edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 4.12.06
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Foi a antiga Sé Catedral do bispado de Elvas, criado em 1570, hoje Matriz da Cidade sob o orago de N. Sr.ª da Assunção. Está situada num declive ao norte da actual Praça da República. Francisco de Arruda edificou-a em 1517 sobre uma igreja anterior do sec. XIV, chamada de N. Sr.ª do Açougue e depois de N. Sr.ª da Praça. Abriu ao culto em 1537, embora as obras continuassem até ao final desse século. Teve importantes modificações no sec. XVII, durante os episcopados de D. António e D. Sebastião de Matos Noronha, e de D. Manuel Cunha, bem como no século seguinte pelo cabido “sede-vacante”, pelos Bispos D. Baltazar de Villas-Boas e D. Lourenço de Lancastre.

A fachada principal, sobre a Praça da Republica, deita sobre um pequeno adro lajeado e murado, com escadaria exterior de oito degraus. Um largo arco de volta perfeita em pedra aparelhada, com bases, capiteis e colunelos de traça primitiva, dá ingresso, formando uma galilé, à entrada principal, para a qual se sobe por uma escadaria, vedada por grade, com doze degraus. Esta escadaria assim como o adro foram reformados em 1769.

O pórtico, com duas colunas caneladas jónicas, arquitrave e frontão, substituiu, na segunda metade do século XVII, o que foi primitivamente delineado por Francisco de Arruda em 1550, por ordem do Cardeal-Infante D. Henrique, e executado em “pedra de Estremoz” por Diogo Mendes. Uma porta de madeira, com altas almofadas, chaparia e pregos em bronze tem a data de 1657. aos lados, nas paredes de cantaria aparelhada, encontram-se duas lápides de mármore, com inscrições comemorativas do sec. XVIII, colocadas pelos bispos reformadores.

Na fachada, toda de grossos blocos de cantaria, abrem-se duas janelas com varanda sobre mísulas e grade de ferro, obra acrescentada no sec. XVII, para o Cabido “poder presenciar as touradas e jogos na praça fronteira”. A rosácea, aberta mais acima, é do sec. XVI, redonda com decorações de ressaltes na moldura. Da mesma época é a torre até ao eirado, sendo a cobertura e os coruchéus posteriores. Tem a torre, começada em 1538 e que não foi completamente terminada, seis olhais (2+2+1+1) com arcos redondos, aparelhados, com pequenos capitéis ou mísulas, esta envolto por quatro cordões de silharia saliente e boleada, limitando os panos de construção.

Do lado direito da fachada existe uma pequena construção saliente, de forma pentagonal, com friso e decorações na cimalha e fresta primitiva; uma escada com degraus de mármore é um pouco posterior. Numa das faces, está incrustada uma lápide de mármore com o brasão de armas da família Pessanha. Sobre esta construção, encostada ao corpo central, ergue-se a escada da torre e coro, de forma cilíndrica com remates de cordões nas extremidades e cobertura cónica. Foi executada em 1550 por Diogo Mendes.

A fachada lateral direita é sustentada por seis botaréus ou gigantes pentagonais, com coruchéus ou remates cónicos encimados por florões. Na cimalha podemos observar gárgulas de tipo mais arcaico, todas asimetricas, representando figuras humanas e animais.
Entre os botaréus, rasgam-se janelas de arco redondo, algumas entaipadas até meia altura, outras transformadas pelas intervenções setecentistas. Ao longo do telhado correm ameias chanfradas, separadas por pequenos pináculos, efeito este que se repete no telhado superior.

A entrada lateral à direita, faz-se por um pórtico de estilo manuelino, com arco polilobado decorado com flores e alcachofras.

À esquerda do edifício da Sé, encostado ao cunhal da frontaria, ergue-se uma coluna de cantaria aparelhada, que serve de base a um relógio colocado à altura do eirado da torre, com mostrador em azulejo e armação de ferro forjado para o sino indicador das horas, datando a construção do sec. XVII. A seguir, sem assimetria e também saliente, está o corpo do baptistério com fresta chanfrada.

A porta lateral esquerda é idêntica à da direita, apresentando o arco apenas três lóbulos, enquanto o da direita tem cinco. Os botaréus visíveis são cinco, sendo que entre os dois últimos se apresenta uma construção quadrada com a mesma decoração na beira do telhado de ameias chanfradas, e que corresponde à Capela de Sto. António, na sua modificação do sec. XVI. As janelas entre os botaréus encontram-se similares às do lado direito.

Outras modificações são ainda visíveis. A porta de ferro que dá acesso ao pátio, onde se encontra uma cisterna com bocal de mármore, e, que antecede a porta da sacristia, fechada por uma grade de ferro forjado do sec. XVII, com volutas e decoração encimada por uma cruz.

A parte posterior da Sé, ou cabeceira, corresponde à construção do sec. XVIII da nova Capela Mor.

3 comentários:

Patalino disse...

Quando fecha este paskim?
Agora que abriu outra loja da má lingua podia fechar esta.
Poupava tempo e só tinhamos que nos rir do rídiculo num dos sítios.
Um dos nomes deu a cara, será que o grupo dos zezinhos dá à costa?
Com nome é mais fácil de notificar quando alguem quizer fazer queixa...

Tiago Abreu disse...

Viva a democracia

pafuncio disse...

Há gente parva mas este patolino abusa, não é que num post sobre a Sé de Elvas, vem chamar loja da má lingua ao blogue, este dito cujo deu á costa a sim sem mais nem menos?! Deve ser sapo ou uma grande lontra.

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