edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 4.6.08


Em declarações à RRElvas, o Regedor afirma que "não há nenhum ambientalista que seja capaz de me vir mostrar onde pára uma abetarda no nosso concelho. Aproveito para dizer a esses ambientalistas que me venham dizer onde é que param essas abetardas porque tenho 65 anos de idade e só me lembro de ver a última abetarda, devia ter eu os meus 7, ou 8 anos de idade. O que quer dizer que muitas das vezes isto são formas de se inviabilizar aquilo que são processos de desenvolvimento. Lamento imenso que estas questões se coloquem sempre do lado de cá da fronteira, porque do lado de lá elas nunca de colocam".

5 comentários:

canal241 disse...

Pena que estas coisas só aconteçam deste lado da fronteira, mas tem a sua razão, pois que em Espanha não se trava desenvolvimento por nada mas aqui é só conforme os interesses do bolso de alguns mas gostava de dizer a esse palhaço que sou muito mas muito mais novo que ele e já vi abutardas em Elvas, não posso precisar o ano mas há uns cinco anos vi abutardas junto ao monte do Bastinhas na estrada de Campo Maior e na Estrada que liga o restaurante do "picha-torta" com o guadiana, portanto perto da casa do palhaço esse. Não as tenho visto mais frequentemente porque há já uns anos que não saio de bicilceta como o fazia antes pelos campos...
Se isso é motivo para parar o TGV, também acho que não mas não diga que não há abutardas no concelho para tapar os olhos aos parvações mortos de fome que o seguem fielmente...

José Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José Ferreira disse...

Efectivamente há abetardas e sisões, felizmente que há.

Mas é logo ali depois do forte de Santa Luzia na estrada de Torre de Bolsa, a 20 Km da Linha do TGV, que no Concelho de Elvas entra a sul, junto à fronteira, vindo do Alandroal, repito a 20 Km do habitat destas aves.

O local mais próximo destas aves é portanto o Caia que fica a uns 12-13 km das colónias.

Ou seja o rondão mente porque há abetardas.

Os ambientalistas mentem, porque não há qualquer proximidade entre estas colónias e a linha do TGV!

canal241 disse...

Ó Zé Ferreira bem visto, parece estar bem informado. Não conheço os locais onde estas aves se alimentam ou reproduzem, nem sei ao certo o trajecto do TGV, mas que as vi no concelho, isso vi, e não é esse regedor de meia tigela que me diz que não. Ainda que o traçado fosse precisamente ho habitat dessas aves estou certo que não se iriam extinguir por isso, pois que simplesmente mudavam de sitio, as aves ao contrario dos humanos não estão à procura de um qualquer socialista para lhes de porco no espeto, elas procuram a vida e felizmente por este alentejo "ainda" vai havendo espaço para todos...

Saramugo disse...

Dada a ignorância ou má-fé (para não utilizar outros adjectivos menos elegantes...) da personagem citada no texto e de alguns comentaristas, deixo alguns apontamentos:

1- O traçado do TGV foi chumbado pela Comissão de Avaliação de Impacto Ambiental e não pelos "ambientalistas";

2- É claro que existem Abetardas na IBA de Torre da Bolsa, mais precisamente uma importante zona de paradas nupciais, e desde há muito que o ICNB acompanha a sua evolução;

3- O traçado previsto coincide precisamente com a zona utilizada pelas aves, pelo que o seu desaparecimento é inevitável e irreversível;

4- O que está em causa não é a construção da linha mas sim a destruição gratuita de um importante habitat (seria o mesmo que dizerem que a linha teria de passar precisamente por cima da ponte da Ajuda ou do forte de Santa Luzia);

5- É de uma deprimência atroz o discurso tacanho desta gente (autarcas) no que se refere às questões ambientais. Citando o “autarca-mor”: só corridos à pedrada!...

LV (Arronches)

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