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O Forte da Graça foi mandado construir por D. José I, no monte onde se encontrava a antiga capela de Nossa Senhora da Graça. O monte da Graça é um dos pontos mais altos da região, constituindo portanto um local de grande importância estratégica. Durante o cerco de Elvas (1658-1659), no contexto da Guerra da Restauração, o exército espanhol tomou o local e nele instalou uma posição de artilharia, a partir da qual atacou severamente a cidade. A situação repetiu-se em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando Elvas foi novamente sitiada.
O forte é uma obra-prima da arquitectura militar europeia do século XVIII, tanto pela originalidade das soluções aí apresentadas, como pela sua monumentalidade.


Se há algo que todos sabemos é que existem coisas que não depende de nós.
Muitos são aqueles, que não podendo controlar o intangível, recorrem às crenças, enquanto todos fazemos os possíveis para manipular ou adequar à nossa realidade o mundano.
Vem isto a próposito da impotência com que olhamos para o encerramento das escolas "primárias" no Concelho de Elvas.
Cada vez são menos os Elvenses, a falta de empregos, a pobre economia local e as novas apostas educativas fazem com que nos pequenos aglomerados existam cada vez menos famílias e consequentemente crianças.
Todos queremos que todas as crianças tenham uma educação de qualidade e não existam escolas rurais sem recursos enquanto os novos centros educativos do 1º ciclo são exemplos de tecnologias e recursos educativos.
Em Elvas Cidade, temos em construção neste momento o novo Centro Educativo do Centro Histórico, num acordo entre o Palácio do Regedor e o Exército, pelo que e breve as crianças rumarão até ao "velho quartel" para aprenderem a contar e ler...
Mas em contraponto, e compreendendo as preocupações dos encarregados de educação, temos já anunciado o encerramento da Escola de Malvar, mantendo-se o suspense em relação ao futuro de outras 3.
Já e 2006 este fantasma, agora concretizado, passou pelo Concelho, tendo o Regedor dito que não haveria encerramentos no Concelho, tendo inclusivé feito reuniões públicas para esclarecer a população.
Dos nossos desejos à realidade existe uma eternidade, e como já o provou repetidamente, nem sempre o que saí da boca do máximo representante do Concelho é verdade, por mais que ele tente que o seja, e o nosso coração o deseje também.
Prometer o que não está nas nossas mãos é um risco, e têm sido precisamente estas promessas que têm deixado o Regedor de calças na mão.
"Se a maternidade encerrar, demito-me"



