edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 6.1.09
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ELVAS PASS editado por Zé de Mello a 16.7.07 , ,



Uma das áreas mais deficitárias na gestão do Palácio do Regedor tem sido a área do turismo, como já repetidas vezes aqui apontou este Velho Conselheiro.


Com a inauguração do MACE, o Regedor aponta-o como um dos pilares do Turismo Cultural. Ora, na óptica deste Velho Conselheiro, esta aposta pode não atingir o seu objectivo. Porquê? Porque, Turismo Cultural, presupõe que o turista pernoite no local e usufrua de vários produtos turistícos, sendo que a aposta do Regedor é ligar os visitantes do MACE ao MEIAC, ou vice-versa. Obviamente é um caminho lógico mas quem sairá benefeciado será Badajoz pois a sua atractividade diversificada pode penalisar esta aposta. Há que agregar oferta qualitativa em Elvas, de modo a cativar a sua estadia e o uso de serviços na Cidade.


Com a Rede de Museus de Elvas a meio concretizar, é tempo de avançar com aquilo que o Zé de Mello chama de "ELVAS PASS". Este "Elvas Pass" poderá ser uma das ferramentas turísticas e culturais para cativar a permanência de visitantes em Elvas tornando-os efectivamente turistas e não visitantes ocasionais e de curta permanência no Concelho. Este seria um bilhete único, a co-existir com as bilhetes habituais de entrada nos Museus, mas que permitiria por um preço reduzido a entrada em todos os espaços museológicos da Cidade.


Quanto um visitante se dirige à bilheteira do MACE, por exemplo, para adquirir a sua entrada, seria-lhe proposto a aquisição do "Elvas Pass" para com ele, por um preço mais reduzido, poder visitar ainda o Museu do Forte de Santa Luzia, o Museu do Cabido da Sé (quando este reabra!) e o Museu de Fotografia. Desta forma promovem-se os outros Museus da Cidade, criando uma verdadeira rede museológica local, alarga-se o período de permanencia de visitantes de forma a que o comércio, restauração e hotelaria possam, verdadeiramente, ter ganhos financeiros.


No futuro, e com a abertura dos restantes espaços (Museu de Arquelogia, Museu (Nacional???) Militar e Museu Rural), bem como do Centro Interpretativo das Fortificações de Elvas a instalar na Torre "Fernandina", e a sua incorporação no "ElvasPass" oferecer um produto cultural diversificado e de qualidade uno e que dinamize a economia local.


Fica a ideia e o repto para a sua rapida execução!

4 comentários:

democracia século 21 disse...

Lamentavelmente pretende-se que Elvas seja à viva força uma localidade turística, com todos os prejuízos que isso possa causar à população do Centro Histórico:
- Supressão de estacionamento
- Criação de zonas pedonais(RECORDO OS CONFLITOS COM OS MORADORES AQUANDO DA CONVERSÃO DA RUA DE ALCAMIM EM PEDONAL).

Elvas nunca será uma cidade turística, pelo menos naquela acepção em que Sintra, Cascais ou qualquer localidade Algarvia o são como turismo de massas, porque a sua imponente monumentalidade não é suficiente para tal. Elvas ficará sempre longe destes circuitos turísticos, beneficiados pela proximidade de Lisboa ou pelo Turismo Balnear, por exemplo.

Elvas poderá, pelo contrário atrair alguns(poucos) turistas cultos, daqueles que às vezes vemos aos pares, ao longo das muralhas de mapa na mão. Que viessem muitos, seria o desejável!

O modelo de desenvolvimento seguido que deveria ter apostado em Elvas cidade viva com gente dentro foi abandonado, vivendo-se hoje em Elvas com todos os inconvenientes de uma cidade turística, mas sem turistas:
-Habitantes maltratados, expulsos do Centro e sem condições para lá aceder.

Ao contrário das grandes intervenções que têm roubado espaço vital, Praça 25 de Abril, Rua da Cadeia, Largo da Misericórdia, as intervenções deveriam ter sido minimalistas, ou seja, ter intervindo um mínimo, por exemplo criar condições de estacionamento para residentes.

Como conclusão diria, Turismo sim, Património da Unesco se possível sim, todo o Turismo seria bem-vindo, mas sempre como complemento de uma cidade viva e não como uma uma obsessão de gente que vivendo extra-muros decide dos destinos de quem aí tem que permanecer, invariavelmente com prejuízo da qualidade de vida e conjunto arquitectónico tradicional.

As asneiras ao que parece são irreversíveis, está na altura de parar para pensar e não acrescentar outras...
Tenhamos sentido crítico!

AP disse...

Subscrevo inteiramente.
Ao "Elvas Pass" só acrescentaria um desconto nos hotéis, seria o verdadeiro incentivo para o turista pernoitar na cidade.

Xavier de Sousa disse...

E um desconto num espectáculo, ou cinema que nesse dia existisse na cidade!

Cumps

democracia século 21 disse...

Muito obrigado, caro AP.

Hoje foi dia de Reis e Elvas encheu-se de espanhois.

O MACE está entre 2 e 19 de Janeiro encerrado tecnicamente para preparação de uma "exposição"

Alguém acredita que isto seria possível num verdadeiro Museu?

Mas ninguém, absolutamente ninguém lhe estranhou a falta.

Com isto se prova a mais que diminuta importância deste ou de um futuro "parque" elvense de museus!

É inútil procurar na Cultura uma fonte de atracção turística geradora de desenvolvimento.

Elvas deverá crescer à custa de Espanha, do lado de Espanha, mas forças obscuras impedem ver o "Ovo de Colombo".

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