edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.6.09
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O povoamento do sitio de Barbacena, possivelmente desenvolvido sobre um castro pré-romano, fez-se a partir da doação de Barbacena a D. Estêvão Anes, Chanceler-Mor de D. Afonso III, casado com uma filha ilegítima do monarca, e senhor do Alvito, no ano de 1251. Em 1519, D. Manuel daria novo foral à vila, ordenando a reconstrução do seu castelo, que assim se pode supor em mau estado de conservação. 


Alguns anos mais tarde, em 1536, Barbacena é morgadio de D. Jorge Henriques, caçador-mor de D. João III, a quem se deve o arranque da construção do castelo, que fica por terminar aquando da morte do seu donatário, em 1572. Três anos mais tarde, a fortificação é comprada por Diogo de Castro do Rio, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real, e o primeiro a usar o título de senhor de Barbacena. O castelo então erguido, de planta quadrangular, não seria seguramente a primeira construção fortificada do local, onde deverá ter existido obra medieval. 

No século XVII, no contexto da Guerra da Restauração, a fortaleza sofreu obras de modernização, de forma a adequar-se às novas tácticas militares, que exigiam a construção de um baluarte moderno. A entrada principal que ainda hoje se pode ver, um portal de pedra formando frontão com dois coruchéus, é desta época. 
Em 1645, as tropas castelhanas assaltam o castelo, e em 1658 a guarnição é mesmo forçada a render-se ao Duque de Ossuna. Os ataques e as pilhagens, bem como a constante necessidade de modernização das defesas numa zona de tal importância estratégica, determinam a necessidade de novas obras de remodelação e fortificação, desta feita a cargo de Afonso Furtado de Mendonça, chanceler-mor do reino e primeiro Visconde de Barbacena.

Do castelo, de planta rectangular, conservam-se as paredes e a entrada principal, já citada, e ainda vestígios de um portal mais antigo, em arco redondo, entaipado. Da muralha da fortaleza, transformada no século XVII em planta estrelada, conservam-se vários troços e alguns elementos abaluartados, bem como torreões baixos (a Torre de Menagem foi derrubada no início do século XVII). Pode ainda ver-se a antiga Casa do Governador, edifício de alguma nobreza, com escadaria central dupla, e vestígios de uma capela no piso superior. 

Em 1896, há notícia da transacção do imóvel, vendido por Hermenegildo José Costa Campos a Alfredo de Andrade, de quem descenderia um dos últimos proprietários, José Luis Sommer de Andrade, vendedor do castelo em 2005, sendo o adquirente Mico da Câmara Pereira.

4 comentários:

E o Burro, sou eu? disse...

"Para os da má língua, isso é pedir demais! Só lhes interessa o carro estacionado de borla à frente da porta.

Há cidades onde até se defende que os carros nem deviam entrar. Já vi que para esta Câmara não é preciso tanto, porque tem actuado com muito bom senso."

ISTO FOI ESCRITO POR UM LACAIO AO SERVIÇO DE RONDÃO ALMEIDA, QUE NO COMENTÁRIO AO POST ANTERIOR DEU PELO NOME DE "JUSTICEIRO IMPLACÁVEL".

EU SÓ GOSTAVA QUE ME EXPLICASSEM, PORQUE SOU BURRO, POR QUE RAZÃO O SR. RONDÃO ALMEIDA E POLÍTICOS ROSA ELETOS TÊM LUGAR RESERVADO GRATUITO, ENQUANTO O CIDADÃO COMUM VAI SENDO USURPADO DE TUDO O QUE É LUGAR DE ESTACIONAMENTO NO CENTRO, POR EXEMPLO JUNTO AO TOTTA E A CAMINHO DA CISTERNA E N.ª SR.ª DA CONCEIÇÃO!

Justiceiro Implacável disse...

SIM, O BURRO ÉS MESMO TU!

As entidades oficiais como o senhor Presidente da Câmara ou Vereadores a tempo inteiro, sejam de que partido forem, estão 24 horas ao serviço dos munícipes, com inúmeros compromissos oficiais até sobrepostos urgentes para todos os cidadãoes. Por isso existe o estatuto dos Eleitos Locais, que é uma lei que se aplica a todos os Presidentes e Vereradores do país que lhes dá até livre trânsito (E não é com um Cartão de Veterinário, como já um da oposição por aí fez!!).

Claro que ninguém pode estacionar em cima da Cisterna, porque é um monumento que merece ser respeitado e que estava com toda a certeza a sofrer danos na sua estrutura por carregar com carros em cima todos os dias de malandros como o BURRO de cima que não pode dar três passos e deixar o carrinho junto à capela da Sra. da Conceição.

Quanto a traters-me por Lacaio do senhor Presidente Rondão Almeida, digo-te que se o fosse não era nenhum desprestígio.
É que, se o fosse, mais valia ser "lacaio" de alguém que trabalha todos os dias pelos elvenses, do que ser um Burrabreu da má língua e ressabiado como tu. É que sempre seria melhor servir quem é boa pessoas, do que um tipo que manda mensagens anónimas aos "amigos". Topas?!

Alsul - Alentejo disse...

Gostei, excelente resumo histórico do bonito Castelo de Barbacena…

E o Burro, sou eu? disse...

Privilégio de estacionar para uns,(políticos), afrontas para outros.

Depois venham-se queixar que o Centro é o maior conjunto apombalado(pombais)do mundo,
dentro do maior conjunto abaluartado do mundo.

Quem é que vai investir no Centro se Rondão Almeida tem impossibilitado o acesso gratuito?

Que cidadão se estabelece, que empresa se estabelece?

Intelectuais de "pacotilha" deixem de prejudicar o Centro e lembrem-se, sobretudo que o "Modelo" tem estacionamento à sombra!

Mas os comerciantes já abriram os olhos e até já protestaram ao "linhas" contra a supressão de estacionamento!

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