edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 10.2.10
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Com a devida vénia damos hoje publicidade a um texto do co-Conselheiro André Miguel, que no seu Blogue Crónicas da Planície, faz uma reflexão sobre o presente e o futuro de Elvas e do seu Concelho.

"Muito se preconiza que o desenvolvimento de Elvas passa muito pela sua proximidade com Badajoz, no entanto, com o passar do tempo, não é isso que temos visto.
Ter Badajoz como vizinho tem as suas vantagens, mas também enormes prejuízos atendendo à dimensão das duas cidades. Durante muitos anos o comércio em Elvas foi alimentado pelas compras que os cidadãos espanhóis aqui realizavam, assim como o sector dos serviços devido à existência de fronteiras e consequentes impostos aduaneiros. Este último morreu completamente com a abolição das fronteiras no espaço europeu, apesar disso a restauração e o comércio têm conseguido sobreviver. No entanto a abolição das fronteiras permitiu à economia espanhola dinamizar-se e tornar-se competitiva ao ponto de se tornar a oitava economia mundial, e é aqui que a “porca torce o rabo” já que em Portugal fomos incapazes de acompanhar esse desenvolvimento. Hoje Badajoz tem cerca de 150.000 habitantes, uma economia pujante nos últimos anos (a Extremadura Espanhola foi a região que mais cresceu até a crise financeira surgir) enquanto Elvas com os seus parcos 25.000 habitantes resume-se quanto muito a um bairro residencial, com muito pouco para oferecer e menos ainda para competir, fruto da conjuntura em que está inserida e de políticas que delapidaram serviços públicos como a EDP, PT, Maternidade, Centro de Reclusão, GAT, etc, assim como um grande número de empresas privadas. Os resultados que saltam à vista são os milhares de elvenses que todas as semanas atravessam a fronteira para trabalhar ou simplesmente fazer compras, sendo que este último aspecto é o mais prejudicial à economia local, pois provoca uma enorme fuga de capital. Elvas nunca conseguirá competir com a variedade e diversidade de produtos disponíveis no outro lado da fronteira, muito menos quando esses produtos são mais baratos que no lado de cá, derivado, entre outras coisas, de uma carga fiscal menor. Por isso captar investimento para Elvas é também tarefa ingrata fruto desse mesmo desequilíbrio fiscal, o que no entanto pode, e deve, ser atenuado com políticas locais de facilitação e incentivo, que infelizmente não existem.
Neste momento deve-se fazer uma profunda reflexão sobre o que temos a oferecer e onde nos podemos diferenciar, seja nos produtos locais, exploração dos recursos naturais, turismo ou no facto de sermos a porta de entrada para Portugal. Nestas três áreas há muito para oferecer, mas muito pouco tem sido feito, principalmente no que toca à divulgação da cidade em si. Basta, para isso, ver como a nível turístico temos muito mais para mostrar que Évora e no entanto continuamos orgulhosamente sós, desconhecidos por tudo e todos."

TODOS SOMOS ELVAS!!
2010 ANO DA EUROCIDADE

4 comentários:

Toca a Todos disse...

Andam muito quentes, estão quase a chegar a mim, muito em especial o sr. Sobreiro que assina Mestra.
Eu conheço-te muito belamente Manel e ando sempre por ai, na Câmara com o meu amigos e na rua com muitos amigos de todos os partidos. És muito subserviente ao dotor Mocinha porque pensas que ele vai ser Presidente mas tás a apostar no numero errado.
Dou mais uma pista que não apoiei Cavaco nem Soares. Se bem calha apoiei o Gerónimo de Sousa ou talvez não. Sou "amigo" do regedor mas digo mal dele quando calha e ele pensa que não sou amigo. Farto-me de chorar por isso.
Cantando e cantarolando cá vou dezendo o que me apetece e vocês ficam todos de cabeça a bater mal. Enquanto andarem destraidos com meninas eu vou fazendo a minha jogatana.
E hoje nem me falem do Sporting!

Elvense Atarantado disse...

O André Miguel é um "blogger" marginal.
É marginal porque zela, com as suas opiniões pelo futuro de Elvas, fora da órbita oficial da Câmara Municipal de Elvas. Os "bloggers" bem comportados são "Elvas-UNESCO-Arquitectura-Pimba".

Além disso tem formação superior, o que lhe permite fazer análises críticas rigorosas sem ofender a nossa Língua Mátria.

Mas e a propósito do "post", Elvas tem que tirar partido da proximidade de Espanha. A inexistente política de incentivo à fixação de empresas em Elvas tem levado a que mais de um milhar de Elvenses atravesse a fronteira diariamente para trabalhar em Badajoz.

Se há 1000 elvenses a trabalhar em Badajoz, isso resulta na manutenção, pelo seu efeito multiplicador de 5000 habitantes em Elvas.

Se queremos impor algum respeito a Évora, Portalegre e Lisboa, isso tem que ser à custa da nossa vantagem competitiva - PROXIMIDADE DE BADAJOZ. Ou crescemos ou roubam-nos o Hospital e o Tribunal, p.e..

Esta vantagem competitiva é deliberadamente ignorada pela Câmara Municipal.

1 - Os erros começam pela Planificação Urbana. Em vez de se avançar para a infra-estruturação do Caia, avançou-se para as Sochinhas, cujo núcleo se assemelha a uma favela;

2 - Comércio Tradicional prejudicado por uma perseguição ao automobilista que afasta os Elvenses do Centro;

3- Superfícies comerciais como Modelo e Intermarché fechados no domingo à tarde(posso garantir que há Supermercados de maior dimensão abertos), o que habituaria os espanhóis a vir(saliento o enorme êxito do bloco comercial MÓVEIS DE TODO O MUNDO).

Muito obrigado André Miguel e continue a escrever.

PS: O Tiago representa um sector da sociedade e disso se orgulha, é parte e isso assume. Um abraço do Atarantado para o "blogger" Tiago.

Elvense Atarantado disse...

Só queria acrescentar que a vantagem competitiva de Elvas que é a possibilidade de comércio aberto no domingo à tarde, atenua de forma significativa as nossas grandes desvantagens, fiscalidade, burocracia, ASAE's etc.

portasdolivenza disse...

Preocupa-me e muito o encerramento de empresas,o aumento do desemprego, bem como o decrescimo do poder de compra dos Pacenses,dos Extremenhos e da Espanha em geral,é que 50% das nossas exportações á 2 anos destinavam-se a espanha,nós aqui em elvas,principalmente o comércio e a restauração em mais de 50% dependemos do seu poder aquisitivo,há que arregaçar as mangas e promover elvas.

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