
O Conselheiro Zé de Mello traz hoje ao blogue mais uma conversa com uma Elvense que está fora do seu torrão natal. Alice de Sousa é uma brilhante actriz radicada em Londres, onde tem a sua própria companhia teatral, com a qual alcança grandes êxitos traduzindo e levando às tábuas do Greenwich Playhouse os grandes nomes da literatura lusa, bem como obras por ela escritas. Já em 16 de Dezembro'05 aqui tinhamos referenciado esta Elvense (ver aqui). Esta entrevista foi solicitada à Alice de Sousa poucos dias antes da sua última estreia.
Mantém alguma ligação a Elvas?
Sim, fartei-me de ver e de celebrar nos palcos britânicos a cultura de outros países Europeus que já eram bem conhecidos e representados antes de qualquer actividade cultural minha. E então decidi que era altura de demonstrar de uma forma significante e constante que a cultura e a literatura Portuguesa não é a Espanhola, e que acima de tudo é de grande qualidade. A missão continua no teatro com futuros projectos e com uma nova aventura, desta vez o cinema. Em 2005, criei a Galleon Films Ltd, estou brevemente de partida para o festival de Cannes com quatro projectos de filme de longa-metragem - dois de origem Portuguesa - um texto original, escrito por mim sobre a lenda de Inês de Castro; e o meu texto sobre Aristides de Sousa Mendes.
Gostam e não compreendem porque não existem traduções em inglês acessíveis ao público de Eça de Queirós, Almeida Garrett, Júlio Dinis, Sttau Monteiro etc.
- "This production by Galleon Theatre Company laid bare all the qualities of human life. The play contrasts hope with despair and helplessness with power, creating a strong range of characters. This gripping story is a true gem." - Newsshopper
- "In an eloquent and taut English translation by Alice de Sousa, directed by Bruce Jamieson, Thankfully there is Moonlight! marks a welcome return to the satisfying quality that has established Galleon's reputation as exponent of wrongly neglected classics.” - The Stage
- "This gripping story is a true gem." - Newsshopper
- "It is easy to see why Thankfully there is Moonlight! caused such an uproar when it was first published. This new translation by Alice de Sousa has lost none of its potency." - The Wharf
"Thankfully there is Moonlight! is powerful story of human faith, courage and loyalty, and it is really worth seeing." - The Wharf - "There are echoes of the current situation in Iraq, in particular the recent show trial of Colonel Jorge Mendonca. " The Kentish Times
- "The Superb characterisations" - Kentish Times
- "Andy Dowbiggin, Rufus Graham, Michael Hucks and Alice de Sousa give stand-out performances in an excellent cast" - Kentish Times
- "brilliant" - Kentish Times
- "Powerful drama" - Kentish Times
- "a powerful play, written out of anger and despair." - Time Out
- "a potent historical document" - Time Out
- "Here credit must be due to the director, Bruce Jamieson, for fleshing out who these people are. What is also of particularly high quality is the dialogue - Alice de Sousa, the adaptor, has produced a seamless translation and in doing so brings out a mordant wit. It would be unfair to single out actors, particularly in a cast of 12, so I will only say that the quality is of a standard far higher than you usually get on the fringe." - uktheatre.net
- "The play was well-attended the night I went to see it and it was well-attended because word has got round that this is a very good play. A play packed with emotion. Who knows when next this country will see work by Sttau Monteiro - get along to see this quality drama at the Greenwich Playhouse before it ends." - uktheatre.net
- "This is certainly a quality play with strong performances from the very talented cast." - indielondon.com
- "If you like your theatre thought provoking and with strong topics, you will enjoy Thankfully There is Moonlight." - indielondon.com
- "Galleon Theatre and Greenwich Playhouse are to be commended for resurrecting this largely overlooked classic of Portuguese theatre. This is an ambitious production offers themes that are as relevant to today's world as they were to the playwright's own in 1961, when it was written." - extra.extra.com
- "The Greenwich Playhouse is perfect for productions of this kind. Bruce Jamieson delivers high emotional impact per square-inch, achieved through a mastery of light and sound." - musicomh.com
- "It seems unfair to choose from such engrossing performances - this is a strong cast - but the role of Matilde, played by de Sousa herself, lingers long in the mind." - musicomh.com
- Actriz portuguesa mostrou 'Felizmente Há Luar' aos espectadores de Londres – no DN de 19/03/2007 (http://dn.sapo.pt/2007/03/19/artes/actriz_portuguesa_mostrou_felizmente.html)
Actriz, Escritora, e Produtora. Se a obrigassem a renunciar a um deles qual deixaria para trás? Porquê?
Shakespeare ou Gil Vicente?
Já este ano, a convite da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, foi nomeada para o "Prémio Talento 2006", que culminarão no evento denominado "Gala dos Talentos" a transmitir via RTP para todo o mundo. É finalmente o reconhecimento do seu país pelo esforço na promoção da Cultura Lusa? Recebi hoje noticias que fui seleccionada!
O Aqueduto! É extraordinário!O grande papel da sua carreira foi? E a qual ambiciona dar corpo? É uma pergunta impossível de responder porque todas as personagens são completamente diferentes, pedem e representam desafios, oportunidades e recompensas diferentes. Gostei muito da personagem de Matilde que representei na recente peça, mas também de Luisa em 'Os Maias', Lady Macbeth, Juliet em Romeo & Juliet, The Duchess of Malfietc.
SONS DA IBERIA

Nos dias de hoje para nos afirmarmos na sociedade e tentar fugir ao anonimato temos que ser especiais, diferentes, ter uma estrelinha que nos faça brilhar entre a multidão.
O mesmo podemos aplicar às nossas cidades. Se pensamos em Braga, lembramo-nos do canudo, dos Arcebispos; se for Coimbra, são os Doutores, o Fado e a Universidade; ou mais recentemente se for a Costa Alentejana é o Sudoeste e a Zambujeira ou Mérida com o Festival de Teatro em Espanha.
E nós por cá?!.....
Pelo que tenho visto e pelo que vou sabendo temos algumas actividades culturais e musicais, mas convenhamos estamos a trabalhar para dentro!
Porque não se aposta na realização de um evento que mobilize e leve até aos 4 cantos do país o nosso nome: Elvas. Ou melhor porque não aproveitar a nossa posição geográfica e fazer deste acontecimento algo transfronteiriço e assim projectar-nos também do lado de lá do Caia até ao Mediterraneo.
A hotelaria, a restauração, o comércio e toda a economia local só teria a ganhar com isso!Espaço para realizá-lo parece que vamos ter, o Pavilhão Multiusos do Morgadinho. Falta agora pensar num fio condutor para este evento. Eu deixo o meu grão de areia: Festival Sons da Iberia - Fado, Flamengo, Gaitas, Cante Alentejano, saias, "la jota", o Vira e o Malhão. Grandes nomes de um lado e do outro da raia num encontro ibérico de sons e musicalidades. Talvez a nossa estrutura local, incluindo o munícipio, não tenham envergadura para levar em frente esta ideia, mas para isso existem acordos comerciais e não faltam no panorama nacional empresas que já deram provas de conseguir mover montanhas e realizar utópias!
Fica a ideia.....
Joaquin Cortes actua dia 28 no Coliseu Elvense num espectáculo que este apresenta em digressão mundial com o título "mi soledad". O Coliseu ao mais alto nível.
Este fim de semana vale a pena ir ao CNT - Centro de Negócios Trasnfronteiriço, às Fontainhas em Elvas, onde decorre o Salão Internacional de Motos Custom Cidade de Elvas, um evento organizado pelo Palácio do Regedor e pelo Moto Clube Alentejano e que para além das motos transformadas e todo o que as rodeia destaque para o programa de animação onde actuam os Ramp no dia 28.Estiveram presentes, do lado de Portugal:
José Rondão Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Elvas; drª Elsa Grilo, Vereadora deste Pelouro; drª Filomena Barata, Delegada Regional do Alentejo do Instituto Português do Património Arqueológico; prof. arqtº José Aguiar, Presidente do ICOMOS de Portugal; arqtª Maria Fernandes, membro do ICOMOS de Portugal; dr. Rafael Alfenim, membro do ICOMOS de Portugal; e os membros da Comissão Técnica-Científica da Candidatura das Fortificações de Elvas a Património Mundial prof. Domingos Bucho, prof. António Ventura e arqtº Luís Portugal.
Do lado de Espanha, estiveram entre nós:
drª Maria Rosa Suárez-Inclán, Presidente do ICOMOS de Espanha; prof. António José Campesino, Vice-Presidente do ICOMOS de Espanha; Juan António Rodríguez-Villasante Prieto, Director do Centro Internacional de Estudos sobre Fortificações e Apoio Logístico, Vogal da Direcção do ICOMOS de Espanha e membro do ICOFORT (Comité Científico Internacional do ICOMOS para as Fortificações e Património Militar); drª Ângela Rojas Ávalos, Presidente do ICOMOS de Cuba e membro do Comité Executivo Internacional do ICOMOS.
Reflexões e conclusões
- foi constatado que a UNESCO privilegia as candidaturas transnacionais;
- concluído que é mais vantajoso e lógico, do ponto de vista técnico e científico, apresentar uma candidatura em série das fortificações abaluartadas fronteiriças entre Portugal e Espanha;
- concluído que Elvas, pela dimensão do seu conjunto fortificado, pelo estado avançado do seu processo de candidatura e pelas condições que reúne, lidere essa série;
- foi acordado que Elvas contacte outras Câmaras Municipais e Ayuntamientos com vista ao estabelecimento de uma declaração de compromisso para que outras fortificações abaluartadas da raia ibérica venham a integrar a série;
- considerado que Elvas deve avançar com o seu trabalho de conclusão do dossier de candidatura das fortificações abaluartadas a património mundial, adaptando-o a esta tipologia.
Estas conclusões serão comunicadas às entidades competentes para decidir nesta matéria em Portugal e Espanha (Comissão Nacional da UNESCO e Dirección General de Protección de Património, respectivamente).
O que antes separou hoje une!
Portugal e Espanha têm uma das fronteiras mais antigas e mais estáveis da Europa. As fortificações mútuas marcam um mesmo território: o que antes separou hoje une! Nesta linha de fronteira desenham-se várias fases de ocupação. A zona raiana tem uma unidade transfronteiriça que pode constituir o motor de uma primeira candidatura de um Património ou “bem” seriado.
Elvas, por estar situada entre o Alentejo e a Estremadura e por ser o ponto de passagem mais importante desta fronteira, a mais antiga da Europa, como o comprovam os abundantes testemunhos de viajantes estrangeiros; Elvas, por ser a mais significativa e representativa, irá abrir o caminho desta convergência ibérica que se espalhou por todo o mundo (por exemplo: América Central e América do Sul) e que poderá, no futuro, desenhar um território cultural de dimensão universal.
In: Palácio Digital (link)
Esta imagem foi colocada "por engano" no último Boletim do Palácio do Regedor, rematada pela legenda junta. Na verdade esta deveria surgir na "Caras Elvenses" (link) e não num orgão oficial de uma autarquia. Compreendo o orgulho e satisfação do Regedor mas é abusiva a sua publicação que em nada retrata a acção governativa.







