edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 16.3.09
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O cemitério situa-se no baluarte de S. João de Corujeira, ao alto na muralha Leste e num plano inferior perto do Castelo dominando a paisagem com uma vista magnífica até Badajoz. O nome do baluarte vem da ermida do mesmo nome inscrita nas muralhas. A ermida foi fundada em 1228 pelos frades da Ordem dos Hospitalários, quase inteiramente demolida por um tremor de terra, foi reedificada nos séculos XVIII e XIX.

O cemitério contém cinco sepulturas:
O Major General Daniel Hoghton, que foi morto à cabeça da sua brigada na Batalha de Albuera, no dia 16 de Maio de 1811, tendo à data 41 anos de idade sendo o filho mais novo do outrora Membro de Parlamento para a cidade de Preston, Sir Henry Hoghton (Baronet) originário de Hoghton Tower. 

O Capitão Ramsden, ajudante do General Hoghton.  

Os Generais Beresford e Stewart, fundamentando-se no Tratado  Anglo-Luso de 1654,
solicitaram ao Governador de Elvas para enterrar o General Hoghton naquele local. 

O Tenente-Coronel Daniel White comandava o 29.º Regimento (The Worcestershire Regiment) da brigada do General Hoghton na batalha de Albuera. Faleceu em Elvas no dia 3 de Junho de 1811 de ferimentos recebidos naquela batalha. A sua lápide só foi colocada em 2003 após a descoberta do seu óbituário no Gentleman’s Magazine.

O Tenente-Coronel James Ward Oliver era um Capitão no 4.º Regimento de Infantaria (agora chamado The King’s Own Royal Border Regiment) até 1809, quando foi promovido a Major no Estado-Maior do Exercito e em seguida a Tenente-Coronel, comandante do 14.º Regimento de Infantaria Portuguesa. Comandou este batalhão na batalha de Albuera, bem como o segundo assédio de Badajoz onde recebeu ferimentos dos quais veio a falecer em Elvas em 17 de Junho de 1811. Teve uma carreira longa e activa, servindo na América, nos Países Baixos, em Hanôver, em Copenhaga, na Corunha, na Suécia e em Portugal. Foi capturado pelos franceses quando regressava da América mas escapou da prisão em Orleães.

O Major William Nicholas Bull faleceu em Monforte em 14 de Fevereiro 1850 com 50 anos de idade. Na altura da batalha de Albuera era um rapaz de dez anos. Ele serviu nos 20.º e 21.º batalhões do 2.º Regimento da Brigada Real da Marinha. Temos uma cópia duma carta dele de Maio de 1833 arrependendo-se de sua demissão recente e pedindo readmissão no seu grau original de Tenente.

Caroline Bull que morreu em 28 de Junho de 1863 era, presumivelmente, a esposa de Major William Bull.


A área das sepulturas é circundada por uma elegante grade de ferro que ali foi colocada em 20 de Agosto de 1904, pelo Governador da Praça de Elvas (G.P.E.), o General da Brigad (posteriormente, de Divisão) João Carlos Rodrigues da Costa. Uma pequena lápide gravada com a inscrição “G.P.E. 20-8-1904” regista este acto.

Existem ainda várias Lápides Memoriais, ali colocadas a 14 de Maio de 2000, pelo embaixador britânico, Sir John Holmes e o chefe do Estado-Maior do Exército, o General Martins Barrento, como testemunho comemorativo dos regimentos britânicos e portugueses que lutaram nestas batalhas. A colocação das placas, a remodelação do cemitério e a cerimónia foram obra do exército português. A manutenção do mesmo permanece nas mãos dos “Amigos do Cemitério dos Ingleses”.

Em 14 de Maio de 2004, o General Fulgencio Coll Bucher, Comandante da Brigada Mecanizada XI - Extremadura, descerrou uma lápide em honra dos regimentos espanhóis que lutaram em Albuera, na presença da Embaixadora Britânica, Dame Glynne Evans.

Durante muitos anos o cemitério situava-se dentro da zona militar e o acesso era extremamente difícil, hoje em dia está entregue a sua manutenção do cemitério à Associação Amigos do Cemitério dos Ingleses, formada por cidadãos britânicos residentes no Concelho. São também responsáveis pela Capela S. João, anexa a este cemitério. 

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 13.3.09
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NO MUNDO DA LUA ...
edição: Zé de Mello | 18.8.05 | 

Aceitando o convite do Municipio e incentivado pelas palavras da Conselheira Xanu fui então até à "inauguração" dos Paços do Concelhos do burgo.
Bonita festa, boa gente, comida e bebida à descrição, música animada ao gosto do povo e fogo de artifício tal qual na corte de Luis XIV.

Deixo aqui a minha admiração pelo trabalho que se nota foi feito no espaço deste palacete oitocentista adaptando-o às exigências duma administração pública moderna e eficaz/eficiente.

Como reformador, estrangeirado, iluminista e homem de obras e acção reconheço que a obra realizada até hoje por este Regedor (que foi exaustivamente mostrada no diaporama pós-beberete) merece um aplauso. Mas não nos esqueçamos que algumas das obras apontadas foram pagas pelo erário da nação, ao contrário da obra que me levou ontem até à Rua Isabel Maria Picão.

Segundo o Regedor estava na hora de olhar para dentro da "Casa-Mãe da democracia local". E agora, depois da obra de cimento estava na altura da cirugia interna, com a modernização da máquina autárquica, com o aproximar da edilidade à população, daí a criação do número municipal gratuíto para apresentação de reclamações/opiniões sobre a labor autarquíca. O anúncio da obrigatoriedade de todos os funcionários municipais frequentarem um curso de relações inter-pessoais e de atendimento ao público, desde o cantoneiro ao chefe de gabinete. A entrega directa à estilista Fatima Lopes da criação do fardamento dos funcionários municipais, para o pessoal de atendimento ao público, de turismo e museus, de serviços técnicos e da área de desporto e juventude, bem como a criação duma "t-shirt" oficial para os participantes em iniciativas da rede social. A entrada em funcionamento do serviço gratuíto de Reparações Domesticas para os portadores do cartão Idades de Ouro. O lançamento da iniciativa ELVAS-21 para a criação da imagem do municipio, com o elaborar dum logotipo moderno para o mesmo, e adaptado às diversas vertentes da acção governativa, a saber: Elvas Verde - para as áreas de acção responsáveis pelos jardins, os parques e a política ambiental; Elvas Vermelha - para todos as áreas administrativas e de contacto entre o Munícipe e a Câmara; Elvas Rosa - para a área de eventos nas áreas do desporto, cultura, englobando a oferta de lazer do Concelho; Elvas Azul - contemplando as áreas de saúde, segurança e educação, e tudo o que concerne ao bem estar social; Elvas Lilás - aplicado para a comunicação dos investimentos materiais a nível de habitação, infra-estruturas como a rede viária, os transportes e o saneamento. Elvas Amarelo - sobretudo dirigido ao público empresarial e à promoção do desenvolvimento tecnológico e científico; Elvas Castanho - destinado à promoção turística do concelho, gabinete histórico e de candidatura das Fortificações a Património Mundial; englobando ainda a criação duma mascote para o municipio, de forma a ser um ponto de contacto entre o público infanto-juvenil e a formação civica, bem como a sua utilização na promoção externa do Municipio. Ainda a reformulação dos espaços de comunicação da autarquia: boletim, folhas informativas, agenda de eventos e sitio electronico.

Para finalizar em êxtase o anúncio de que o futuro pavilhão multiusos, ao Morgadinho, irá denominar-se Pavilhão Elsa Grilo.
O público que enchia o reformulado Salão Nobre aclamou, em pé, uma vez mais o Regedor, agora emoldurado entre quase todos os seus antecessores, que no final da sessão o elugiaram também pela obra que ali se inaugurava.
Foi um final de tarde muito gratificante para este vosso Conselheiro. Havia já algum tempo que não me divertia tanto! E vós?

P.S.: Meus estimados co-Conselheiros e demais visitantes, quero apresentar-vos as minhas desculpas se alguns dos dados colocados neste "post" não corresponde na perfeição à realidade, mas o facto deve-se ao facto de o ter escrito após o regresso da Praça Nova e sob a influência de Baco.
Sei que não é o que se espera dum Conselheiro mas fique registado que tal não voltará a repetir-se.
Bem Hajam!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 12.3.09

Foi no passado dia 22 de Fevereiro que a SIC retransmitiu o documentario da BBB "Cork: Forest in a Bottle" - Cortiça: a floresta numa garrafa.

Se perdeu esta peça fica a indicação do link para ver ou revê-la, para além da peça jornalistica que a SIC elaborou em Vila Boim e Vila Fernando sobre a dita reportagem britanica:


edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 11.3.09

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 10.3.09
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"Reuni com o Ministro e consegui que aqui (Elvas) se instala-se o Museu Militar Nacional, com 60 militares"


O Palácio  "criou condições para a criação de 539 micro-empresas"

"criou-se condições urbanisticas para dezenas de edificios e centenas de habitações já vendidas"

"Elvas nunca precisou tanto das pessoas unidas como agora"

Declarações de Rondão Almeida à Rádio Sim de Elvas, ontem. 

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 9.3.09
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Seguindo o Plano de Encontros Temáticos que o Palácio do Regedor tem vindo desenvolver, cabe agora o turno para um dos sectores que alia a economia à etnografia, o Artesanato, realizando-se hoje, no Salão Nobre do Palácio, a sessão-debate, seguida de jantar, e onde estarão presentes o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e o Director do Centro de Emprego de Elvas.

Entre os destaques desta reunião sectorial esta a criação  de uma Associação de Artesão do Concelho de Elvas, que sirva de suporte e mecanismo de difusão para os artesanato local, e quem sabe num futuro não encontraremos uma loja de Artesanato local na zona Intra-muros que promova os nossos artesãos.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 6.3.09

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 5.3.09

Variadas vezes tem este Velho Conselheiro referido aqui no blogue, bem como em outros, as necessidades viárias que num futuro não muito longinquo, serão primordiais para acompanhar o desenvolvimento social e económico do Concelho. 


Uma das ideias que já aqui apresentámos prende-se com a Variante Sul à Cidade, ligando o Morgadinho ao Paraiso, permitindo uma mais fácil circulação numa cada vez mais sobrecarregada Avenida de Badajoz, criando melhores vias de escoamento de trânsito em direcção ao Alandroal, Ajuda e obviamente o Caia.

Outras das necessidades urgentes ainda no interior do Concelho é a criação de variantes a S. Vicente e Sta. Eulália, situação que não compreendemos como se mantêm em pleno sec. XXI, levando para o centro destes aglomerados rurais o fluxo rodoviário que liga as duas principais cidades do norte alentejano. Com esta solução da variante seria também importante suprimir a passagem subnivelada sob o caminho de ferro que se localiza à entrada de Sta. Eulália.

No que se refere à ligação rodoviária EN373 que liga Elvas a Campo Maior, está repetidamente comprovado, e até com vitimas, que o traçado que esta apresenta não corresponde ao elevado número de trânsito que por ali circula, e que tenderá em aumentar com a futura plataforma logística do Caia. Neste caso concreto cabe às duas autarquias encontrar nova solução para este já ultrapassado traçado.

Fica mais uma vez a visão do Zé de Mello a bem de todos os Elvenses, e neste caso também dos Campomaiorenses, que esperamos não tenham que derramar mais sangue e vidas naquela via.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 4.3.09
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Se há um sector em que o governo socialista da autarquia elvense se tem esforçado é do apoio social. E há que reconhece-lo.


Depois de um vasto programa social posto já em práctica é agora difundida pelos medias locais, da intenção de lançar um programa de intervenção destinado a apoiar as famílias que, por situação de desemprego, recebendo estes um cheque-alimentos em troca de tarefas relacionadas com a conservação do património local. Enquanto aguarda autorização das autoridades pertinentes, o Regedor anunciou já que no biénio 2009/2010 esta medida pretende chegar a 400/500 familias elvenses, num investimento orçado de um milhão de euros.

Recordemos que entre as politicas sociais do Palácio do Regedor estão as seguintes:
  • Entrega de livros, mochilas e material escolar a alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico;
  • Férias Activas nos estabelecimentos escolares do 1.º Ciclo;
  • Campo de Férias em Sines;
  • Ocupação Municipal de Tempos Livres;
  • Ocupação Municipal Temporária de Jovens;
  • Câmara Mão Amiga;
  • Cartão da Idade de Ouro;
  • Cartão Jovem Municipal;
  • redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (0,4%);
  • diminuição para metade da Derrama (0,75%);
  • isenção do pagamento da tarifa da água, no escalão até três metros cúbicos, aos utentes do Cartão da Idade de Ouro;
  • programa Usado Vira Novo.
Assim, mais uma vez, o Regedor aproxima-se dos problemas dos seus eleitores prestando-lhe um apoio que em alguns casos é primordial para a sua sobrevivência.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 3.3.09
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A Assembleia Municipal de Elvas aprovou uma moção que se manifesta contra a instalação da refinaria Balboa, um projecto espanhol que fará descargas em afluentes do Guadiana. A iniciativa foi do deputado municipal do Bloco de Esquerda, que tem trabalhado em conjunto com as associações ecologistas do lado espanhol em defesa do Guadiana.

A moção foi aprovada por vinte votos a favor vindos de todas as bancadas. Seis socialistas votaram contra, mantendo-se fiéis ao apoio que deram à refinaria numa fase inicial. O deputado bloquista Luís Pedras diz-se "muito orgulhoso, porque fomos a primeira Assembleia Municipal a aprovar a reprovação deste projecto nocivo para o ambiente das duas regiões". O Bloco/Elvas tem estado em contacto com os ecologistas do outro lado da fronteira, que contestam igualmente este projecto da refinaria.

A moção diz que as descargas da refinaria seriam efectuadas para rios afluentes do Guadiana, "nomeadamente o Guadajira, afectando todo o projecto de regadio do Alqueva, podendo mesmo vir a contaminar as praias de Vila Real de Santo António, segundo estudos da Universidade da Extremadura". A mesma Universidade alerta também para o risco de contaminação do ozono troposférico lançado pelas chaminés, que se poderão propagar num raio de 140 quilómetros, atingindo algumas freguesias do concelho de Évora.

O anúncio da construção desta refinaria contou desde o início com a oposição dos empresários que pretendem apostar no Alqueva como destino turístico. José Roquette, que tem projectos na região no valor de 1500 milhões de euros, chegou mesmo a deslocar-se ao debate público para ali deixar claro que é incompatível o turismo de qualidade com uma refinaria a laborar a poucos quilómetros de distância. 

A moção da Assembleia de Elvas tem também em consideração "as posições públicas tomadas por muitos autarcas alentejanos, como os Presidentes de Câmara de Évora, Portel, Reguengos, Barrancos, Mértola", que manifestaram a sua oposição ao projecto da refinaria do grupo Empresarial Alfonso Gallardo. O próprio primeiro-ministro é citado na moção quando afirmou que  “os interesses Portugueses, que são a protecção e defesa dos valores e dos padrões ambientais desta zona serão sempre devidamente acautelados” dizendo também “a refinaria não deverá ser construída se puser em causa valores ambientais portugueses”.

Luís Pedras diz que o movimento social de oposição à refinaria deste lado da fronteira não vai parar por aqui. "Vamos fazer um debate com a participação das associações ecologistas envolvidas nesta luta, no dia 4 de Abril, no Auditório do Museu da Fotografia". O debate deverá contar com a presença do eurodeputado Miguel Portas.

in esquerda.net

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 2.3.09

Esta é a obra a decorrer no Concelho que mais atraso regista e que segundo informações recentes do Palácio do Regedor terá solução para Novembro deste ano.




edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 27.2.09

Como já tinha revelado o blogue Elvas Cidade Viva, foi ontem apresentado o novo Plano de Marketing e Comunicação do Palácio, num investimento total de 200 mil euros


Para além de nos recordar um édito que aqui publicamos na ressaca da reinauguração do edificio da Rua Isabel Maria Picão, em 18 Maio'05, apresenta-se nos curioso que apenas tenha sido apresentado pela Regedora-Adjunta e Vereadora de Informação e Propaganda, e não em conjunto com o Vereador responsável pelo Turismo!!! 

Alegra-nos por finalmente nos terem escutado e cumprirem assim uma promessa eleitoral, que fará coincidir a sua 2ª fase , curiosamente, com outro período eleitoral.

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