
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O primeiro foral de Barbacena é outorgado pelo seu novo senhor em 1273, ainda durante o reinado afonsino. Em 1519, D. Manuel daria novo foral à vila, na sequência do qual se terá erguido o actual pelourinho, de clara tipologia manuelina, embora consideravelmente rústico.


Segundo reza a tradição, antes deste existir a forca seria levantada na Rua da Boavista.

O pelourinho assenta num pedestal de três degraus quadrados, de parapeito, muito desgastados, e numa base circular com duas molduras, sobre a qual se levanta a coluna. Esta possui fuste cilíndrico liso, algo atarracado, em dois troços de altura idêntica, unidos por um largo anel. O capitel é prismático, e decorado com duas fiadas de botões entre molduras. Sustenta um singelo remate em pirâmide de planta hexagonal, encimado por uma pequena esfera. Conserva ainda os ferros de sujeição entre o capitel e o remate, compostos por quatro braços em cruz, terminando em serpes, e apresentando argolas.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 5.6.09
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Situado em pleno Centro Histórico e comercial do burgo, no início da Rua de S. Francisco, esquinado com a Rua Tenente Passos Manuel é um edifício do sec. XVIII, composto por piso terreo e andar nobre, com sacada central e balcão saliente e grade de ferro forjado, acompanhado por outras 6 janelas guarnecidas de mármore.


Ao longo da cimalha, de mármore e alvenaria que remata o edifício, encontram-se gárgulas com carrancas, tendo ao centro um frontão com o brasão dos Melos, encimado por uma águia de asas estendidas. Ainda destaque para a esquina, para um medalhão em mármore com as letras A M e a data de 1760.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.6.09
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O povoamento do sitio de Barbacena, possivelmente desenvolvido sobre um castro pré-romano, fez-se a partir da doação de Barbacena a D. Estêvão Anes, Chanceler-Mor de D. Afonso III, casado com uma filha ilegítima do monarca, e senhor do Alvito, no ano de 1251. Em 1519, D. Manuel daria novo foral à vila, ordenando a reconstrução do seu castelo, que assim se pode supor em mau estado de conservação. 


Alguns anos mais tarde, em 1536, Barbacena é morgadio de D. Jorge Henriques, caçador-mor de D. João III, a quem se deve o arranque da construção do castelo, que fica por terminar aquando da morte do seu donatário, em 1572. Três anos mais tarde, a fortificação é comprada por Diogo de Castro do Rio, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real, e o primeiro a usar o título de senhor de Barbacena. O castelo então erguido, de planta quadrangular, não seria seguramente a primeira construção fortificada do local, onde deverá ter existido obra medieval. 

No século XVII, no contexto da Guerra da Restauração, a fortaleza sofreu obras de modernização, de forma a adequar-se às novas tácticas militares, que exigiam a construção de um baluarte moderno. A entrada principal que ainda hoje se pode ver, um portal de pedra formando frontão com dois coruchéus, é desta época. 
Em 1645, as tropas castelhanas assaltam o castelo, e em 1658 a guarnição é mesmo forçada a render-se ao Duque de Ossuna. Os ataques e as pilhagens, bem como a constante necessidade de modernização das defesas numa zona de tal importância estratégica, determinam a necessidade de novas obras de remodelação e fortificação, desta feita a cargo de Afonso Furtado de Mendonça, chanceler-mor do reino e primeiro Visconde de Barbacena.

Do castelo, de planta rectangular, conservam-se as paredes e a entrada principal, já citada, e ainda vestígios de um portal mais antigo, em arco redondo, entaipado. Da muralha da fortaleza, transformada no século XVII em planta estrelada, conservam-se vários troços e alguns elementos abaluartados, bem como torreões baixos (a Torre de Menagem foi derrubada no início do século XVII). Pode ainda ver-se a antiga Casa do Governador, edifício de alguma nobreza, com escadaria central dupla, e vestígios de uma capela no piso superior. 

Em 1896, há notícia da transacção do imóvel, vendido por Hermenegildo José Costa Campos a Alfredo de Andrade, de quem descenderia um dos últimos proprietários, José Luis Sommer de Andrade, vendedor do castelo em 2005, sendo o adquirente Mico da Câmara Pereira.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 22.5.09
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O Castelo de Fontalva, na freguesia de Barbacena, levantado na margem direita da ribeira do mesmo nome, situa-se numa região onde abundam os vestígios de anteriores e antiquíssimas ocupações humanas, desde épocas pré-históricas. 


A herdade da Fontalva abriga igualmente vários monumentos megalíticos, e no local de implantação da fortaleza encontraram-se estruturas e artefactos da época castreja, incluindo cerâmicas romanas. Sobre este substracto romano e, possivelmente, também árabe, ter-se-á levantado uma primeira atalaia, ou torre de vigia, construída por um Pero da Silva, em época desconhecida, mas talvez próxima de 1419, data da carta de couto que lhe foi outorgada por D. João I, quando a povoação da zona era essencialmente constituída por herdades. A função de vigia seria feita em ligação com algumas torres vizinhas, nomeadamente o castelo de Barbacena e as atalaias da herdade da Torre de Brito, Sapateiros, Boa Vista, Santa Eulália e Penha Clara.

Desta primitiva estrutura nada resta, sendo o castelo actual resultado de uma intervenção posterior, do reinado de D. João III (1521-1557), quando a torre foi transformada em residência solarenga acastelada. Na época, o castelo faria parte do morgadio de Fontalva, cujo senhor era D. Pedro da Silva; o escudo dos Silvas encontra-se ainda sobre a entrada principal, a Oriente.

A muralha é pentagonal, flanqueada por cinco torreões (ou cubelos) ameiados nos ângulos. A porta principal, aberta em arco redondo, é guardada por dois outros torreões, e encimada pelo escudo dos Silvas, conforme mencionado. A fortaleza é percorrida por um caminho de ronda, ou adarve, e rematada por ameias.

A propriedade terá ficado sempre na posse dos descendentes dos seus proprietários quinhentistas. Em data incerta, entre o século XIX e o XX, estes proprietários derrubaram diversas construções adossadas às muralhas e no interior do recinto do castelo. Exite um projecto, já com uns anos de transformar o imóvel, integrado na herdade onde está sediada a Coudelaria Sommer d'Andrade, em unidade turística.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 23.3.09
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A Fonte da Vila, hoje conhecida como da Misericórdia deve-se ao arquitecto Pêro Vaz Pereira (que foi responsável pela conclusão do aqueduto), e foi construída em 1622. É constituída por um corpo cilíndrico, encimado por seis colunas seguindo a disposição circular, tudo rematado por uma cúpula semi-esférica com um pináculo de bola.


Dentro do estreito templete assim formado está a estátua equestre de D. Sancho II com as armas de Portugal, saindo a água por seis bicas em forma de golfinho, nos intercolúnios, para um tanque lobulado, tudo rodeado por uma grade de ferro com balaústres de mármore.

Foi, dentro da cidade, a primeira fonte a receber a água do Aqueduto da Amoreira e que durante trezentos e vinte e nove anos permaneceu no local onde foi construída, ou seja, junto do hospital do mesmo nome, sendo em 1951, por se considerar que criava graves dificuldades ao tráfego, foi removida para o largo onde hoje se encontra.

Existiu aí um chafariz, construído no mesmo ano da fonte, para uso de cavalgaduras, com dois reservatórios: um de dentro e outro de fora. Talvez por esta razão o local era conhecido pelo nome de Largo do Chafariz de Fora. Foi demolido no último terço do século XIX.

A fonte da Misericórdia procura embelezar esse largo que agora se designa de 25 de Abril.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 16.3.09
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O cemitério situa-se no baluarte de S. João de Corujeira, ao alto na muralha Leste e num plano inferior perto do Castelo dominando a paisagem com uma vista magnífica até Badajoz. O nome do baluarte vem da ermida do mesmo nome inscrita nas muralhas. A ermida foi fundada em 1228 pelos frades da Ordem dos Hospitalários, quase inteiramente demolida por um tremor de terra, foi reedificada nos séculos XVIII e XIX.

O cemitério contém cinco sepulturas:
O Major General Daniel Hoghton, que foi morto à cabeça da sua brigada na Batalha de Albuera, no dia 16 de Maio de 1811, tendo à data 41 anos de idade sendo o filho mais novo do outrora Membro de Parlamento para a cidade de Preston, Sir Henry Hoghton (Baronet) originário de Hoghton Tower. 

O Capitão Ramsden, ajudante do General Hoghton.  

Os Generais Beresford e Stewart, fundamentando-se no Tratado  Anglo-Luso de 1654,
solicitaram ao Governador de Elvas para enterrar o General Hoghton naquele local. 

O Tenente-Coronel Daniel White comandava o 29.º Regimento (The Worcestershire Regiment) da brigada do General Hoghton na batalha de Albuera. Faleceu em Elvas no dia 3 de Junho de 1811 de ferimentos recebidos naquela batalha. A sua lápide só foi colocada em 2003 após a descoberta do seu óbituário no Gentleman’s Magazine.

O Tenente-Coronel James Ward Oliver era um Capitão no 4.º Regimento de Infantaria (agora chamado The King’s Own Royal Border Regiment) até 1809, quando foi promovido a Major no Estado-Maior do Exercito e em seguida a Tenente-Coronel, comandante do 14.º Regimento de Infantaria Portuguesa. Comandou este batalhão na batalha de Albuera, bem como o segundo assédio de Badajoz onde recebeu ferimentos dos quais veio a falecer em Elvas em 17 de Junho de 1811. Teve uma carreira longa e activa, servindo na América, nos Países Baixos, em Hanôver, em Copenhaga, na Corunha, na Suécia e em Portugal. Foi capturado pelos franceses quando regressava da América mas escapou da prisão em Orleães.

O Major William Nicholas Bull faleceu em Monforte em 14 de Fevereiro 1850 com 50 anos de idade. Na altura da batalha de Albuera era um rapaz de dez anos. Ele serviu nos 20.º e 21.º batalhões do 2.º Regimento da Brigada Real da Marinha. Temos uma cópia duma carta dele de Maio de 1833 arrependendo-se de sua demissão recente e pedindo readmissão no seu grau original de Tenente.

Caroline Bull que morreu em 28 de Junho de 1863 era, presumivelmente, a esposa de Major William Bull.


A área das sepulturas é circundada por uma elegante grade de ferro que ali foi colocada em 20 de Agosto de 1904, pelo Governador da Praça de Elvas (G.P.E.), o General da Brigad (posteriormente, de Divisão) João Carlos Rodrigues da Costa. Uma pequena lápide gravada com a inscrição “G.P.E. 20-8-1904” regista este acto.

Existem ainda várias Lápides Memoriais, ali colocadas a 14 de Maio de 2000, pelo embaixador britânico, Sir John Holmes e o chefe do Estado-Maior do Exército, o General Martins Barrento, como testemunho comemorativo dos regimentos britânicos e portugueses que lutaram nestas batalhas. A colocação das placas, a remodelação do cemitério e a cerimónia foram obra do exército português. A manutenção do mesmo permanece nas mãos dos “Amigos do Cemitério dos Ingleses”.

Em 14 de Maio de 2004, o General Fulgencio Coll Bucher, Comandante da Brigada Mecanizada XI - Extremadura, descerrou uma lápide em honra dos regimentos espanhóis que lutaram em Albuera, na presença da Embaixadora Britânica, Dame Glynne Evans.

Durante muitos anos o cemitério situava-se dentro da zona militar e o acesso era extremamente difícil, hoje em dia está entregue a sua manutenção do cemitério à Associação Amigos do Cemitério dos Ingleses, formada por cidadãos britânicos residentes no Concelho. São também responsáveis pela Capela S. João, anexa a este cemitério. 

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 25.2.09
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Implantado numa zona raiana, vocacionada desde sempre, para a defesa e protecção do reino, o Castelo de Elvas data do reinado de D. Sancho II, embora sofresse ampliações importantes no reinado seguinte. Assenta sobre uma estrutura muçulmana, da qual ainda se conservam duas cinturas de muralhas. O castelo foi reedificado e concluído em 1228.

No reinado de D. Dinis introduziram-se algumas inovações ao nível das coberturas e outros elementos de apoio, como os torreões e os matacães. Nos séculos seguintes, D. João II e D. Manuel I adaptaram o castelo rumo a um novo sistema abaluartado, de gosto renascentista, ao mesmo tempo que todo o conjunto foi assumindo um carácter mais residencial, a cargo dos alcaides da cidade. Sobrepujando as portas de entrada deparamos com a pedra de armas de D. João II, datando essa campanha construtiva.

Foi esta dupla função castelo/residência que melhor caracterizou o conjunto até à grande reforma militar de meados do século XVII, época em que o Castelo de Elvas passará a ser um dos mais notáveis conjuntos abaluartados da Europa, devido à premência da defesa em pleno ciclo de guerras de fronteira (1641-1668). A obra de fortificação coube ao engenheiro Padre Cosmander e a outros mestres, para o efeito chamados à corte portuguesa por D. João IV e D. Afonso VI. Destaca-se, desta campanha, o complexo sistema de muralhas, revelins, fossos, bem como duas fortalezas secundárias, as de Santa Luzia e da Graça.

Apesar das grandes transformações sofridas ao longo da História, o Castelo de Elvas mantém a sua estrutura militar medieval e é reconhecidamente um dos mais importantes casos de sobreposição de funções e de evolução das concepções estratégico-militares ao longo da História portuguesa.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 17.10.08


Se há Concelho em que o património pode desempenhar um papel fulcral no seu desenvolvimento esse é Elvas.

O CNT - Centro de Negócios Transfronteiriço, à Av. da Europa, acolhe apartir de hoje a 1ª edição do Salão Patrimonius, numa organização do Palácio do Regedor e que pretende ser uma montra de divulgação sobre o património.

Uma visita a Elvas e a esta Feira é o convite que deixamos para este fim de semana!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 12.9.08


Uma das primeiras intervenções "estéticas" que o Regedor operou no Centro Histórico de Elvas foi precisamente no Largo da Misericórdia, eliminando o estacionamento ali existente e criando uma praça com arborização e bancos e uma fonte ornamental.

Passados mais de 10 anos desta intervenção aquela fonte transformou-se num charco que em nada dignifica um dos eixos de entrada no centro histórico e comercial do burgo.

Quem entra pela Avenida de Badajoz, sobe o Viaduto das Portas de Évora e encontra a Fonte Seiscentista de Mármore não espera encontrar na continuação uma fonte multicolor de deficiente funcionamento, como aperitivo para o arranjo urbano da Rua da Cadeia, mais sóbrio e dentro da linha que se espera encontrar num Centro Histórico que se quer preservado, mas vivido.

Sugere este Velho Conselheiro que aquela "poça" seja objecto de um trabalho de reestruturação por iniciativa do Regedor, aproveitando os conhecimentos que os técnicos do Palácio já demonstraram noutros espaços urbanos do Concelho.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.4.08

Depois de várias vezes termos aqui defendido que a Torre "Fernandina" deveria ser transformada no Centro de Interpretação das Fortificações Elvenses, o Palácio do Regedor aproveita este espaço para nela realizar uma exposição integrada no âmbito das comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos. Mais uma iniciativa que vem demosntrar que a Torre é um espaço subaproveitado para promover as nossas muralhas in situ e com uma das melhores panorâmicas de Elvas

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 31.3.08




Este ano o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é dedicado ao Património Religioso e Espaços Sagrados e o Palácio doRegedor prepara as actividades para festejar também em Elvas este dia, com uma exposição na Antiga Sé de Elvas. Esperemos que o tema do nosso órgão não seja esquecido!

TODOS SOMOS ELVAS!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 18.1.08

Realizou-se a 20 de Novembro o segundo Fórum de Participação da Agenda 21 Local de Elvas, decorrido no auditório do CNT - Centro de Negócios Transfronteiriço, foram apresentados os trabalhos desenvolvidos até ao momento e foi feito o ponto da situação da Agenda 21 Local de Elvas, apontando um plano de acção para o desenvolvimento sustentável do Concelho.




A reunião contou com a presença e participação de dezenas de participantes que foram divididos em cinco grupos de análise dos vectores considerados fundamentais para o desenvolvimento do Concelho, a referir:







  • turismo e desenvolvimento de uma política activa;


  • cidade património e inteligente, modernizar, reestruturar e reabilitar o edificado no Centro Histórico e sua envolvente;


  • valorização dos produtos agrícolas, indústrias agro-alimentares e investigação agrária;


  • dinamização empresarial, logística e infra-estruturas de apoio a empresas;


  • educação e formação para a vida activa, o auto-emprego e o empreendedorismo activo.





No final dos trabalhos de grupo, os diversos grupos ficaram a par das propostas do plano de acção, com o debate entre os presentes e a recolha de sugestões e prioridades. Por fim, a reunião encerrou com a apresentação dos pontos considerados inovadores e prioritários por cada vector e das perspectivas da sua evolução futura.

De acordo com declarações prestadas pelo vereador Nuno Mocinha ao jornal regional “O Despertador”, este processo de criação da Agenda 21 Local “é um processo evolutivo. Tivemos o primeiro fórum, contámos com a participação das pessoas, que também contribuíram para a estratégia que hoje aqui vamos ver em termos das acções que vão ser preconizadas e hoje, estamos aqui, novamente, para ver se as pessoas também contribuem para estas acções, se as querem alterar, se têm alguma sugestão e no fundo para fazermos também alguma conclusão daquilo que se perspectiva que venha a ser a Agenda 21”.

Ainda segundo Nuno Mocinha, com a realização desta segunda reunião do fórum participativo da A21L de Elvas foram “apresentadas variadíssimas acções, distribuídas por cinco vectores estratégicos, que vão desde a área empresarial, ao património, à formação, ou seja é transversal no fundo a todos os sectores de actividade e aquilo que se pretende com a Agenda 21 é envolver, cada vez mais, as associações, quem é criativo, quem tem poder de decisão na sociedade, a participar também, de uma forma activa, no desenvolvimento do seu concelho”.

Além disso, segundo o vereador, esta “Agenda 21 encerra, não só aquilo que é a interacção entre os agentes locais, como também como é que o Concelho se deve relacionar com o exterior, também por aí passa muito do nosso desenvolvimento, como é que Elvas se vai relacionar com o exterior. Penso que temos um bom documento de partida, e é bom não esquecer que não estamos perante um documento estanque, aliás vão ser alvitrados durante esta sessão alguns indicadores depois de controlo da própria Agenda 21”.

A implementação da Agenda 21 Local de Elvas tem vindo a ser desenvolvido desde Julho de 2006, com base numa parceria do Palácio do Regedor com a Associação de Municípios do Norte Alentejano e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, devendo esta última, entregar a Agenda 21 Local de Elvas, ao Regedor, até ao fim de Fevereiro de 2008. Em termos de participação pública, estavam previstas duas sessões públicas, as conclusões serão então reunidas e será apresentado publicamente o documento final.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 16.1.08
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Um dos postais que mais levam quem nos visita é o Pelourinho Quinhentista, situado no Largo Dr. santa Clara, em frente à Igreja das Dominicas no acesso à Alcaçova. Este foi ali colocado cerca de 1942, depois de estar em deposito no Museu Arqueológico, para onde foi transladado após ser retirado da Praça, hoje denominada, da República.


Proveniente de Ouguela, Campo Maior, este Pelourinho apresenta soco de 5 degraus de planta octogonal. Base oitavada constituída por plinto, toro, escócia decorada em cada face por bilhetas, e bocel. Fuste oitavado espiralado e decorado de bolas, apresentando ao centro grosso anel moldurado e corrido de bolas e uma corda. Capitel com colarinho em corda, coxim decorado de 4 bolas e ábaco esculpido rematado por corda. Remate em pirâmide facetada decorada de bolas nos vértices e de cuja base arrancam os 4 ferros de sujeição. Os ferros segundo Keil são da época (séc. 16).

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 6.11.07



Esta igreja, dedicada a Sta. Luzia, e, pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Elvas, terá tido uma primeira edificação no sec. XVI, posteriormente modificada aquando da construção do Hospital anexo. A igreja tem pequena frontaria com pórtico de verga direita em granito da região, com molduras e pináculos, tendo ao centro um nicho com uma imagem de N. Sra. da Piedade. Completando-se a mesma com duas janelas simples e um óculo oval no frontão que está encimado por uma cruz. Ladeiam a frontaria duas torres sineiras.

O interior é de três naves, separadas por arcos de volta perfeita em quatro tramos. A capela-mor tem altar de alvenaria com tribunas laterais. Colateralmente existem dois altares de madeira entalhada. Destaca-se sobre o arco triunfal, de volta perfeita, as armas reais e o emblema da Misericórdia Elvense. Ainda há a registar a existência de púlpito de base petrea e grade em ferro forjado. Como em quase todas as igrejas das Misericórdias existem os bancos dos Mesários datáveis do sec. XVIII.

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