edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 12.10.08
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Por outro lado, este ano mais do que nunca, voltou a estar na ordem do dia o alargamento e requalificação do Parque da Piedade, um tema abordado por mim ao longo dos últimos anos. Agora em 2008, outras vozes reconheceram a inevitabilidade de estudar este problema; entre elas, saliento a do Juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, demonstrando disponibilidade pessoal para tratar do tema. Sobre a Confraria e o seu trabalho desenvolvido, devo escrever como aprecio o empenhamento deste grupo de voluntários, que despendem muitos dos seus tempos livres para que a comunidade dos elvenses e visitantes se possam divertir na Piedade. É um grande esforço, muitas vezes mal compreendido e mal avaliado. Todavia, o Concelho de Elvas tem, nesta matéria, um desafio decisivo: ou entende os novos tempos adaptando-se a eles e entrando na competição com outras cidades alentejanas, ou então ficamos parados no tempo.
Tenho conversado com milhares de Elvenses ao longo dos últimos anos; procuro sempre a maneira de pensar da maioria das pessoas e as necessidades colectivas. Assim, sobre o nosso São Mateus, tenho duas ideias fortes: trata-se de uma festa verdadeiramente de todos os Elvenses e muitos desejam que o essencial dos festejos se mantenha, mas com a adaptação inevitável às comodidades proporcionadas pela evolução dos tempos. Nesta, como noutras matérias, o
Povo é sempre sábio; sabe bem o que quer, mas distingue na perfeição aquilo que não quer.


José Rondão Almeida, in Boletim do Palácio do Regedor de 15 de Outubro'08

5 comentários:

issope disse...

Se as pressões sobre a Confraria se tornarem incontornáveis, há familias, pais, filhos primos, então que os pavilhões sejam construídos, como muito bem sugeriu o blogger Cidad'elvas no actual parque de estacionamento.

Assim se evitaria conspurcar a paisagem do conjunto Igreja/Jardim da Fé, Chafariz/Entrada Monumental e Lago/Coreto, bem como a Mata da Piedade.

Perder-se-á estacionamento e o estacionamento e como muito bem diz o nosso Badj, a essência de uma feira são os visitantes e estes não poderão ir ao S.Mateus de carro se não houver estacionamento(Badj referia ainda os bairros vizinhos que vão sofrer as consequências)

É que 20 000 m2 de "naves" iriam ocupar, porque não podem ser contíguas, 35 000m2, a totalidade do parque entre a actual "Expo S.Mateus" e a Av da Piedade.

Onde quer que os pavilhões fossem construídos o prejuízo material seria grande, pelas perdas de espaço a render para a Obra de Igreja. A construção no actual estacionamento rouba receitas de estacionamento.

A construção das "naves" no actual estacionamento, como propôs o Cidad'elvas minimizaria o impacto paisagístico negativo perto da Igreja.

Não faz sentido construir pavilhões permanentes(com graves prejuízos)quando a Feira pode durar 10 dias.

issope disse...

Para já não falar no calcetamento do espaço, que vai impedir que ao S Mateus venha o tradicional tendeiro de tenda, estaca e picareta, perdendo-se assim o cariz popular do S. Mateus.

Elvas não quer uma ovibeja que não tem tradições.
Elvas só quer continuar a ter as suas festas populares!

issope disse...

Alguma intelectualidade elvense, chega ao ponto de querer impedir a Confraria de organizar aquilo a que chama a parte "profana", impondo que seja a Câmara a fazê-lo.

Então se a Câmara é incapaz de gerir as águas, querendo privatizá-las, vai ser capaz de organizar a parte profana do S. Mateus?

É de gargalhada!

Porra, deixem funcionar a Sociedade Civil, não se metam onde não são chamados!

tiago disse...

Fruta ou chocolate!

Visitem o meu blog www.camaradoscomunss.blogspot.com

Atenção que a palavra "comunss" é com dois "s" .

Isto é que é uma boa segunda-feira! O meu maninho gémeo já levou na cabeçorra outra vez!

Divirtam-se.

tiago disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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