Texto enviado por Endovelico Bronconcios
São estes os resultados oficiais no Concelho de Elvas do referendo sobre IVG.
Apesar de o sim ter atingido maior votação, ao igual que aconteceu a nível nacional, o grande destaque vai para os 65,05% de abstenção.
Este número deve servir de ponto de partida para uma reflexão sobre:
- Estão os cidadãos, e em especial os Elvenses, desavindos com a democracia?
- A não participação activa do PS de Rondão Almeida terá influênciado a abstenção?
- É o referendo um instrumento democrático secundário, ou estavam os partidos eleitos, autorizados a legislar sobre o tema?
- Foi uma forma de os Elvenses disserem "Aqui nasce-se e aborta-se em Badajoz"?
Espero que os políticos e apêndices da democracia elvense reflitam!
Fica também um pedido de desculpas da minha parte à familia da Nanita por expor um caso de antigo que muitos Elvenses acompanharam e que foi à época do conhecimento geral da população.
Existe na internet escrita em português uma Enciclopédia de weblogs e bloggers, que serve de fonte de informação sobre projectos editoriais e seus autores de seu nome Blogopedia
Para além duma listagem de bloggers e blogues portugueses podem-se encontrar artigos sobre a blogosfera, estudos e termos deste dominio.
Em destaque, neste momento, estão os Blooks - Livros que tiveram origem em blogues- e ainda os blogues de Vila do Conde.
Se os seus interesses passam pelos blogues, então deverá ser esta uma visita obrigatória.
Encontra-se já a circular via internet a promoção ao Freedom Festival, que se irá realizar na Barragem do Caia, em território do Concelho de Elvas nos dias 16 a 20 de Agosto próximo. O encontro que pretende ser um ponto de encontro para os amantes da música "trance" promete, ao igual que na sua anterior edição de 2005, trazer até às margens da Albufeira do Caia milhares de jovens que durante 5 dias se "libertarão" ao som da música electrónica e algum alcool como se tem verificado em eventos similares. Entretanto as associações CEAI, FAPAS, GEDA, LPN, Quercus e SPEA contestam a realização do festival de música alternativa na Albufeira do Caia face aos impactos sobre o ambiente, nomeadamente face à poluição que possa causar à reserva de água que abastece Elvas, Campo Maior e Arronches, a perturbação do sistema ecológico com a destruição do ambiente natural. Para a juventude de Elvas este evento proporciona-lhes a oportunidade de estarem em contacto artistas e dj´s internacionais, bem como o convívio com outras realidades diferentes das locais, estabelecendo conhecimento com jovens de várias latitudes. O impacto económica, segundo a nota à imprensa das associações ecológistas, é nulo. Pergunta este Velho Conselheiro: Porque licencia o Palácio do Regedor uma nova edição deste festival quando os danos causados pelo anterior foram notórios? Estão garantidas medidas que controlem o impacto de milhares de pessoas sobre a Albufeira? Pela Mariana... eu voto SIM!!
Texto de Aldina Leitão
Mas não é sobre isso que quero escrever e tentarei sintetizar a minha opinião o mais possível. Começarei por analisar a pergunta que como todos devem saber nos fala em “despenalização”, é portanto uma pergunta falaciosa que não pretende apenas despenalizar mas sobretudo LEGALIZAR. A mulher ao ganhar o “sim” poderá abortar por isso mesmo, porque “sim”, seja porque motivo for desde que a seu pedido e por sua vontade. O aborto corre assim o risco de se transformar em mais um método contraceptivo a juntar ao preservativo e por exemplo à pílula. Há um “azar”, vai a um hospital com carácter de URGÊNCIA (passando à frente de pessoas que estão há 7,8 ou mais meses à espera de uma intervenção cirúrgica) e basta dizer ao médico – “Eu quero abortar….porque sim, apetece-me”.
Outra falácia da campanha do “sim” é a de que não é justo as mulheres irem presas por terem cometido aborto. Pois não, de facto não é justo e é precisamente isso que pensam todos os juízes que julgaram essas mulheres. Conclusão – Não existe hoje, nem existiu nos últimos 10 anos uma única mulher presa pelo crime de aborto, sendo que as únicas que apanharam pena suspensa foram as “parteiras” que se dedicavam a ganhar dinheiro com a prática do aborto.
É triste ver o exemplo de Elvas onde se acabou de fechar uma maternidade por suposta falta de meios e onde se pondera agora realizar abortos ao abrigo do sistema nacional de saúde. Não tenho dúvidas e suporto a minha opinião em estimativas de custos do Ministério da Saúde que sairá bastante mais cara a prática de abortos legais que a manutenção da maternidade. Dizia e bem Bagão Feliz referindo-se ao caso de Elvas que no nosso caso se exportou a vida (as nossas crianças nascem em Badajoz) e se importou a morte (as clínicas Espanholas já ponderam abrir em Elvas unidades de saúde dedicadas ao aborto).
Outra mentira que se tenta passar é que o aborto é ilegal em Portugal. Não é assim – Na verdade os verdadeiros casos dramáticos já estão previstos na nossa lei, como sejam o perigo de vida para a mãe, a má formação do feto e a violação, nestes casos sempre se pôde abortar em Portugal num qualquer serviço de saúde legalmente autorizado.
Por último basta dizer que se trata de facto de uma questão de vida ou de morte e muito se tem falado nos direitos das mães em serem donas do seu corpo. E o pai? E a criança? Que direitos têm esses dois indivíduos? Todos sabemos que um feto, seja em que altura for (1,2,3,4,5 semanas) já tem personalidade jurídica, bem como o pai. Desde que mãe lhe apeteça abortar nada nem ninguém pode defender os interesses da criança, nem muito menos os do pai biológico e que se saiba para haver um feto é necessário que conjuguem duas pessoas, pai e mãe.
É por tudo isto e por muito mais que digo que no domingo a lei deve permanecer tal e qual como está. A lei existente é justa e conforme já disse abrange todos os casos verdadeiramente dramáticos.
Vote “Não” à liberalização.
Texto de Tiago Abreu
Para mais informações consulte:
A Eurocidade Ibérica Elvas/Badajoz já existe! Faltam os acordos para aproveitar os fundos e as energias para desenvolver esta zona raiana!





