Já lá vão quase 33 anos , e volvido todo este tempo ser da situação e da oposição já não é muita a diferença , ou talvez já não exista mesmo diferença alguma.
Quando a campanha eleitoral está na berra , fico com os ouvidos cheios de promessas , mas depois de tomarem posse tudo se modifica.
Os da situação fazem os possíveis e impossíveis para que a situação lhes seja de favor , os da oposição , se é que ela existe, tudo fazem para que também possam beneficiar da situação.
Realmente é triste e vergonhoso , que ao fim deste anos todos de vitórias ditas democráticas ,nada nem ninguém seja responsabilizado pelos actos políticos e económicos praticados na má administração dos nossos dinheiros , pois são eles os responsáveis por tal .
O político , se é que por estes lados existe na verdade essa espécie , apresenta-se voluntário ao acto eleitoral , ninguém o obriga a tomar tal decisão , foi por livre e espontânea vontade que ele quer ser político . Eles usam-se dos dinheiros públicos , eles enriquecem a olhos vistos , transformam-se em autênticos ditadores democraticamente eleitos , e o que é que acontece, nada , pois aqueles que os deveriam punir nada fazem e talvez não possam , porque fazem parte das assembleias gerais dos " clubes " , e então directa ou indirectamente são coniventes . Por isso é que ao fim de quase 33 anos de revolução continuo a ver as cadeias vazias de colarinhos brancos.
Realmente esta vida político - pública é uma vergonha de "situação oposição" e de "oposição situação" , pois na nossa frente eles dizem mal uns dos outros , mas nas nossas costas até fazem viagem juntos para o estrangeiro , realmente o meu estômago não aguenta com esta miscelânea.
Como já devem ter reparado , não sou pessoa de grandes artigos de opinião , nem de dar vinte voltas á praça para chegar até á Sé , por isso e como este assunto até me dá vómitos pela impunidade que eles gozam , só posso terminar com um velho ditado
" Em terra de cegos quem tem olho é rei "
Mais um espaço urbano está neste momento em Elvas a receber melhoramentos, trata-se da Praça d'Armas. Este espaço que durante muitos anos esteve associado ao amanhecer elvense, dado tratar-se da envolvente onde se situava o Mercado diário, irá agora, segundo o Palácio do Regedor, "tornar-se num espaço mais agradável, valorizando o Centro Histórico da Cidade."
Rondão Almeida, enquanto candidato nas últimas autárquicas, levantou bem alto a bandeira de instalar em Elvas um Hospital de Retaguarda / Centro de Acamados e mais um Lar de Idosos na sede de Concelho. Como Regedor procurou o melhor acordo para cumprir este compromisso com os seus eleitores, e, encontrou receptividade de parte de uma instituição de reconhecido valor social, a Cruz Vermelha Portuguesa.Ontem na Assembleia Municipal os deputados reconheceram maioritariamente a utilidade do protocolo a assinar entre a Cruz Vermelha e o Palácio do Regedor para que esta necessidade da população seja culmatada. Em termos políticos é satisfatório ver que todos os partidos votaram a favor, registando-se a tradicional abstenção da CDU.
Segundo o Palácio Digital ( link ) "está definida a construção de um equipamento social, com três vertentes: dezenas de camas para a valência de Lar da Terceira Idade, pelo menos 20 camas para um Centro de Acamados e um espaço destinado a Creche, um investimento com um custo acima dos dois milhões de euros.
Este equipamento vai ser construído num terreno com quatro mil metros quadrados, próximo do Bairro de São Pedro, na estrada da Ajuda, com um repartição de participação financeira de 30 por cento para a câmara e os restantes 70 por cento para a Cruz Vermelha Portuguesa."
Para além de cumprir o prometido, a Cidade ganha ainda mais uma creche e a instalção, em força, da Cruz Vermelha em Elvas, bem como a criação de alguns postos de trabalho.
O Regedor fez o seu trabalho e a população ganhou mais um equipamento e por isso lhe irá agradecer.
É esta uma das chamadas de 1ª página no diário de Badajoz, Hoy (link), de hoje.
Elvas, una visita a 'Rondao-City'
Mientras Portugal vuelve a sumirse en una histórica angustia existencial, la villa fronteriza vive un periodo de optimismo liderado por su alcalde
J. R. ALONSO DE LA TORRE/HOY
Portugal crece con lentitud. Tras la Expo y el Europeo de fútbol, el país parece haber recobrado su estado favorito: la angustia existencial: «Sabemos quiénes somos y de dónde venimos, ¿pero adónde vamos?» La saudade política retoma su espacio tradicional en el imaginario colectivo luso. Tras el rey Don Sebastián y los grandes conquistadores, ahora le toca el turno al dictador Antonio de Oliveira Salazar.

El fundador del llamado Estado Novo es el protagonista de cuatro de los diez libros más vendidos en el país. Su figura dictatorial lidera un concurso televisivo de la RTP llamado 'Os grandes portugueses', donde el otro político más votado es el histórico líder comunista Álvaro Cunhal, de nuevo el padre enérgico, duro, casi tirano.
Hay sin embargo una isla en este panorama de ambiente crítico e hipotermia colectiva. Y está ahí, en La Frontera, a un paso de Badajoz, justo tras cruzar el paso de Caia, el más transitado de la Raya (8.669 vehículos diarios en 2004). Se trata de Elvas, ciudad a la que no sería descabellado llamar Rondao-City.
El párking y la Pantoja
Cuando uno llega a Elvas se percata de que José Rondao debe de ser un personaje de cierta importancia. Vas conduciendo y las señales te orientan hacia el párking subterráneo José Rondao. En los paneles callejeros se anuncian las actuaciones de Dulce Pontes, de la Pantoja, de Carreira, cantante portugués de primera fila... Todos ellos actúan en el Coliseo José Rondao.
¿Pero quién es este personaje de La Frontera en cuya memoria se construyen los más modernos equipamientos urbanos de Elvas? Pues es su alcalde, José Rondao, un tipo especial, carismático, de melena blanca tupida y sedosa y personalidad acusada, que preside la Cámara Municipal de Elvas desde 1993.
José Antonio Rondao Almeida es hijo de campesinos alentejanos y se caracteriza por una cojera elegante que se produjo a los 20 años, jugando en el Barreiros, equipo de la Primera División portuguesa. Ha sido varias veces el alcalde más votado de Portugal (más del 70% de los sufragios) y su despacho oficial es un laberinto de siete puertas por donde entran y salen secretarias, un escenario perfecto para un vodevil francés.
A los 17 años asombraba a su pueblo al ser fichado por un equipo de campanillas y al regresar a casa volvía a asombrar ganando las lecciones municipales.
Rondao supo entender que aquella Elvas que vivía fundamentalmente de la agricultura se acababa con la entrada en la Unión Europea. El sector servicios creció y dio empleo al 45% de la población activa. Pero al desaparecer la frontera, hubo un bajón en los servicios y Elvas se abrió al sector industrial sin descuidar el comercio, donde Rondao se convirtió en el último mohicano que hace frente a las grandes superficies comerciales, que pugnan por instalarse en Elvas, pero Quijote Rondao sólo deja abrir supermercados del tipo Pagapouco o Lidl.
Plaza fuerte
Elvas es el típico ejemplo de ciudad que le debe lo mejor y lo peor a La Frontera. Las asechanzas del enemigo español fueron la causa de sus penas, pero también la convirtieron en una plaza fuerte de primera magnitud, y las hordas compradoras extremeñas propulsaron su despegue económico. Paseando por Elvas se palpa un leve bajón comercial, contrarrestado por un auge del ocio: noches juveniles atrayentes, nuevos hoteles de lujo, magnífico coliseo...
Rondao-City mantiene también su tirón gastronómico. Sigue especializada en el marisco, ostentando desde hace años el honorífico título de ciudad de interior con más marisquerías de Portugal. Aunque su encanto fundamental a la hora de comer sigue siendo encontrar restaurantes poco famosos donde sólo almuercen portugueses como el Sao Domingos, en la parte baja del casco viejo, con sus sabrosas raciones para tres, sus sopas caseras por poco más de un euro y sus precios de antes.
Ainda o autarca elvense declara, "Um evento desta dimensão é bom para o comércio", e pergunta este Velho Conselheiro: Algum comerciante de Elvas ou Santa Eulália notou incrementos no seus negócios durante a realização da anterior edição deste festival?
Seja realizado o festival mas preserve-se a água que os Elvenses consomem!
No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!
Em conclusão, e para que todos nós nos entendamos, do que estamos a falar é em alugar algo por um período de tempo previamente estipulado e em contrapartida recebemos uma renda por esse aluguer , basicamente é isto.
23 y 24 de marzo de 2007
LA RAYA ABALUARTADA IBÉRICA: PAISAJE CULTURAL DE LA HUMANIDAD.
PROGRAMA
09:00-09:30. Recepción de participantes y entrega de documentación.
09:30-10:30. Acto inaugural.
Francisco Muñoz Ramírez. Consejero de Cultura. Junta de Extremadura.
Miguel Ángel Celdrán Matute. Alcalde del Ayuntamiento de Badajoz.
José António Rondão Almeida. Presidente da Câmara Municipal de Elvas.
Ramón Rocha Maqueda. Alcalde del Ayuntamiento de Olivenza.
José Ernesto d’Oliveira. Presidente da Cámara Municipal de Évora.
Montaña Hernández Ramírez. Directora del Gabinete de Iniciativas T.
Antonio-J. Campesino Fernández (Director de las Jornadas Técnicas).
10:30-12:00. Fundamentación histórica.
Miguel Ángel Melón Jiménez (Profesor Titular de Historia Moderna, UEX.). Formación y delimitación histórica de un espacio fronterizo.
António Ventura (Professor Catedrático de História Contemporânea da Universidade de Lisboa. Especialista en História Militar).
Uma fronteira que une.
12:00-12:30. Descanso- Café.
12:30-14:00. Investigación y gestión del patrimonio mundial: Évora.
Antonio Navareño Mateos (Profesor Titular de Historia del Arte, UEX).
Planos y proyectos de fortalezas abaluartadas en la frontera de Portugal.
María Manuela Oliveira (Directora do Departamento do Centro Histórico, Património e Cultura da Câmara Municipal de Évora).
Évora: 20 anos de gestão no Património Mundial.
16:30-18:00. Paisaje cultural, urbanismo y arquitecturas: Olivenza.
Antonio-J. Campesino Fernández (Catedrático de Análisis Urbano y Regional, UEX).
La Raya Ibérica: paisaje cultural.
José Manuel Pagés Madrigal (Arquitecto. Profesor da Faculdade de Arquitectura da Universidade Moderna de Lisboa).
Urbanismo y arquitecturas: Olivenza.
18:00-18:30. Descanso-Café.
18:30-20:00. Patrimonio abaluartado: Badajoz y Elvas.
María Cruz Villalón (Profesora Titular de Historia del Arte, UEX).
Badajoz: ciudad abaluartada.
Domingos Bucho (Historiador. Doutor en Conservação do Património Arquitectónico. Instituto Politécnico de Portalegre).
As fortificações de Elvas. Justificação para a sua candidatura a Património Mundial.
Sábado, 24 de marzo.
9:30:-11:00. Candidatura a Patrimonio Mundial.
José Carlos Salcedo Hernández. (Arquitecto. Profesor del Departamento de Construcción de la Escuela Politécnica de Obras Públicas, UEX).
Estado del planeamiento urbanístico en las ciudades abaluartadas extremeñas.
María Rosa Suárez-Inclán Ducassi (Presidenta de ICOMOS-España).
Directrices, criterios y procedimiento de inclusión de la Raya Abaluartada Ibérica en el Patrimonio Mundial.
11:00-11:30. Descanso-Café.
11:30-13:00. Relatoría de conclusiones y clausura.
Francisco Pérez-Urbán. (Dir. Gral. de Patrimonio. Junta de Extremadura)
Moisés Cayetano Rosado. (Director de la Revista de Estudios Extremeños)
Antonio-J. Campesino Fernández (Vicepresidente de ICOMOS-España).
16:00-19:00. Trabajo de campo. Visita al triángulo abaluartado del Guadiana: Badajoz-Olivenza-Elvas, dirigido por los profesores María Cruz Villalón, José Manuel Pagés Madrigal y Domingos Bucho.
Director.
Antonio-J. Campesino Fernández (Vicepresidente de ICOMOS-España).
Secretario.
Adolfo Chautón Pérez (Geógrafo. Master en Urbanismo por la ETSA de la Universidad de Valladolid).
OBJETIVOS.
La raya ibérica abaluartada contiene valores naturales y culturales de reconocida universalidad y excepcionalidad que la hacen acreedora a su ingreso en la Lista del Patrimonio Mundial. Un cuarto de siglo de investigación transfronteriza interdisciplinar (urbanistas, arquitectos, geógrafos, historiadores del arte, modernos y contemporáneos) en las Universidades rayanas y fecundas relaciones de cooperación transfronteriza avalan la consideración del paisaje rayano compartido como un crisol de recursos patrimoniales que alcanzan su mayor singularidad en los sistemas de fortificación abaluartada, indisolubles de sus territorios envolventes.
Con el patrocinio de la Consejería de Cultura de la Junta de Extremadura, la colaboración del Gabinete de Iniciativas Transfronterizas y los avales de los responsables municipales de Badajoz, Olivenza, Elvas y Évora, las presentes Jornadas Técnicas pretenden, desde la raya extremeña-alentejana, coordinar la conjunción de esfuerzos científicos y políticos, públicos y privados, conducentes a la presentación de una candidatura única de la Raya Abaluartada Ibérica a Patrimonio Mundial, por ambos países ibéricos, una decena de regiones fronterizas y multitud de municipios rayanos.
"A MORTE À VENDA" - É com este título que o editorial de hoje do Diário de Notícias, assinado pelo Editor Executivo do periodico, Miguel Gaspar, faz uma disertação sobre o tema da privatização dos cemitérios, sendo que um dos títulos da 1ª página é " Elvas vai ter o primeiro cemitério privado" ( link).
O mais relevante nesta transformação da morte em mercadoria é a forma como transforma um dos rituais mais profundos das sociedades humanas.A antropologia ensina-nos a importância da morte na cultura desde o homem primitivo. Aprendemos a encontrar nos monumentos funerários testemunhos duradouros de hábitos e de visões do mundo do passado. Imagina-se portanto o problema que espera os arqueólogos do século XXXIII. Hoje podemos compreender hierarquias sociais ou mitologias estudando uma pirâmide do antigo Egipto. Será que o legado do século XXI à memória das épocas futuras consistirá na redução do momento da passagem a uma frivolidade social, em que nos preocupamos com o catering e a reportagem em vídeo do acontecimento, em vez de prestar homenagem à memória de quem nos deixa? Em sociedades materialistas e consumistas como a nossa, a morte é praticamente o único momento em que retomamos contacto, provisoriamente, com a dimensão vital da experiência humana. A morte não é hoje o mistério que intrigava os primitivos ou que alimentou durante milénios o poder das religiões. A comercialização da morte, em si mesma, não é uma novidade: afinal de contas, sempre existiram agências funerárias. Só que estas nunca deixaram de respeitar o modo tradicional de encarar a morte. Pelo contrário, o novo negócio introduz princípios novos: se o culto do consumo consegue transformar a vida numa experiência banal, em que apenas conta aquilo que se pode comprar, então faz sentido que a morte seja, também ela, banalizada. Tal como os regimes comunistas procuraram eliminar a religião do quotidiano das pessoas, em nome de uma ideologia, as sociedades liberais estão a transformar toda a cultura, não necessariamente em nome de uma ideologia, mas da materialização desta em custos e proveitos. Uma sociedade na qual é possível usar um sidecar para enterrar entes queridos não terá uma relação omissa com o simples acto de estar vivo? »
E estão, obviamente, todos os Elvenses de parabéns por esta nova que o Regedor lhes trouxe hoje de Lisboa!




