edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 18.2.09
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Hoje quer este Velho Conselheiro partilhar com os leitores deste blogue uma aventura recente.

Como imaginam ter que percorrer as ruas e avenidas da Cidade tem sido nos últimos anos um passeio necessário para poder aqui plasmar os temas que nos merecem e devem ser dadas à estampa.
Acontece que a idade já vai pesando a este Velho Conselheiro, pelo que percorrer os tramos de acentuada inclinação, principalmente, no Centro do burgo, é tarefa cada dia mais penosa. Mas a, quase, obrigação de estar a par do latir da Cidade e do Concelho a isso obrigam.

Para colmatar a cada vez maior falta de forças nas pernas, e, aproveitando uns dinheiros amealhados ao longo da vida, decidiu-se este vosso servidor por adquirir uma viatura automóvel
que facilita-se tal cometido. Negócio feito, viatura disponibilizada e eis que o Zé de Mello inicia a sua primeira viagem motorizada pela Cidade. Emocionante! O Centro de Saúde com acesso mais facilitado, o Santuário da Piedade a 4 minutos de distancia, os espaços de grande consumo a pouco mais, e a possibilidade de calcorrear a Cidade num ápice!

Mas eis que surge a complicação. Então não é que para estacionar perto de casa terá este Velho Conselheiro que pagar! Sim pagar para estacionar ao lado da porta de casa! Informei-me e foi-me dito que alternativamente poderia estacionar gratuitamente no fosso entre o Quartel do Trem e o Baluarte do Príncipe na zona alta da zona intra-muros. Sim, lá no alto, isto é quando necesitar de me deslocar terei que subir até ao alto da Cidade, quando era precisamente estas viagens que se pretendiam facilitar com a compra da dita viatura.

Como vêem esta aventura na procura de solucionar um problema trouxe outro. Onde estacionar a viatura? Como imaginam deixa-la, ou melhor, abandona-la à sua sorte naquele fosso oscuro na penumbra da noite n
ão é solução. Desembolsar diariamente mais de 4€ para parking não se apresenta como solução viável economicamente.

Resumindo, como n
ão existe estacionamento para residentes que facilite a vida aos habitantes do Centro Histórico deixa-se aqui a mensagem de venda da mesma viatura ou quem sabe o aluguer de uma casita fora das muralhas!

2 comentários:

Elvascidade disse...

Um rel(tr)ato infelizmente muito real.

democracia século 21 disse...

A estratégia de impossibiltar o estabelecimento de cidadãos e empresas no Centro Histórico tem sido amplamente conseguida por Rondão Almeida.

Muitos dos que que viviam no Centro foram expulsos por Rondão Almeida e tiveram que mudar-se para os Bairros.

Algum do Estacionamento eliminado por ROndão Almeida:

- A caminho da Cisterna na Praça 25 de Abril;
- Na praça 25 de Abril, além de suprimir o estacionamento livre escondeu a Fonte e retirou espaço vital com estacionamento;
- Largo de N.ª Sr.ª das Dores suprimiu o estacionamento pa fazer a "linda" Fonte Luminosa;
- Rua da Cadeia suprimiu o estacionamento para fazer a "cascata";
- Na Praça da República sobre o estacionamento subterrâneo;
- Junto à subida pedonal que vem da Fonte Nova;
- Ao lado da Sé;
- Na Alcáçova junto às Escolas;
- Junto do mercado antigo ali junto à Rua dos Chilões para fazer um jardinzinho.

Mas o Comboio Turístico, tem lugares que nunca usa, Vereadores, Junta de Freguesia, têm lugares marcados gratuitos.

E a estratégia de Rondão Almeida não fica por aqui. A supressão sistemática de lugares que impedem o acesso assíduo e diário ao comércio do Centro vai continuar.

O pretexto(mentira?) é sempre o mesmo o património da Unesco...

Se ser patrimóniio da Unesco implicasse isto, eu não quereria ser património da UNESCO.

Limpem o Centro de todos os elementos estranhos r restituam espaço vital ao Centro.

Se a orientação for no sentido de restituir o ESPAÇO usurpado, a iniciativa privada interessa-se pelo Centro e recupera-o sem necessidade de programas especiais de reabilitação urbana!

Para quê jardins dentro de um Centro Morto?

INTELECTUAIS DE FORA COM LUGAR MARCADO, DEIXEM O CENTRO EM PAZ!!!

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