edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 24.6.10

Nasceu em Elvas a 10-11-1795, foi baptizado na Igreja do Salvador a 18-11-1795, filho de Manuel Joaquim da Silva e de Maria Rosa Freire de Sam Paio Matta Morgado, tambem naturais de Elvas.

Fez a instrução Primária em Lisboa e mais tarde foi para Coimbra, matriculando-se na Faculdade de Leis e obtendo ali a formatura em 08-07-1820.

Regressa a Elvas no mesmo ano e assenta banca como Advogado até 1823, época em que começa a ser perseguido pelas suas convicções liberais.

Retirou-se para Setubal e Lisboa onde continuou a advogar. Em 1826 foi despachado Juiz de fora de Vila Velha de Rodão e Sarzedas na Comarca de Castelo Branco.

Em 1828, em consequência do seu desafecto pelo Governo e estando em Niza, é demitido, baleado e preso para o Limoeiro, donde saiu em Julho de 1833 por ocasião da entrada do exército libertador. Nesse mesmo ano é nomeado pelo Duque de Palmela, Juiz de fora para Alenquer até 1835, aí conheceu e se casou com D. Maria Amália Peregrina Vieira de Mendonça. Tiveram três filhos.

Em Agosto de 1835 foi despachado Juiz de Direito de Julgado de Campo Maior e em 1837 foi Vereador da Câmara de Elvas.

Em 1838 foi eleito deputado às Cortes pelo circulo de Portalegre e foi tambem Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Elvas.

Em 1841, foi despachado Juiz de direito de primeira instância para a Comarca de Portalegre.

Em 26-10-1846, é nomeado Governador Civil de Portalegre até 18-05-1848. Nessa época com a escassez de cereais e para evitar a fome que alastrava neste concelho conseguio que o governo Espanhol autorizasse a saida de trigo e cevada e o governo Português a sua entrada. Estas diligências coroaram-se de bom êxito e fez com que o preço dos cereais baixasse.

Em 1848 toma posse no lugar de Juiz de direito da Comarca de Estremoz até 1852, ano em que é transferido para a Comarca de Moura, onde se reformou em 14 de Agosto de 1861.

Foi investigador de História de Elvas e de Moura, escreveu os seus Anais e foi Comendador da Ordem de Cristo.

Faleceu em Elvas em 14 de Outubro de 1870.

enviado por Gonçalo Machado

5 comentários:

Zé de Melro disse...

Um abraço para o meu amigo Zé (Minas da) Mata de Campo Maior.

Espero que alguém neste momento difícil te faça chegar este meu abraço e impeças que o preço dos cereais desça.(ainda mais!)

Não percam o meu artigo de hoje quinta-feira!

Será que Rondão Almeida prepara a mudança do nosso feriado municipal de 14 de Janeiro para o S. Pedro à semelhança de Évora?

Não perca. Na minha última publicação fui campeão dos comentários de Elvas, com 6 comentários!

E eu não fiz nenhum!

Zé de Melro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé de Melro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé de Melro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé de Melro disse...

Por favor leitores leiam esta 6.ª Feira o meu artigo sobre exploração de inocentes crianças em Elvas, só comparável aos putativos incidentes da Casa Pia, também em Elvas!

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