edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 10.12.08
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Texto da autoria de Luis Fernando de la Macorra, Universidade de Extremadura


Nos finais do sec. XX e nas primeiras décadas do sec. XXI, esta-se forjando o eixo iberico peninsular Madrid- Lisboa. É um eixo priveligiado, por unir as capitais ibéricas e é inovador na história, dada a fantastica sintonia iberica actual. Alentejo e a Extremadura, mas também o Centro de Portugal deverão activar conjuntamente as suas novas e possiveis posições hegemonicas e priveligiadas no eixo, como pontos de encontro e de intercambio uteis e preferentes perante o conjunto de Portugal e España.

O eixo iberico, quando este completo, deverá ter as seguintes caracteristicas, dotações e vocações:



  1. Infraestruturas de comunicação de primeira ordem, que deverão ser acompanhadas de ramais e ramificações conexas, capilares e multimodais. Por uma parte, o TGV Madrid-Lisboa que o recorrerá em tempo record; e, por outro lado, a auto-estrada que une já Lisboa a Madrid.


  2. Intercomunicação aeroportuaria nacional e internacional, desde os aeroportos antigos e novos de Madrid, Lisboa, Extremadura e Beja.


  3. Um sistema portuario conexo e com implantação internacional: Lisboa, Sines, Setúbal e Huelva.


  4. Uma plataforma logistica conjunta do Sudoeste Ibérico na Eurocidade Elvas/Badajoz.


  5. Vários AECT (Agrupamentos Europeus de Cooperação Territorial) eurocomarcais fronteiriços, para integrar a fronteira (caso do ExtremAlentejo).


  6. Um AECT para a Euroregião Alentejo, Centro e Extremadura, que permita desenvolver o espaço fronteiriço, de uma vez por todas.


  7. Um AECT na Eurocidade Elvas/Badajoz, para desenvolver este centro urbano hegemónico iberico.


  8. Parques cientificos e tecnologicos nacionais de Madrid e Lisboa e internacionais na fronteira.


  9. Europarques empresariais capitais e fronteiriços, organizados en cluster e dotados de novas tecnologias e amientalmente adaptados.


  10. Uma rede educativa e de saúde independentes e dotações euroregionais binacionais conjuntas e sinergicas na prestação de serviços de qualidade e multifuncionais aos cidadãos fronteiriços.


  11. Uma definição do Espaço Europeu de Ensino Superior adaptado às caracteristicas, condições, necessidades e oportunidades do Espaço Iberico e Euroregional.


  12. Um desenvolvimento bilingue ou trilingue fronteiriço (espanhol, português e inglês).


  13. Uma melhoria cultural, demografica e de actividade economica e de emprego nos espaços interiores (actualmente desertificados populacionalmente), onde a redifinição do conceito de qualidade de vida, propiciando um meio social mais desenvolvido para o turismo, mas também para a vivência e o investimento.

Confiamos no bom trabalho conjunto de Portugal e España para construir e dotar de progresso e desenvolvimento o eixo iberico Madrid – Lisboa ao completo.

4 comentários:

Três horas da manhã disse...

Teoria é boa sempre e quando aplicada,vamos ver se passa do papel de uma vez por todas!

democracia século 21 disse...

Já conhecemos infelizmente a conversa do Sr. Professor Macarra, BLÁ-BÁ, BLÁ-BÁ Eurocidade e protocolos estéreis com muitos tachos.

Em contra-partida temos o jovem Bruno Baptista a lutar com um abaixo-assinado pelo plano de pormenor do Caia com a respectiva infra-estruturação, canalização e esgotos.

O Bruno como muitos Elvenses, percebeu que a verdadeira Cidade Trans-Nacional que pode crescer junto ao Caia é o futuro de Elvas, que pode crescer à custa da prosperidade de Badajoz.

Elvas teve um passado de ouro junto a Espanha com os despachantes e comércio.

A restauração da prosperidade Elvense passará pelo capital único que tem, a vizinhanaça com Badajoz, a urbanização do Caia.

Porquê? Porque aí vai nascer uma nova Cidade de Elvas, à custa dos 2novos comboios e da plataforma logística, porque a habitação em Portugal é mais barata que em Espanha.

O Senhor Professor a um comentário meu chegou a responder que Elvas estava muito bem onde está, não nos quer por vizinhos, a nós (elvenses)cabe-nos ser os intérpretes do futuro, protocolos sim, Caia urbanizado também.

Ou ganhamos dimensão ou os Governos centrais tirar-nos-ão tudo!(hospital, tribunal, etc)

Podemos ser uma grande cidade, não adiemos mais o futuro!

Ze de Mello disse...

A pedido de Luis FErnando MAcorra, publicamos este comentario:


1. Sou Macorra, nao Macarra.
2. Se calhar, nao me expliquei bem.
Criar Caia e Caya, nao é mau para Elvas, nem para Badajoz. É simplesmente o inicio do centro da Eurocidade Elvas/Badajoz. Onde vamos ter a estaçao de TGV internacional e onde teremos uma Plataforma Logistica Conjunta, que eu sempre propunha. E nao levei nenhum tacho por isso.

Os tachos para outros. Eu sou professor de universidade e ganho bem, muito bem a vida assim.
Estou a escrever do futuro fantastico das nossas terras, caro IRMAO.
E creio que nao cometo muitos erros em portugues e sou espanhol...
Quero indicar que amo a Portugal e a Espanha.

UM ABRAÇO IRMAO,
Luis Fernando de la Macorra"

portasdolivenza disse...

deixei no portasdolivenza um post acerca do caia/fronteira,coloquei a questão a debate,e aqui felicito o ze de mello,pelas aportações que tem dado a temas tão importantes para elvas como este,a estrategia, o debate de ideias, para quem decidir o faça com o maximo de informação,para assim poder dar a volta a este concelho orfão de estrategias e projectos para o futuro,e quase tudo de importante se decide no caia/fronteira,ate aqui nada fizeram os politicos por elvas neste sentido,é hora de mudar a direção dos investimentos e estudos,sou a favor da "complementariedade" dos projectos existentes para o caya espanhol e esta pode ser a base da estrategia.

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