Mostrar mensagens com a etiqueta ELVAS VISTA DE FORA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ELVAS VISTA DE FORA. Mostrar todas as mensagens
edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 20.4.09


Hoje, mais uma vez, queremos dedicar o édito a todos os Elvenses que nos lêem desde fora do torrão natal.


Desde norte a sul do país, mas principalmente a todos e todas que desde a Bélgica, Luxemburgo, PALOP's e outros pontos da planeta recorrem a este blogue para deixar as suas opiniões e comentários e saber da nossa visão particular sobre o Concelho de Elvas.

A todos queremos deixar um abraço e recordar-lhes que Todos Somos Elvas e contamos com eles.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 2.2.09


Hoje escreve este Velho Conselheiro cheio de vergonha e raiva. Raiva porque sabe que existem profissionais ao serviço do Palácio do Regedor que sabem fazer melhor que o que apresentam como imagem do promoção do Carnaval Internacional de Elvas.

Sabemos já que em breve o Boletim e a Agenda de Actividades do Concelho terão nova cara, coisa que desde aqui vimos solicitando desde 2006, o que nunca esperámos foi que o segundo maior evento do Concelho chega-se a ser promovido com a imagem que anexamos e que parece saída de uma aula de iniciação ao PaintBrush. Vergonhoso!

Uma actividade com este valor social, económico e turístico merecia uma abordagem mais profisional e contemporânea. Sentimos que o Palácio e seus mandatários ainda não entendam que a forma de promoção da Cidade passa pela imagem, sendo urgente, mais uma vez o dizemos, criar uma imagem de marca, um logotipo, que exprima a imagem da Cidade que somos hoje, e que de forma global seja utilizada na promoção dos eventos locais, na promoção turística, uma imagem que os comerciantes e demais empresários sintam como sua e lhes sirva de avançada na promoção dos seus negócios e que no fundamental os Elvenses associem e reconheçam a desenvolvimento e a transmitam a todos os que os rodeiam.

Sentimos ainda, e batalhamos desde o principio para que o site oficial do Município seja mais que uma ferramenta promocional e se transforme numa plataforma de e-governação. Que os mini-sites do MACE e do Serviço de Turismo local tenham dignidade e utilidade.

Terminando este édito, dizer-vos que a raiva e a vergonha com que iniciamos se transforma agora em esperança e confiança que estas linhas não caiam em "saco-roto" e que num futuro estes conselhos sejam uma realidade.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 8.1.09
Etiquetas:


Hoje, deste este pedaço de Alentejo, regado pelo Guadiana e pelo Caia, na alvorada de um novo ano, o Zé de Mello quer agradecer e enviar desde o blogue uma palavra de solidariedade, amizade e agradecimento a todos os Elvenses, que estando longe do seu torrão natal, vêm neste singelo espaço virtual uma forma diária ou casual de reencontrar-se com a sua Elvas.


Este espaço torna-se todos os dias um pequeno espelho de uma realidade e mais quando sabemos que levamos até vós um pedaço do Concelho e da Cidade, possibilitando a sensação de pertença.


Obrigado!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 28.2.08



Depois do segundo Fórum de Participação da Agenda 21 Local que decorreu no auditório do Centro de Negócios Transfronteiriço em 20 de Novembro'07. A equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa deve entregar a Agenda 21 Local de Elvas, ao Regedor, até ao final deste mês.
Esperamos para ver o que fará o Regedor com estas indicações.


Nesta reunião, foram apresentados os trabalhos e feito o ponto da situação da Agenda 21 Local de Elvas, apontando um plano de acção para o desenvolvimento sustentável do Concelho.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 29.8.07
Etiquetas:

Às vezes, quando não se conhece bem o vizinho e ainda não há confiança, as visitas não passam além da porta. Com o tempo as pessoas conhecem o vizinho, têm confiança, e fazem visitas frequentemente. Passa o tempo e já se conhece a casa toda. E é que um dia já não se reparas naquela porta de entrada que foi o primeiro contacto com o vizinho.




Para os que amamos Portugal desde a Extremadura espanhola, Elvas foi e será a porta principal. A amizade com o vizinho fez com que aquela porta, tão admirada nos inícios, ficasse esquecida. É assim que um dia, ao voltar de uma viagem por Portugal, olhei o aqueduto e pensei: Se Elvas estivesse bem longe, talvez ficaríamos mais admirados pela beleza desta cidade. Mas como é tão perto, já nem damos conta do tesouro que temos. Por isso temos de reparar nas pequenas coisas que a familiaridade e a rotina fizeram perder o valor. Às vezes não vemos que é na porta de entrada onde encontramos o tesouro escondido.




Javier Figueiredo


edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 21.8.07
Etiquetas:

Tempos houve em que cada povoação tinha as suas próprias festas e romarias. No Alto Alentejo, sobressaía entre todas a Feira de São Mateus, em Elvas. O São Mateus de Elvas era até meados do século passado, uma das maiores festividades que os campomaiorenses celebravam. Poupava-se durante meses para se pode ir até à Feira d’Elvas por volta de 20 de Setembro.
Só os mais pobres, por falta de recursos, e os que cumpriam resguardo por luto ou por doença, ficavam. As carroças partiam uns dias antes ajoujadas de gente, de galinhas, de cabazes de comidas e de doçarias confeccionadas para a ocasião. Quem mais depressa chegasse, melhor lugar podia escolher para acampar nos olivais em volta do parque em que estaria montada a feira. Quem não podia ir de carroça, em caravana, ia a pé. Uma manta chegava para aconchego. Quanto ao resto, desde que houvesse dinheiro para a pinga e para o petisco, já se passava a contento.
Armados os acampamentos, gozava-se do descanso, da boa comida, da alegre convivência que a ocasião propiciava. De dia dormia-se muito e até tarde, por força de alguns excessos de bebida e porque as noites se prolongavam até de madrugada.

As noites eram para a maioria destes romeiros o melhor que a festa propiciava. Formavam-se grandes bailes de roda animados pelo cantar e dançar das “saias”. Havia disputas assanhadas, muitas vezes entre grupos de terras diferentes. Surgiam a “modas novas”. Quadras engenhosamente elaboradas ao longo do ano encontravam ali o terreiro adequado para a sua pública exibição.
O Senhor da Piedade,
Tem vinte e quatro janelas;
Quem me dera ser pombinha,
Para pousar numa delas.

As festas do São Mateus,
São as festas da cidade;
Quem me dera andar bailando,
No Senhor da Piedade.

Feira d’Elvas, Feira d’Elvas,
Feira d’Elvas da cidade;
Quem me dera estar bailando,
No Senhor da Piedade.


Francisco Galego

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 17.8.07
Etiquetas:

Irrecusável o convite dirigido pelo administrador deste blogue (sempre seguido com muita atenção), ao Alandro al para que se pronuncie sobre Elvas.
È com muito prazer que o faço, não só por me considerar vizinho, pese embora nesta altura esteja um tanto afastado.





Falar de Elvas é ser transportado aos tempos de infância e adolescência.
Natural do Alandroal, desde menino vi Elvas, como a grande cidade, onde pelo menos, uma vez por ano, e durante uma semana era visita habitual.
Criado e educado no seio de uma família de lavradores, a Senhora Dona Antónia, era fiel devota do Senhor Jesus da Piedade, e sempre por altura do São Mateus, se partia no Trem e Churrião para uma semana de São Mateus. Recordo com nostalgia a Procissão, os Concertos e, o que na altura a todos deixava maravilhado: O Fogo de Artificio, considerado como o maior do Alentejo.
De tal maneira as Festas do São Mateus marcaram a minha meninice, que ainda hoje se tornou hábito uma visita por essa altura, onde juntando o útil ao agradável, e porque coincidem com os anos do meu progenitor se comemoram numa típica jantarada nas não menos típicas barracas de frangos assados. É uma tradição…

Elvas será sempre recordada como a Cidade do despertar da adolescência. Era para Elvas que se programavam as grandes "farras", se levava a "visita", se tentava "hablar" e conviver com "nuestros hermanos", se faziam as compras "mais arrojadas", e, enfim se dava o salto até Badajoz.


Não posso, nem devo esquecer, até para que se voltem a enveredar esforços nesse sentido, os anos em que o "Elvas" militou no escalão maior do nosso futebol. Fui sempre frequentador assíduo de quase todos os jogos e que me lembre a primeira vez em que desejei a derrota da Equipa de que desde pequenino me acostumei a apoiar.


Também no capítulo de amizades, de Elvas guardo boas recordações, a Família Caldeira, A Família Vinagre, o Bernardo, a Celeste e acima de todos a Família Ribeiro Canhão ( o António José) cujos ensinamentos na vida profissional, a conduta, a honestidade, ainda hoje faço questão de seguir.


A última vez que visitei Elvas foi pelo Carnaval. Cresceu, é verdade, mas a tipicidade do seu Centro manteve-se intacta. Continua a ser um deslumbramento passear pela "Corredora", sentir o "toque" alegre dos vizinhos Espanhóis.
Muitas novas infra-estruturas foram nascendo, graças ao dinamismo, do seu Presidente da Câmara, pessoa com quem ainda tive o privilégio de conviver, e, a quem se tem que reconhecer o mérito de tudo fazer para projectar o nome de Elvas e dar a conhecer que afinal o Alentejo não é o deserto que se apregoa.
Que se torne cada vez maior, pois que mais bonita do que o que já está é difícil
Até ao São Mateus… se Deus quiser.

Xico Manel



Search