edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 23.3.09
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A Fonte da Vila, hoje conhecida como da Misericórdia deve-se ao arquitecto Pêro Vaz Pereira (que foi responsável pela conclusão do aqueduto), e foi construída em 1622. É constituída por um corpo cilíndrico, encimado por seis colunas seguindo a disposição circular, tudo rematado por uma cúpula semi-esférica com um pináculo de bola.


Dentro do estreito templete assim formado está a estátua equestre de D. Sancho II com as armas de Portugal, saindo a água por seis bicas em forma de golfinho, nos intercolúnios, para um tanque lobulado, tudo rodeado por uma grade de ferro com balaústres de mármore.

Foi, dentro da cidade, a primeira fonte a receber a água do Aqueduto da Amoreira e que durante trezentos e vinte e nove anos permaneceu no local onde foi construída, ou seja, junto do hospital do mesmo nome, sendo em 1951, por se considerar que criava graves dificuldades ao tráfego, foi removida para o largo onde hoje se encontra.

Existiu aí um chafariz, construído no mesmo ano da fonte, para uso de cavalgaduras, com dois reservatórios: um de dentro e outro de fora. Talvez por esta razão o local era conhecido pelo nome de Largo do Chafariz de Fora. Foi demolido no último terço do século XIX.

A fonte da Misericórdia procura embelezar esse largo que agora se designa de 25 de Abril.

6 comentários:

democracia século 21 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
democracia século 21 disse...

Hoje em dia é preciso procurar o ângulo para fotografar este ex-libris da cidade de Elvas, hoje escondido com árvores mandadas aí colocar por Rondão Almeida.

Por que razão a esta fonte há umas décadas funcionava, e hoja não funciona?

Há uma estratégia montada para apagar o passado, como aconteceu por exemplo com o antigo Museu Municipal mandado liquidar por Rondão Almeida?

Alsul - Alentejo disse...

Fiquei assustado, não posso acreditar que tenham liquidado o antigo Museu Municipal ou mesmo a Biblioteca que era das melhores da região, nesta coisa da cultura por vezes o mais importante não são as instalações mas sim o espólio ai depositado...

issope disse...

Alsur, já te deixaste arrastar pela má língua da oposiçãozeca que há em Elvas?

O "21" é um tipinho mentiroso e insinuoso da mesma, por isso tens sempre que conformar primeiro as bacoradas que ele escreve!

A Biblioteca é nova, não foi nada destruída. Podes vir cá ver a Elvas!

O Museu também devias ter cá vir ver a chuva a entrar a potes lá dentro e a destruir o espólio, antes de ter sido protegido pela Câmara actual, porque no tempo em que os do "21" governaram a Câmara deixaram aquilo na maior miséria e a Câmara na falência.
Nesse tmpo não tinham nem Biblioteca de jeito nem Museu! tinham dois depósitos, que eram verdadeiros atentados contra o património museológico e bibliográfico!

Ao "21", é só dizer que agora estão árvores agradáveis à volta da fonte; no tempo do PSD estavam carros à frente da Fonte a enegrecer-lhe a pedra com o fumo e a dar-lhe toques com as manobras. Nem a Fonte se via no meio do parque de estacionamento em que aquele espaço estava transformado!
Agora veem-se pessoas sentadas em volta da fonte e a usufruir da sombra das árvores, antes ficavam sufocadas com o fumo dos carros...

E o pacóvio não saberá que a Fonte do Largo 25 de Abril funciona com água da rede pública? E que se estiver a correr é um desperdício de água com cloro que todos nós, elvenses, pagamos?
O pacóvio sabe, mas tem que largar mais umas bujardas...

democracia século 21 disse...

Toques?
Então e o passeio de 2 metros de largura todo à volta?

E o Museu Municipal ali no Largo do Colégio, foi ou não extinto?

Para onde foi o espólio?

Quem é o mentiroso?

issope disse...

Se te tivesses dado ao trabalho de ver a fonte naquele tempo não falavas assim. Não havia nenhum passeio de 2 metros! A font estava a ser destruída pelos carros! É assim que vocês defendem o património!

Toda a gente sabia que não era possível ter uma biblioteca daquelas moderna e um museu no mesmo edifício. Toda a gente ficou a saber que não cabiam lá as duas coisas. Ou Elvas ficava com uma mini-biblioteca e um mini-museu?

Eu cá não tenho dúvidas, conhecendo nós o Presidente que Elvas tem, que o museu vai ser construído ainda com Rondão de Almeida como Presidente, até porque o homem tem mais 4 anos de trabalho pela frente.

Queres que te diga para onde foi o espólio? Sei lá! mas sendo propriedade de uma Câmara não foi para o lixo de certeza e tendo a Câmara bons técnicos, deve estar bem arrumado à espera do novo museu.
Não o podiam expor na Praça da República, não é !?

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