edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 17.10.07
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Ricardo Ferreira nasceu em Moçambique. Foi em Lisboa que se licenciou em Economia e concluiu o mestrado numa escola de negócios na Noruega. Em 1996 muda-se para Elvas para ocupar o cargo de professor de Escola Superior Agrária desta cidade. A proximidade com a Extremadura fê-lo despertar para as questões transfronteiriças....



-Como começou a interessar-se pelos assuntos transfronteiriços?

Quando abriu a escola eu mudei-me para Elvas e comecei a estar envolvido na economia local porque tal como 80% das pessoas eu vivia no litoral e só estava orientado para as questões nacionais e não para as do interior do país.



-Acha que a proximidade com a Extremadura tem mais vantagens ou desvantagens para o Alentejo?

Sem dúvida mais vantagens. Tem um potencial que ainda poucas pessoas reconhecem. Mas de facto a fronteira ainda representa uma grande barreira por questões culturais, por questões de tradição. Há algum tempo estava a falar com uma pessoa que dizia que o seu negócio de máquinas de café que corria mal e eu sugeri-lhe que se aproveitasse o mercado em Badajoz e a pessoa olhou para mim como se eu o estivesse a mandar para a China. A verdade é que há um potencial de crescimento muito grande dos dois lados da fronteira que não está a ser explorado. A minha tese de doutoramento foi sobre os fluxos de comércio inter regionais como se não houvesse fronteira.




-Na sua opinião quem está a beneficiar mais desta proximidade a Extremadura ou o Alentejo?

Nem de um lado nem de outro estão se estão a aproveitar todas as vantagens existentes. Só aqueles agentes que olham para o outro lado da fronteira e encontram ali os seus parceiros naturais estão a aproveitar. Aqueles que estão com a percepção de que há um ‘bicho papão’ do outro lado, estão a ficar para trás no comboio.



-O que é que se poderia fazer para se aproveitar esta proximidade?

Tudo. A generalidade dos negócios baseados numa economia local em Elvas tem um potencial de crescimento para o mercado extremenho, assim como os negócios, também baseados numa economia local, extremenhos se podem desenvolver em Elvas. Há uma série de sectores que não são bem explorados. A generalidade do comércio acontece entre os dois países são entre Lisboa, Madrid, Catalunha e comunidade valenciana. Nas nossas regiões podia-se fazer muito mais do que se está a fazer.



-A diferença de carga fiscal entre os dois países constituiu um problema?

Essa é uma questão essencialmente de sentimento porque o sistema fiscal é diferente. Portugal tem alguns impostos mais altos e Espanha tem outros. Não podemos dizer verdadeiramente que existe uma carga fiscal muito diferenciada porque em Espanha paga-se mais nos impostos sobre os rendimentos, sobre as empresas ou mais segurança social enquanto em Portugal se paga mais nos impostos mais mediáticos como aqueles que incidem sobre o consumo, sobre os combustíveis e sobre o tabaco. Quando se comparam os impostos tributados nos países da União Europeia os dois países ibéricos têm uma carga fiscal media mas estão colados um ao outro. Mas naqueles impostos que são mais fáceis comparar porque incidem sobre o consumo Portugal taxa mais o que leva a uma sensação de injustiça o que é bastante problemático e faz com que os alentejanos se sintam que têm sido abandonados pelos governos portugueses. A situação mais preocupante é a dos revendedores raianos que perderam muitos clientes para o outro lado da fronteira. Se o governo português, mas não estou a falar deste ou de outro governo, estou a falar dos governos portugueses na sua generalidade reconhecer que há aqui um problema e reconhecer que se tem de fazer alguma coisa, esse já é um passo extraordinário. Eu quando há pouco tempo falei sobre esta temática na televisão portuguesa propus os impostos geograficamente progressivos. Na prática os impostos iriam baixando gradualmente à medida que a fronteira se aproximava. O importante é que se reconheça em Lisboa que há um problema na fronteira que tem que ser encarado.



-Os comerciantes elvenses têm sentido muito a quebra do consumo?

Sim têm sentido mas temos que entender que os portugueses vão a comprar a Badajoz não só pela questão dos impostos. O que acontece é que Badajoz é um mercado muito maior onde se encontra uma variedade muito maior de produtos. Não é só pelo IVA ser cinco pontos acima que leva os portugueses à Extremadura.



-Ainda existe aquele tipo de comércio que os espanhóis procuravam em Elvas?

Aquele comércio tradicional ainda existe mas está a sofrer com a abertura da fronteira, agora é mais fácil que as características se copiem. Hoje seria fácil para mim abrir uma casa de tapas aqui em Elvas e os espanhóis podem abrir do outro lado uma loja de toalhas. Com a eliminação da fronteira Badajoz e Elvas transformaram-se em dois bairros de uma mesma cidade. Portanto os comerciantes locais têm de se adaptar a este tipo de mercado. Têm de pensar de forma transfronteiriça.



Fonte: entrevista em Raya Digital

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 16.10.07



Os oito municípios alentejanos, situados no corredor da Auto-estrada A6 – Vendas Novas, Montemor-o-Novo, Arraiolos, Évora, Estremoz, Borba, Vila Viçosa e Elvas – tencionam apresentar uma candidatura para a constituição de uma Rede Urbana para Competitividade e Inovação, no âmbito da Política de Cidades Polis XXI.Segundo declarações de José Ernesto Oliveira à DIANAFM, a candidatura “visa desenvolver um princípio de cooperação, no sentido supramunicipal, para valorizar a componente urbana enquanto elemento central da competitividade e inovação”.

Eis uma iniciativa válida, susceptível de potenciar as características próprias de cada cidade e tirar partido das suas complementaridades. Oxalá consigam entender-se nos objectivos e nos projectos a desenvolver, pois seria um importante contributo para acrescentar saber e massa crítica, indispensáveis à afirmação e revigoramento das cidades situadas neste relevante corredor regional.


edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 16.10.07
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O concelho de Elvas vai contar a partir terça-feira 16 de Outubro, com uma Ambulância de Suporte Imediato de Vida. A viatura estará operacional 24 horas por dia e actuará na dependência do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). A ambulância fica instalada no Hospital de Santa Luzia, sendo a tripulação constituída por um enfermeiro e um técnico de emergência médica, com formação do INEM.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 15.10.07
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«Nesta sessão (9 de Outubro) a Câmara deliberou proceder à audiência prévia dos concorrentes sobre a provável deliberação de adjudicar o Concurso Público Internacional para a Concessão da Exploração e Gestão dos Sistemas para a Distribuição da Água e Recolha de Efluentes do Concelho de Elvas à concorrente "Aqualia".» assim se pode ler no Palácio Digital.



Mas pergunta o Zé de Mello alguém tinha dúvidas que era este o resultado?

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 12.10.07
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Edifício de planta rectangular composto por igreja e corpo colegial adossado, onde está instalada a Biblioteca Municipal desde 1880, partilhando este espaço até 2005 com o Museu da Cidade.
É neste local que existia a antiga capela dedicada a S. Tiago e onde se vieram a instalar os Jesuítas após doação deste templo à Companhia de Jesus, para ali se edificar um templo. O colégio é uma disposição testamentaria de D. Aldonça da Mota. A Igreja de S. Tiago, orago original deste templo, é inaugurada a 17 de Agosto de 1692.

O edifício que se enquadra no modelo jesuíta de construção, apresentando a igreja um frontão acentuado com óculo, duas ordens de janelões e três pórticos, sendo os laterais idênticos e o principal com frontão interrompido sobre o qual apresenta medalhão decorado com lançaria e festões com inscrição fundadora. Completa a fachada duas torres iguais de quatro olhais.

O interior, de uma só nave com abobada de canhão, apresenta capela-mor, dois altares colaterais e outros quatro no corpo da igreja. De salientar sobre o arco triunfal, no tímpano, o nicho central com a figura de S. Tiago rodeada pela alegoria da árvore geneologica da Companhia de Jesus. Ainda no corpo do templo encontram-se dois pulpitos fronteiros em mármore de várias cores. Do lado do Evangelho encontram-se a capela de São Francisco Xavier e a de Santa Bárbara; do lado da Epístola a capela de Santo António e a do Sagrado Coração de Jesus. Sobre a porta encontram-se o coro alto.

O Colégio organiza-se em dois pisos ao redor de pátio rectangular: o piso térreo tem acesso principal pelo alpendre, situado na fachada principal, comunicando directamente com a antiga Portaria do colégio com guarda-vento de madeira e vidro, cobertura em abóbada de berço arrancando de sanca e silhar de azulejos azuis e brancos, que se repete nas outras salas deste piso, que por sua vez dá acesso a sala adjacente, e à ala que contorna o pátio.




Entre as várias salas destaca-se a que ocupa quase toda a ala nordeste do antigo colégio, designada de "Sala Publia Hortensia", com pavimento em madeira e tecto de caixotões do qual suspendem dois lustres. Toda a sala tem dois andares de armários, excepto no alçado principal, com varanda de circulação para o segundo, com soalho e guarda em ferro, desenhando volutas, com corrimão e pilaretes em madeira, sendo estes últimos encimados por um candeeiro com quebra-luz em bola de vidro, assente sobre um pé delgado em madeira; ao centro de vários panos da guarda, pedra de mármore com inscrição gravada a dourado, lendo-se em cada uma os nomes dos que contribuíram para a formação do espólio da biblioteca; a encimar os armários do segundo andar, assentam vários bustos. Preside à sala uma lareira de mármore branco, meramente decorativa, ladeado por silhar de azulejos, de onde partem as escadarias paralelas de lanço curvo de acesso à varanda.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 10.10.07
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edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 9.10.07
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Portalegre: sindicatos querem Alentejo mais desenvolvido
Reunidos ontem em Portalegre, mais de cem dirigentes sindicais de todo o Alentejo reivindicaram um total aproveitamento dos fundos comunitários destinados à região no QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, em vigor até 2013. A ampliação da rede viária – em especial a construção da auto-estrada que ligue Castelo Branco, Portalegre e Elvas – é outra reivindicação dos sindicalistas, com o objectivo de aproveitar as sinergias geradas pela construção da Plataforma Logística do Caia. No Encontro Regional de Quadros Sindicais, ontem em Portalegre, os representantes dos sindicatos ligados à CGTP defenderam que a regionalização volte a ser equacionada, criando uma região-piloto no Alentejo..


in: Rádio Elvas

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 8.10.07
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O concurso público internacional para a concessão da exploração e gestão dos sistemas de distribuição de água para consumo público e de recolha de efluentes do concelho de Elvas despertou a atenção de 13 empresas, apurou o AmbienteOnline.
Entre os concorrentes encontram-se a AGS, Indaqua e Veolia, que vão contar com a concorrência de quatro consórcios: Aquapor/Ecobrejo, Aqualia/Lena Ambiente, Geswater/Agere e Tomás de Oliveira/Cassa/Sabadell/Asibel.
Fonte da autarquia referiu ao AmbienteOnline que acredita que o processo possa estar resolvido até ao final do ano.
A concessão a concurso será válida por um período de 30 anos, e inclui a concepção e execução de obras necessárias em todo o município de Elvas.



edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 4.10.07
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Muito se falou em 2006 no encerramento das urgências do Hospital de Elvas. O Regedor, depois de muito ruído, teve que vir a público explicar que o Concelho não ficaria sem urgências. Os responsáveis regionais da Saúde o mesmo disseram.
O que o Zé de Mello aqui escreveu, depois de analisar a proposta do Ministério da Saúde foi que Elvas ficaria equiparado a um Centro de Saúde, em termos de urgências. (ver aqui édito de 16 de Outubro'06).
O Povo é sereno. O Povo está anestesiado. O Povo vai perder serviços de saúde!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 3.10.07
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Freguesia situada no extremo norte do concelho com 98,63 km² de área e 1 334 habitantes (censos 2001), densidade: 13,5 hab/km², delimitado a sul pelas freguesias de Barbacena e S. Vicente e Ventosa, a norte Monforte e Arronches e a este Campo Maior. Santa Eulália dista 18 quilómetros da Cidade de Elvas e 17 da Vila de Campo Maior.


Deve o seu nome ao facto de a sua primeira ermida ter por padroeira Santa Eulália. A região onde assenta o território desta freguesia foi habitada por povos pré-históricos. Abundam em volta de Santa Eulália os monumentos megalíticos, alguns dos quais estudados pelo conhecido Emílio Cartailhac. Os romanos também por aqui andaram. Em diversos locais apareceram restos de telha e de cerâmica romana, além de algumas sepulturas cavadas na rocha. Não se sabe muito sobre os princípios nacionais da freguesia. O cónego Aires Varela refere numa obra do século XVII, o que da tradição constava: a aldeia teria sido fundada por um lavrador de nome Falcato, à volta de cujas herdades se foram juntando outras, dos seus descendentes e de alguns forasteiros aqui estabelecidos. Teriam fundado uma igreja, talvez nos fins do século XIV, princípios do seguinte. Ao proceder- se a uma reparação na igreja matriz, encontrou-se uma inscrição que dizia: “Esta obra mandou fazer Martim Eanes Guedelha no ano de 1423 e Garcia Gil a fez”. Ao certo, sabe-se que a freguesia já existia em 1429, como consta de documentos do Arquivo Municipal. Em documentos de 1455 e 1457, da Igreja de S. Pedro de Elvas, vem citada com o nome de “Santa Olalha”, forma corrente de Santa Eulália. De 1440 conhece- -se um documento referente à Herdade de Almeida, dizendo que a mesma foi coutada por D. Afonso V a Álvaro Almeida, de Elvas, o que foi confirmado por D. João II. Existe numerosa documentação sobre as herdades desta freguesia, pelo que algumas das quais têm interesse histórico.


Santa Eulália, pela sua posição fronteiriça, foi terra fortificada. Durante as guerras da Restauração, a freguesia sofreu depredações várias, especialmente depois de 1656. Em 1801, as tropas do general Solano ocuparam a povoação. Beresford teve o seu quartel em Santa Eulália de 21 de Junho a 17 de Julho de 1811.


Povoação labiríntica bem alentejana, Santa Eulália apresenta algumas casas de porte senhorial, com dois pisos e janelas de sacada com trabalho de ferro forjado, deixando adivinhar a nobreza do seu passado. Santa Eulália tem uma antiga praça de touros e um belo jardim com esplanada. E tem a seus pés a água da Albufeira da Barragem do Caia, onde se pode pescar ou praticar desportos náuticos

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 2.10.07
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Começou o mês de Outubro e com ele um dos eventos que já marca a agenda cultural da Cidade e do Concelho, o Festival de Música de Câmara, já na sua 4ª edição. Esta iniciativa que se deve ao jovem Luís Zagalo, ganha este ano nova dimensão ao deixar a incubadora, que foi o Cine S. Mateus e passar para o Cine Teatro João Vintém, a sala nobre do Concelho. Um programa diversificado e rico, que proporciona à população do Concelho um oásis melódico de qualidade.

A proposta que este Velho Conselheiro deixa ao Palácio e ao Director do Festival é o de aproveitar a Academia Musical Elvense, e, ainda integrado neste Festival ir anualmente visitando cada uma das freguesias do Concelho, apresentando e atraindo assim mais públicos para o mesmo e diversificando a oferta cultural que aos mesmos é brindada em época estival.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.10.07
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Meu amigo

Estava a guardar esta foto para enviar depois das Festas.
Afinal o momento é de alegria e é inoportuno dizer que o rei vai nu.
Sei que o assunto não é inteiramente da responsalidade do Regedor, mas não haverá por lá alguém que puxe as orelhas à EDP?
É vergonhoso o estado em que se encontram as linhas de distribuição de energia que a EDP ou a concessionária da distribuição teimam em emporcalhar as fachadas dos prédios, nas quais a seu belo prazer, sem o mínimo de estética cravam estacas, postaletes, cabides, remendos.
Num país civilizado a distribuição tem sido alterada para cabo subterrâneo, sem fios à vista.
Por cá temos a praga da EDP, dos TLP, das antenas, e tudo sem o mínimo de respeito pela estética, pelos proprietários os quais são os grandes culpados por permitirem as afrontas sem qualquer reacção.
Receba como sempre um grande abraço

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