

Neste dia dedicado a Sto. Aniceto quero deixar alguns destaques de aqui e ali:
Há uns que não querem que se faça propaganda de Elvas e outros, os de cá, que não se importam!!!...
Manuel Guerra» (relativo ao édito de 25 de Janeiro - "Vê-los Passar"
Ó Elvas ò ElvasBadajoz à vista....VEXA não quer querer que neste post há razões que a sua razão desconhece.
Sábado, Abril 01, 2006 1:48:32 AM »
Da internet:
«Há anos, confesso, que vou em trabalho - contrariado - ao Parlamento, felizmente apenas por altura do Orçamento de Estado. E há anos que deixei de respeitar a larga maioria dos deputados, cujo nível de qualificação tem baixado de legislatura para legislatura, porque, além de duvidar da eficácia e qualidade do seu alegado trabalho de gabinete, no plenário as intervenções são de uma pobreza atroz, já para nem falar da má-criação para com os sucessivos governos e a falta de respeito entre eles próprios.» Luís Ferreira Lopes - Editor de Economia da SIC - leia mais
Blogosfera Elvense:
A Conselheira Xanu reestreia blogue: http://lugar-encantado.blogspot.com/
Também o conselheiro Sabino traz à blogosfera os seus escritos: http://londelakayno.blogspot.com/ Outro estreante é o Agrupamento de Escolas nº 1 de Elvas que já tem um blogue: http://assimsecresce.blogspot.com/ http://paroquiaselvas.no.sapo.pt/index.htm é o espaço internet das Paróquias de ElvasA comunidade dominicana feminina estabeleceu-se em Elvas cerca de 1528, construindo aí um convento, próximo do centro dos poderes político, administrativo e religioso.
Apesar de funcionar desde a década de 20, só foi incorporada na Província em 1540, como atesta o Capítulo de Lisboa. Nesse mesmo ano deverá ter sido demolida a Ermida da Madalena (originalmente Templária). Em seu lugar julga-se ter sido construída, em 1543, a actual igreja de Nossa Senhora da Consolação, cujas obras terminaram cerca de 1557.
Em 1599 foi comprada uma parcela do terreno para a ampliação da Capela-mor da Sé.
Mais tarde, nos anos de 1659 e 1676 foram feitas obras na igreja – azulejo e pintura de brutesco, respectivamente.
Em 1722 dourou-se a capela do lado do Evangelho, conforme está na inscrição que nele se encontra.
Após a extinção das ordens religiosas, o convento foi deixado à acção do tempo e demolido em 1888, por questões urbanísticas.
Já no século XX foi classificada Monumento Nacional e sofreu, no decorrer do século, inúmeras intervenções por parte da DGEMN.
Destaca-se o portal da fachada principal, que se assemelha a outros portais do primeiro renascimento português, no Sul do país; de mármore, com arco de volta perfeita, enquadrado por um par de pilastras que suportam o entablamento, subrepojado por medalhão circular, com uma cruz florenciada de Avis (que pretendia representar o escudo das armas dominicanas). Nos cantos, dois bustos masculinos, com a representação do “Velho e do Novo”.
A simetria do edifício é descaracterizada pelos anexos e volumes irregulares que compõem as fachadas, fruto de consecutivas demolições que sofreu o convento no decorrer do século XIX.
Na cobertura, sobre o zimbório, destaca-se, no topo, o lanternim, centrado em relação à planta da igreja.
A sua planta é centralizada octogonal. O espaço interior é dividido em duas partes: o corpo central ou cruzeiro e o deambulatório, separados por oito colunas, uma em cada canto do octógono. Sobre o cruzeiro eleva-se o zimbório com cúpula imponente, de oito gomos e com entrada de luz zenital.
A galeria lateral – deambulatório – é coberta por abóbada de berço, que está a um nível inferior da do corpo central. As capelas encontram-se embutidas em três lados do octógono, formando uma cabeceira tripartida.
A capela-mor, a poente, é de planta rectangular e ligeiramente maior que as capelas que a ladeiam. As suas paredes são lisas, revestidas a azulejos azuis e amarelos de “tapete”; ao centro, um panejamento adamascado e, sobre a mesa do altar, a imagem do Senhor dos Aflitos e de um Pajem de S. Jorge. A cobertura é semi-esférica, dividida em cinco gomos, com decoração renascentista em estuque.
As duas capelas laterais são, de certa forma, idênticas: de planta reentrante e semi-cúpula dividida em cinco gomos. Em cada uma das capelas encontramos um retábulo em talha dourada, cujas especificidades, como os motivos auriculares e concheados e as colunas torsas, os enquadram no Barroco Final, ou seja, nos primeiros 20 anos do século XVIII. Apesar de estas não serem as invocações originais, temos no lado do Evangelho Nossa Senhora da Consolação e, no lado da Epístola, S. Tomás de Aquino.
Das oito colunas, três são diferenciadas: duas com a pia de água benta, em mármore, e outra com o púlpito em ferro forjado, do século XVII.
A pintura de brutesco está presente nas colunas e capitéis com rótulos, fitas e grinaldas e. Na arquitrave acrescenta figurações zoomórifcas, querubins e cartelas com cenas da Bíblia, onde se destaca o Cordeiro Místico.
Os azulejos são de tapete, com laçarias e rosas dispostas de formas diferentes. Na cúpula encontramos um painel com as armas da Ordem de São Domingos. Como podemos constatar, a igreja que hoje conhecemos não é a original, de pedra e cal. É, isso sim, fruto das várias fases de adaptação de gosto e das concepções tipológicas e eucarísticas, no decorrer dos séculos XVI, XVII e XVIII.
São estas especificidades que tornam esta Igreja de Elvas um caso exemplar, onde vários “tempos” artísticos se mesclam de forma quase perfeita, onde as partes fazem parte de um todo que lhe confere um carácter místico e celeste e que leva, por sua vez, a que seja considerada numa das mais belas jóias da Península Ibérica.
Resta uma pergunta a este Velho Conselheiro: De quem é a culpa?Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: Segundo o Palácio do Regedor:
A noticia: http://www.cm-elvas.pt/noticias/combatentes.htm
A Colecção de 407 instrumentos de corda exclusivamente portugueses, representativo de toda a geografia nacional, bem como todo os outros materiais anexos foram rejeitados pelo Palácio do Regedor, aquando da apresentação da proposta de dotar Elvas de um museu vivo e dinamico, em que os instrumentos não seriam peças de aparato mas sim disponibilizadas aos tocadores e músicos o seu contacto com peças únicas. O projecto complementava-se com uma escola de construção de "guitarras", Escola de Música, Fonoteca com discos de 78rpm, vinis, bobines varias, minidiscs, etc.. Segundo o Cor. José Lucio Ribeiro de Almeida, que chegou a leccionar em Elvas, e em cujo curriculum constam 4 livros editados sobre o tema, 5 discos e vários programas de rádio e TV, tentou por várias vezes chegar a concensos com os poderes locais mas tal nunca foi possível. Fica o registo de uma hipotese cultural que nos passou frente ao nariz e a qual enxotamos! Mais informações em: www.jose-lucio.com ou www.museu-joselucio.8m.net
No interior da igreja, de traçado arquetectónico simples e de uma só nave, encontramos as paredes cobertas de azulejos policromos de 1630/40. A capela mor também com revestimento azulejar, de padrão tapete com 4 paineis de albarradas com as armas dos Farias e Britos, padroeiros desta obra, em no interior do qual estão os seus panteões. O retábulo em talha dourada, também do séc. XVII, com pinturas sobre madeira representando a Adoração de S. Francisco e Sta. Clara N. Senhora. Existe outro altar marmóreo. Ao fundo os coros encerrados por grades, sendo que o baixo se encontra também revestido por azulejos tipo padrão do séc. XVII e ainda no corpo da igreja o pulpito de marmore.No espaço conventual merece ainda destaque o Antigo Refeitório com restos de várias pinturas murais e a portaria.






