Para saber mais veja estes sitios:
O interior do templo de três naves, separadas por cinco tramos de arcos redondos assentes em pilares de quatro colunas enfeixadas, cujos cordões ou molduras se prolongam na decoração dos arcos; as bases são de mármore cinzento, de forma oitavada reentrante, com doze faces. Todas as colunas têm capitéis decorados, sendo os da direita com folhagens e os da esquerda com fitas e troncos; são dourados à semelhança de outros aspectos decorativos da extinta catedral.
A abóbada da nave central, toda de nervuras, assenta sobre mísulas colocadas entre os arcos das quais partem sete feixes de nervuras. Os bocetes e fechos das nervuras são esculpidos e neles se observam as armas reais portuguesas, a Cruz de Cristo, a esfera armilar, as armas de Elvas, as armas dos primeiros bispos e outros elementos heráldicos ou decorativos.
As abóbadas das naves laterais são também de nervuras, com cruzes de Cristo e motivos florais, assentando sobre mísulas; as do lado da nave central fazendo saliência nos capitéis das colunas, e as outras nas paredes laterais. Doze frestas semicirculares, sendo duas cegas, abrem-se na parte superior da nave central.
O Coro Alto tem uma abóbada de nervuras com Cruz de Cristo e dois medalhões nos bocetes. As nervuras assentam sobre mísulas, cuja decoração é de folhagens e de figuras. Um arco, semelhante ao da entrada principal delimita o seguimento da nave central. O Coro e dependências têm acesso por uma escada em espiral que se prolonga até à torre.
Numa das dependências junto ao Coro Alto, cujo tecto é de abóbada de berço, as paredes estavam decoradas com esgrafitos. No tecto florões e outros lavores ocupam o centro dos caixotões em que está dividido. Em volta das paredes vêm-se uma decoração em edículos concheados, com figuras estilizadas de influência renascentista.
Em redor de todo o corpo do templo corre um silhar de azulejos policromos, do tipo laçaria e rosas, dos inícios do sec. XVII, mandados colocar pelo Bispo D. António de Matos Noronha.
Existem na igreja doze capelas, que apresentamos agora:
Do lado da Epístola, no topo da parede da entrada, está a Capela de Santo Amaro, de que era padroeira a família Pessanha, e cujas armas, num escudo esculpido em granito azulado, estão no fecho do arco. O interior e o altar foram reconstruídos nos meados do sec. XX, subsistindo do primitivo o retábulo pintado em madeira, dos fins do sec. XVI, representando a Descida do Espírito Santo.
A segunda Capela, já no corpo da igreja, é dedicada à Sagrada Família, embora esta estatuária esteja agora no Museu de Arte Sacra anexo,; tem o arco o arco de mármore pintado, com decorações do sec. XVII de flores, frutos e festões. O retábulo é de talha dourada da mesma época, apresentando três nichos.
Segue-se a Capela das Almas, actualmente com o coração de Jesus, mandado restaurar pelo Bispo D. Lourenço de Lancastre. É de mármore de duas cores com aplicações de talha dourada barroca.
A quarta Capela é de invocação a N. Sra. Da Conceição; é do mesmo género da anterior, e, como ela foi mandada refazer pelo mesmo prelado. A tela é medíocre.
A quinta Capela é dedicada ao Senhor Jesus dos Passos. É em mármore de diversas cores tendo ao centro do um sacrário, também em mármore. A imagem sai em Semana Santa em procissão. Foi mandado construir pelo Bispo D. Baltazar de Villas-Boas em 1750.
A última capela deste lado é já no topo colateral, sendo de invocação a N. Sra. Da Soledade, cuja imagem é referida por Frei Agostinho de Santa Maria no seu Santuário Mariano de 1718. Conserva a abóbada de traça primitiva com as respectivas nervuras, tendo sido os fundos entre as nervuras cobertos por talha dourada oitocentista. Da mesma época e estilo é o retábulo, pintado e dourado, assim como os silhares. As paredes estão recobertas por tecidos. Tem uma teia de madeira entalhada. Toda a reforma desta capela se deve ao Bispo D. Lourenço de Lancastre.
Do lado do Evangelho, a partir da porta de entrada, está o Baptistério com silhar de azulejos de tipo padrão do sec. XVII, tendo ao centro a Pia de mármore, lisa. Está decorada com uma pintura em madeira representado o Baptismo de Cristo, obra regular do sec. XVII. A Capela é fechada por cancela de madeira.
A Capela seguinte foi mandada erigir em 1670, por um Elvense que do México enviou um apinel com a Virgem de Guadalupe, invocação da Capela. Tem arco de mármore pintado e retábulo de talha dourada da época.
Segue-se a Capela de Nossa Senhora, em tudo semelhante à sua fronteria. Depois a Capela de Sto. António, cuja decoração é semelhante aos seu parceiro da frente. Tem retábulo pintado em tela representando Sto. António e o Menino Jesus, atribuído a Bento Coelho.
A Capela do Santíssimo Sacramento, que se segue, tem mais fundo. Foi instituída em 1620 por D. Ana de Quental, mulher de Aires de Mendonça, que ali têm jazigo em mausoléu à direita, o qual é constituído por um edículo com arca tumular e o brasão de armas num frontão sobrepujado pela cruz. É todo em mármore e tem inscrição comemorativa. No sec. XVIII foi reformada por D. Lourenço de Lancastre. O retábulo, pintado em tela representa a Coroação da Virgem. A grade de ferro forjado dourado que fecha a Capela é do sec. XVIII, encimada pelas imagens de madeira dourada de S. Pedro, S. João Baptista, S. Lucas e S. Marcos.
A Capela seguinte, que já é colateral, conserva o nervurado primitivo, mas em parte coberto pela parede do fundo. È de invocação de N. Sra da vitória e o recheio é dos inícios do sec. XX.
A Capela Mor foi mandada construir em 1749 para substituir aquela que em 1599 os mestres Pêro Vaz e Manuel ribeiro, executaram por ordem de D. António de Matos de Noronha, que eu depois o cabido “sede-vacante” fizera demolir em 1734. é seu autor José Francisco de Abreu que trabalhara nas obras do Convento de Mafra. A Capela e o altar são de mármore de varias cores. O retábulo tem seis colunas com mísulas e capiteis muito ornamentados e frontão com a a cruz radiante. Nos lados estão dois brasões: o Pontifical e o da família dos Bispos D. Pedro e D. Baltazar de Villas-Boas. Ao centro a tela, do sec. XVIII, representando a Ascenção da Virgem é obra do pintor italiano Lorenzo Gramieri em 1749.
À direita do altar, na parede, existe um nicho com urna funerária dos bispos Villas-Boas, D. Pedro e D. Baltazar. Oranam as paredes duas tribunas com baluastradas de mármore.
Precedendo a teia de mármore que fecha a Capela Mor, ao nível das duas últimas colunas esta uma outra teia de ferro forjado do sec. XVII. Também deste material é o púlpito que se encontra do lado da Epistola.
- Ameixas frescas - frutos frescos da categoria Extra ou I devidamente embalados e rotulados;
- Passas - ameixa seca ao sol ou em câmaras próprias, apresentada em embalagem de origem devidamente rotulada;
- Confitadas (escorrida, em calda ou com cobertura) - ameixa transformada segundo métodos tradicionais, apresentada em embalagem de origem, devidamente rotulada. Tradicionalmente estas embalagens eram redondas ou quadradas, muito bem decoradas e forradas de papel recortado.
Foram ontem conhecidos os melhores blogues de 2006 criados pelo Geracao Rasca, e onde há a destacar o Prémio alcançado por José Nunes com os seus "dedos" que conseguiu o Prémio de Melhor Blogue Temático para Foram-se os Anéis. Parabéns ao elvense José Nunes, bem como aos outros galardoados!
Este fenómeno, que alguns continuam a querer desconhecer e menosprezar, atingiu o seu apogeo recentemente com a guerra travada entre o exército de Israel e o grupo terrorista Hezbolla, quando dois soldados israelenses foram sequestrados pelo grupo radical, em que se registou uma média de posts publicados acima de 2,5 milhões diariamente! Quanto à língua lusa esta é a sétima mais usada em diários virtuais com 2% da blogosfera, empatada com o russo e o italiano, e precedida por espanhol (3%), chinês (10%), japonês (33%) e inglês (39%).
Também na política se nota a evolução, sendo que nas ultimas eleições realizadas em Portugal os blogues foram instrumentos de comunicação usados pelos candidatos, e cada vez mais esse uso será massificado, esperando-se que na campanha do próximo referendo sobre o aborto aumente, pelo que já se começou a fazer a campanha através da adesão ao "sim" ou ao "não" por inúmeros blogues. Também aqui ao lado em Badajoz as próximas eleições locais já fazem mexer a blogosfera e o candidato do PSOE, Francisco Muñoz, já tem o seu blogue.
De referir ainda que a eleição do melhor blogue a nível internacional, denominados, The BoBs, atribuiu o galardão do melhor blogue ao Sunlight foundation, enquanto que na categoria Melhor Weblog em Português o preferido do júri foi o Apocalipse Motorizado (de origem brasileiro). Também por cá se procedem a escolhas nacionais tendo o Geração Rasca uma votação aberta para atribuir os galardões lusos.
Como rodapé deixar ainda o lembrete que no próximo dia 18 serão aqui dados a conhecer os nomeados para os Prémios Zé de Mello’06, que serão atribuídos por segundo ano consecutivo a 14 de Janeiro (feriado municipal de Elvas) depois da votação popular no blogue.
Muitas têm sido as entidades que já tomaram posição sobre o assunto. Destaco por exemplo a RT Planície Dourada que se congratula com a proposta do Governo de criação da Nova Agência Regional de Turismo (nova denominação das RT) do Litoral Alentejano e Planície. Por seu lado a RT Évora apoia a criação de uma Região de Turismo do Alentejo única. Quanto à RT Norte Alentejano não se conhece qual a sua posição, apesar de porventura ser a única em que o seu Presidente é também deputado na Assembleia Nacional.
Quanto à moção elvense, e como já é publico, o Regedor apoiará a criação de uma única RT para o Alentejo, o que parece a este Velho Conselheiro a melhor forma de garantir uma mais exequível venda do produto turístico que Elvas e o Alentejo têm para ofertar aos turistas, e desta forma adaptar o território nacional aos NUTSII, com vista à desejada criação duma região politica no Alentejo.
Em Elvas as ruas do Centro Histórico já apresentam a ornamentação natalícia, que na opinião deste Velho Conselheiro melhorarou do ano transacto para este Natal’06.
Em comunicado do Palácio do Regedor pode ler-se que: “Por outras paragens, são as associações de comerciantes a pagar ou comparticipar este tipo de despesas, uma vez que a iluminação natalícia das ruas funciona como um apelo às compras nos arruamentos em que está instalada. Na nossa Cidade, tal nunca se verificou. Entre nós, infelizmente, os comerciantes (tal como os representantes da indústria e serviços) nem tão pouco têm, neste momento, qualquer entidade oficial que os represente… Assim, em Elvas, é a Câmara Municipal que dá luz e cor às ruas do Centro Histórico da Cidade, neste tempo de festa, em que a Paz e o Amor sobem a plano de destaque.” Como é sabido a ACISE – Associação de Comércio, Industria e Serviços de Elvas desapareceu, num processo dúbio, e o NET - Núcleo Empresarial Transfronteiriço abortou à nascença, fazendo com que Elvas continue sem um organismo que represente os empresários locais por inércia dos próprios que continuam vivendo na ressaca dos cobre e atoalhados. Com redacção parecida na sua crónica de opinião semanal na Rádio Elvas, Manuel Carvalho refere que: “Já agora, vem a propósito referir: em Elvas, o comércio não está bem, como já afirmei. Mas, sobretudo por isso, faz confusão que esta cidade, com esta dimensão e esta dependência da actividade comercial, não tenha uma associação representativa dos interesses de quem vive do comércio. Damos uma má imagem, com toda a certeza, da capacidade associativa e empresarial elvense, incapaz de inverter a memória de uma ACISE, desaparecida sem deixar um rasto por onde a encontrem.” O Palácio do Regedor numa época em que deveria irmanar-se mais com o comércio elvense vem em duplicado repreender os empresários locais e lamentando-se ser este a pagar a despesa! Que ironia teve este Velho Conselheiro quando sugeriu mais festejos e de maior dimensão para esta quadra festiva, de forma a transformar Elvas na Terra do Natal! Seria uma iniciativa que muito faria pelo comércio e turismo elvense! Esperemos que num futuro próximo possa ser real!
A fachada principal, sobre a Praça da Republica, deita sobre um pequeno adro lajeado e murado, com escadaria exterior de oito degraus. Um largo arco de volta perfeita em pedra aparelhada, com bases, capiteis e colunelos de traça primitiva, dá ingresso, formando uma galilé, à entrada principal, para a qual se sobe por uma escadaria, vedada por grade, com doze degraus. Esta escadaria assim como o adro foram reformados em 1769.
O pórtico, com duas colunas caneladas jónicas, arquitrave e frontão, substituiu, na segunda metade do século XVII, o que foi primitivamente delineado por Francisco de Arruda em 1550, por ordem do Cardeal-Infante D. Henrique, e executado em “pedra de Estremoz” por Diogo Mendes. Uma porta de madeira, com altas almofadas, chaparia e pregos em bronze tem a data de 1657. aos lados, nas paredes de cantaria aparelhada, encontram-se duas lápides de mármore, com inscrições comemorativas do sec. XVIII, colocadas pelos bispos reformadores.
Na fachada, toda de grossos blocos de cantaria, abrem-se duas janelas com varanda sobre mísulas e grade de ferro, obra acrescentada no sec. XVII, para o Cabido “poder presenciar as touradas e jogos na praça fronteira”. A rosácea, aberta mais acima, é do sec. XVI, redonda com decorações de ressaltes na moldura. Da mesma época é a torre até ao eirado, sendo a cobertura e os coruchéus posteriores. Tem a torre, começada em 1538 e que não foi completamente terminada, seis olhais (2+2+1+1) com arcos redondos, aparelhados, com pequenos capitéis ou mísulas, esta envolto por quatro cordões de silharia saliente e boleada, limitando os panos de construção.
Do lado direito da fachada existe uma pequena construção saliente, de forma pentagonal, com friso e decorações na cimalha e fresta primitiva; uma escada com degraus de mármore é um pouco posterior. Numa das faces, está incrustada uma lápide de mármore com o brasão de armas da família Pessanha. Sobre esta construção, encostada ao corpo central, ergue-se a escada da torre e coro, de forma cilíndrica com remates de cordões nas extremidades e cobertura cónica. Foi executada em 1550 por Diogo Mendes.
A fachada lateral direita é sustentada por seis botaréus ou gigantes pentagonais, com coruchéus ou remates cónicos encimados por florões. Na cimalha podemos observar gárgulas de tipo mais arcaico, todas asimetricas, representando figuras humanas e animais.
Entre os botaréus, rasgam-se janelas de arco redondo, algumas entaipadas até meia altura, outras transformadas pelas intervenções setecentistas. Ao longo do telhado correm ameias chanfradas, separadas por pequenos pináculos, efeito este que se repete no telhado superior.
A entrada lateral à direita, faz-se por um pórtico de estilo manuelino, com arco polilobado decorado com flores e alcachofras.
À esquerda do edifício da Sé, encostado ao cunhal da frontaria, ergue-se uma coluna de cantaria aparelhada, que serve de base a um relógio colocado à altura do eirado da torre, com mostrador em azulejo e armação de ferro forjado para o sino indicador das horas, datando a construção do sec. XVII. A seguir, sem assimetria e também saliente, está o corpo do baptistério com fresta chanfrada.
A porta lateral esquerda é idêntica à da direita, apresentando o arco apenas três lóbulos, enquanto o da direita tem cinco. Os botaréus visíveis são cinco, sendo que entre os dois últimos se apresenta uma construção quadrada com a mesma decoração na beira do telhado de ameias chanfradas, e que corresponde à Capela de Sto. António, na sua modificação do sec. XVI. As janelas entre os botaréus encontram-se similares às do lado direito.
Outras modificações são ainda visíveis. A porta de ferro que dá acesso ao pátio, onde se encontra uma cisterna com bocal de mármore, e, que antecede a porta da sacristia, fechada por uma grade de ferro forjado do sec. XVII, com volutas e decoração encimada por uma cruz.
A parte posterior da Sé, ou cabeceira, corresponde à construção do sec. XVIII da nova Capela Mor.
No édito de 30/11, que repetiu um anterior de 13 de Setembro de 2005, expressei a minha admiração pela passividade dos Elvenses sobre este atentado que mutila a, agora restaurada, Sé de Elvas.
Para que não caia no esquecimento!
Para que o IPPAR tome medidas!
Pela rapida resolução do processo judicial!
Para que o Palácio do Regedor tome posição!
Para que os Elvenses exijam o regresso a Elvas do Orgão da Sé!
Pode ler o édito em:
http://zedemello.blogspot.com/2006/11/actualidade-10.html
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