edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 26.1.09


Ao longo de mais de três anos várias têm sido as aportações que este Velho Conselheiro tem aqui expressado sobre o desenvolvimento de Elvas enquanto Cidade e pólo urbano raiano.
Algumas das sugestões e conselhos aqui deixados são comungados pelo Palácio do Regedor, outras ou estão em estudo ou em fase de projecto, havendo outras que ainda são consideradas absurdas.
A mais publicitada e esplanada tem sido a Eurocidade Elvas / Badajoz, seguindo os passos de Chaves e Verín, e de outras cidades europeias que desta forma, para além de garantirem financiamentos europeus apartir de 2013, seria a forma de afirmar a malha urbana transfronteiriça elvense no coração do eixo Madrid - Lisboa.

Também nesse eixo ibérico a reestruturação urbana do Caia no coração da Eurocidade e nas proximidades da Plataforma Logistica, como pólo central do espaço transfronteiriço alentejano e extremenho. A falta de empenho pela autarquia, o abandono a que está votado, a inoperância da junta de freguesia, e a não existência de um projecto de futuro para aquele espaço só pode significar cegueira. O Caia é uma questão complexa porque num pequeno espaço existem diversas jurisdições, que isoladas entulham o desenvolvimento daquele que se deveria transformar num pólo residencial de excelência. Em conjunto e de forma concertada deveria existir no Caia habitação social e de prestigio em co-existência, conjuntamente com um núcleo hoteleiro que deveria concorrer directamente com o outro lado da fronteira. O local ideal para colocar a futura sede do organismo conjunto da Eurocidade, num edificio desenhado para o efeito e marca territorial unida a um corredor verde entre o lado norte e sul do Caia.

Uma Elvas de conhecimento, uma Cidade capital nos estudos ibéricos com a criação de um Gabinete, formado pelas Universidades lusas e espanholas; uma cidade de investigação ponteira a nível mundial (que já o foi) em materias agronómicas; uma cidade em que já existem condiçoes de acolhimento de grandes eventos cientificos e que deve promocionar-se junto das comunidades cientificas ibéricas de forma a atrair mais eventos e a localização de empresas de "research" ponteiros na UE.

A nível da região Alentejo, Elvas pode e deve empreender desde já um caminho que a situe como a segunda cidade da região, atraindo investimentos, acima mencionados, e aproveitando a sua posição estratégica, tirar o maior usufruto quer da linha TGV de passageiros quer da ligação ferroviária a Sines e ao seu porto, a linha de fronteira deve ser uma valor vendível a nível estratégico para as empresas, impulsionando uma estreita ligação a Évora, futura capital regional. Também urge uma nova ligação viária a Campo Maior, pois a existente já demonstrou ter um traçado perigoso, para além da reclamada circunvalação sul entre o Morgadinho e Sitio do Paraíso.

No contexto histórico e patrimonial é necessário um plano de estratégia global integrado também na vertente de usufruto e aproveitamento turístico, que torne o Centro Histórico num espaço de vivência quotidiana das populações e não apenas um espaço museologico. A criação de condições, iniciada pelo Palácio do Regedor nos últimos anos, deve ser reforçada, quer criando medidas fiscais de incentivo à fixação de jovens famílias, reforçando os espaços de fruíção pública, contrariando o fluxo de saída de população do Centro do burgo. Os circuitos pedonais e interpretativos da monumentalidade das Fortificaçoes Elvenses, entre as Portas de Olivença e da Esquina, o já anunciado Centro Interpretativo de Elvas, a abertura ao público da Torre Fernandina, a circulação real do comboio turístico, e a sua articulação com os pontos cruciais de monumentalidade da Cidade são objectivos que o Regedor deve contemplar no seu plano de acção.

No plano social muito se tem feito nos últimos anos pelo Palácio mas falta ainda tornar Elvas numa Cidade e num Concelho atractivo para os mais jovens e isso só se consegue tornando Elvas atractiva para as empresas.

São tempos de reagir e elevar mais alto o nosso orgulho raiano e Elvense, pois todos somos chamados a co-ajudar na ardua tarefa de tornar Elvas numa Cidade do século XXI.

2 comentários:

Scottish disse...

Caro amigo, não poderia ser mais clara a exposição do que deve ser Elvas no Século XXI.
Espero sinceramente que se analise, e bem, tudo o que aqui foi apresentado, pois é de vital importância unir esforços no sentido de tornar a terrinha numa cidade estratégica no contexto nacional, e em pleno desenvolvimento.
Assim seja!
Grande Abraço

democracia século 21 disse...

Até que enfim alguma clarividência quanto à urbanização e infra-estruturação do Caia!

Só o Caia faz a diferença de Elvas para Monforte ou Fronteira, só o Caia nos pode salvar da desertificação, só o Caia fará que os governos centrais e Portalegre tenhamalgum respeito por Elvas!

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