edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 9.11.07




A conselheira de Saúde e Dependência do governo regional da Extremadura (Espanha) defendeu hoje a criação de uma "euroregião" com o Alentejo, em termos de saúde, para se ultrapassarem deficiências existentes nos dois lados da fronteira.


«Temos que continuar a trabalhar, a cooperar e a ajudar-nos nas deficiências que sentimos de um lado e de outro» da fronteira, afirmou Maria Jesús Mejuto Carril, em declarações à agência Lusa, na cidade espanhola de Badajoz.


Já antes, na sessão de abertura do curso "Saúde Sem Fronteiras", que decorre em Badajoz, no âmbito do "Ágora - O Debate Peninsular", Maria Jesus Mejuto Carril tinha destacado que o objectivo da cooperação passa por criar, em conjunto com o Alentejo, uma "euroregião" em termos de saúde.


Para ilustrar a sua ideia, a conselheira de Saúde e Dependência da Junta da Extremadura deu como exemplo a experiência de euroregiões já constituídas entre a Catalunha e o Sul de França ou entre a Galiza e o Norte de Portugal.


«Temos que trabalhar nesse conceito de euroregião, em todo o Alentejo e Extremadura. A cooperação em saúde está centralizada em Badajoz, que é mais próximo de Portugal, mas a ideia é que esta assistência chegue a toda a comunidade autónoma e ao Alentejo», acrescentou.


Enumerando os vários projectos de cooperação que existem entre as duas regiões, nomeadamente o de assistência às grávidas de Elvas e Campo Maior, que podem dar à luz no Hospital Materno-Infantil de Badajoz, a responsável defendeu também a criação de um Banco Regional de Tumores e Tecidos.


«Em Évora há uma equipa muito boa de anatomistas patológicos que estão muito estimulados para actuar nesta linha», sublinhou, exemplificando como a região espanhola também pode beneficiar das parcerias com o Alentejo.


Além disso, afirmou, a cooperação pode ajudar a suprir alguma escassez de especialistas na área da saúde que também afecta a Extremadura, nomeadamente com profissionais de enfermagem espanhóis que fizeram a sua formação de especialidade em Portugal.


Recordando a história de cooperação entre as duas regiões, que vem desde 2002, Maria Jesús Mejuto Carril salientou que tem decorrido a vários níveis, desde a prestação de cuidados de saúde, à formação, aquisição de equipamentos e investigação.


Como exemplo, a responsável aludiu, além da assistência às grávidas portuguesas, a outros acordos que possibilitam, por exemplo, a transferência de doentes em risco de vida para o Hospital Infanta Cristina, em Badajoz.


«São projectos importantes e de grande envergadura», afirmou, explicando que este curso, no âmbito dos encontros "Ágora", pode ajudar a reflectir sobre o caminho percorrido e os próximos passos a dar, face ao novo período de fundos comunitários.



Destak / Lusa

2 comentários:

Jose Ferreira disse...

De Espanha, ao contr�rio do que se tem querido fazer passar, vem muito de bom. Dos lisboetas que ainda vivem no tempo de Aljubarrota, temos muito pouco a esperar.

Que haja integra�o n�o s� na sa�de, que venham empres�rios espanhois dar emprego, que os nossos possam atravassar a fronteira todos os dias para trabalhar, que os nossos empres�rios se possam estabelecer em Espanha.

S� falta que haja um poder pol�tico olocal que reclassifique o Caia, para que Elvas, fixando espanhois, possa crescer � custa da prosperidade espanhola.

N�o devemos mais atrasar o crescimento de Elvas, o projecto da Nova-elvas no Caia s� traz benef�cios 15 ou 20 anos depois, mas � uma inevitabilidade hist�rica.

O rond�o adia, para ter uma elvas pequena e d�cil, q ele possa dominar

canal241 disse...

Esperemos que esses adiamentos sejam notados por todos para que já nas próximas eleiçoes esse tipo seja posto no seu lugar que é o badoca parque das sochinhas, com rede electrica para não sair...

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