Joana Vasconcelos
obra: A Noiva, 2001 aço inox e tampões OB, 470 x 220 x 220 cm
autor: Joana Vasconcelos nasce a 8 de Novembro 1971 em Paris. Vive e trabalha em Lisboa
- Seja um Conselheiro e deixe o seu comentário. Basta um simples registo no Blogger e a diário em cada édito poderá deixar a sua opinião.
- Com um simples clique também pode apreciar os éditos deste Velho Conselheiro. No rodapé dos éditos basta clicar e estará a valorizar entre 1 e 5 o tema desse dia.
- Pode também enviar o seu texto ou comentário através do correio electrónico do Zé de Mello e vê-lo editado.
- Seja Reporter Fotografico e envie as fotos do dia a dia da Cidade, aquele momento único ou os "apanhados" que por Elvas vão acontecendo para o mesmo email.
- Utilize o Bloco de Notas deixando as suas observações ou sugerências de temas a serem tratados.
Sao vários os canais que pode utilizar para comunicar com o Zé de Mello e contribuir para que este blogue seja cada dia mais de todos os elvenses.
resultado da reunião que o Regedor teve com o Primeiro-Ministro da Nação em Lisboa. Um trabalho de bastidores que vai trazer para Elvas a única Prisão de Alta Segurança de Portugal, a ser implantada nos terrenos do já defunto Colégio de Vila Fernando. Também a restruturação do Ministério da Agricultura termina com saldo positivo para o burgo com a continuação e alargamento de influência da Zona Agrária de Elvas, a manutenção da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas reforçada com a instalação no concelho da Estação Nacional Agronómica. São várias notícias que esperamos ver confirmadas aquando da visita a Elvas de José Sócrates coincidindo com a Cimeira Ibérica.
Finalmente temos os políticos elvenses a aderirem às novas tecnologias. Ainda não são os espaços oficiais das secções locais dos seus partidos mas para começo não está mal. Tiago Abreu abriu a sua Câmara dos Comuns Digital . Seja bem-vindo! Espera-se que os restantes movimentos partidários locais lhe sigam o exemplo! Finalmente temos a notícia que o serviço de urgências continua aberto 24 horas (ver Boletim Municipal), mas também a confirmação de que os serviços do hospital serão restritos e especializados cabendo ao Hospital de Sta. Luzia a ortopedia no âmbito da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano.
Essa raiz é a minha cidade, onde nasci e onde vivi até aos 12anos.
Nunca abandonei a minha cidade e por muitas razões. Desde logo a quase doentia ligação do meu pai à cidade onde não o deixaram morrer; depois porque os meus irmãos e eu mantemos sistemáticas e cruzadas memórias com a cidade, falamos delas, recordamos lugares, episódios, tradições (o Natal e as roncas, a Páscoa e o ramo de alecrim, o S. Mateus, os pendões., os foguetes) uma miríade de sensações que, ao fim e ao cabo, justificam a raiz de que falei. Desde o momento que saiu de Elvas até se tornar um dos mais prestigiadosadvogados a nível nacional há uma vida. Que momentos regista desse momento chamado vida? Desde logo o desenraizamento provocado por falta de estabelecimentos escolares.
Os meus pais viram-se forçados a sair de Elvas, com profundo desgosto e uma mágoa indelével para toda a vida, porque não havia Escolas Secundárias Públicas em Elvas. Havia o Colégio Elvense e o Colégio Luso - Britânico e não havia dinheiro para educar e instruir sete filhos. Dai a emigração.
Depois, o Liceu de Santarém onde inicialmente fui recebido como “estrangeiro” o que, com o tempo, desapareceu.
Acabado o liceu, a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, as Repúblicas (onde vivi), o curso, os colegas, a Praxe, a estúrdia, os movimentos associativos, a luta contra o regime ditatorial, a guerra colonial.
Finalmente, Lisboa, o Escritório, a Advocacia, os Movimentos Sociais, a Ordem dos Advogados, a decadência da Advocacia, as crises, e, acima de tudo, o 25 de Abril onde o meu irmão António Manuel interveio como Capitão da Escola Prática da Cavalaria e eu, como civil, colaborei.
Hoje ainda, a intervenção cívica e social, as responsabilidades judiciárias, o Escritório, o Conselho Superior do Ministério Publico, a minha família, os meus filhos (e colegas) o desporto, enfim, um mundo da responsabilidades de realizações e de frustrações, que me alimentam e me justificam. Foi candidato a Bastonário da Ordem dos Advogados, tendo já exercido diversos cargos nessa organização. Como olha um um homem da Justiça para o funcionamento da justiça? Olho para a Justiça com uma ambivalência esquizofrénica: gosto do que faço, há algo de lúdico nos riscos, nas salas de Audiências, nas relações com Colegas e Magistrados. Ao mesmo tempo, a degradação profunda da Advocacia, a insensibilidade do poder político, a cultura da autoridade do aparelho judiciário, a exclusão social provocada pelo funcionamento da máquina judiciária, a lentidão, a imponderabilidade das decisões, o preço da Justiça, o formalismo patológico, tudo isso me perturba e me desgasta. Dai a relação de amor/ódio com a Justiça. Sendo advogado do SLBenfica, e com reputação na área da justiça desportiva em Portugal, como olha para um pequeno clube como o "O Elvas CAD"? Tenho do desporto três visões distintas, mas não antagónicas: o desporto profissional onde desejo que o Elvas não se queime em lume brando (pois já não estamos na época do Patalino que recusou jogar no Benfica por amor à sua terra e à sua camisola).
Depois o desporto escolar (que saudades eu tenho das piscinas que não tive) onde eu penso que Elvas não fica atrás de ninguém em Portugal.
Finalmente, o desporto informal, o que eu pratico e me dá força para suportar a vida que levo (aqui não conheço as infra-estruturas de Elvas, embora, à vista desarmada, não me pareçam boas).
Resumindo: “ O Elvas CAD” pode ser a melhor Escola de Desporto para os jovens e para o fomento do Desporto informal. Se o conseguir… Um provinciano em Lisboa ou um alfacinha por adopção? Um inveterado provinciano em todo o lado, mesmo em Londres, em Roma, em Paris ou Nova Yorque. Obviamente, também em Lisboa. Ser provinciano é ser solidário, sentir as pessoas, ser directo, ser substantivo.
O que me perturba são os suburbanos de Lisboa que julgam que são urbanos.
São uns cavaleiros de triste figura. Desde o Olimpo de Lisboa como se olha para o desenvolvimento do interior, e no caso concreto de Elvas? Lisboa não é um Olimpo e Elvas não é o deserto.
Radiografar as duas cidades cedo verificará que a grandeza e a miséria de Lisboa são exponencialmente maiores do que em Elvas. A diferença é que a grandeza não é muito maior, mas a miséria é-o.
Sou pela regionalização. Sempre o fui. Não admito que um burocrata de Lisboa comande os destinos de Bragança, de Castelo Branco, de Elvas ou de Évora.
A questão da regionalização foi mal “vendida” no Referendo e deu no que deu. Os Alentejanos do Alto e do Baixo Alentejo podem e devem criar uma Região Administrativa dotada de autonomia, garantindo os fluxos financeiros equiparados às demais regiões que, por via da informalização regional acabam por ser hiperfavorecidas. As industrias agrícolas, o turismo e o comércio alentejanos têm ingredientes e potencialidades próprias que urge aproveitar. Poderá esta nossa Cidade triunfar economicamente numa economia global?Utilizando que armas? Pode. Elvas tem potencialidades geográficas, históricas, culturais e sociais que lhe permitem beneficiar da globalização geradora da especialização com qualidade. Tudo vinga desde que tenha qualidade.
Pode parecer prosaico lembrarmo-nos das Azeitonas, das Ameixas, do Sericá, das Muralhas, dos Fortes, dos Arcos da Amoreira, da conexão com Espanha, mas não é. São factores de desenvolvimento com qualidade. Que lhe falta em Lisboa que teria se estivesse em Elvas e vice versa? Em Lisboa faz-me falta descansar. Em Elvas faz-me falta trabalhar. Um retorno às raizes raianas após a aposentação fazem parte do seu horizonte? Sim, embora de forma partilhada com Lisboa e Santarém. Que imagem retem ao fechar os olhos e recordar-se da sua cidade natal? A Rua de S. Lourenço, o Largo das Almas (onde nasci), a Escola Tomaz Pires a Escola da Boa Fé, jogar à bola no Castelo ou no Cão Cão, a Sé e a Praça D. Sancho II, o jardim, o Senhor Jesus da Piedade, os Arcos da Amoreira, o carro de ladeira na Rua do Mercado, o peão, a arco, acima de tudo, os meus pais, a luta pela sobrevivência numa época madrasta de clausura social e de deserto educacional.
Porque será que nos lembramos mais e melhor dos tempos difíceis?
Por isso, Elvas está sempre presente na minha memória e na minha vida.
Porque rir é o melhor remédio...
Sergei é o pseudónimo de Paulo Teixeira. Nasceu a 20 de Fevereiro de 1970 e actualmente é criativo/ilustrador de publicidade em Lisboa, onde vive. Paralelamente dedica-se de corpo e alma ao desenho humorístico, principalmente à area das Tiras humorísticas e do Cartoon. São de sua autoria as tiras humorísticas "Os Compadres", já publicadas em diversos meios, e está representado em numerosos sites nacionais e internacionais.
Ganhou diversos prémios nacionais nesta área, com destaque para os mais representativos do meio gráfico humorístico. São eles:- 2º Prémio e Menção Honrosa em B.D., no "2º Concurso de B.D. da Câmara Municipal de Moura" - Portugal.- Prémio da Juventude no "V Salão Livre de Cartoon e Caricatura" - Portugal.- 1º Prémio de Cartoon e 1º Prémio de B.D. no "3º Concurso de B.D. da Câmara Municipal de Moura" - Portugal.- 1º Prémio de Cartoon no "VI Salão Livre de Cartoon e Caricatura" - Portugal.- 3º Prémio de Cartoon no "Amadora B.D." - Portugal.
Já foi publicado no Diário de Notícias, Revista Quo, Jornal BD e Diário Destak.

encomende aqui

Imagem recolhida num dos mais prestigiados blogues nacionais, o abrupto, referente ao boletim confidencial dactilografado da Direcção Geral dos Serviços de Censura à Imprensa - Boletim Diário de Registo e Justificação dos Cortes, secção "Questões de ordem moral", de 22 de Junho de 1935. É um documento hístórico! Respeito e educação são valores de hoje, ainda! É nesta mistura delicada que nasceu este blogue. Aberto a todos. Até áqueles que se aproveitam do mesmo para ferir pessoas e instituições. A discussão que se pretende quer-se elevada e construtiva para o bem da nossa Elvas. Muitos têm acusado esta figura de etérea existência virtual de fazer e estar em oposição com o Regedor. Eu prefiro dizer que exijo e desta forma colaboro com a governação municipal. Com isso outros têm também sido alvos, por tabela, do que aqui se edita. A eles as minhas desculpas. Se alguém se sente ofendido por algo que este Velho Conselheiro aqui escreve que o diga, pois, nesse caso, merece um pedido de desculpas formal. Mas não os haverá certamente. Nem tudo são rosas no nosso regime, mas é educando e trazendo até ela aqueles que apenas têm a 4ª classe, misturando-os com doutores e engenheiros que se constroi a sociedade. A idade das trevas não pode voltar! Aproveito para agradecer a todos aqueles que a diário aqui vêm. Jovens, muitos! "Doutores e engenheiros", muitos! Jornalistas, vários! Autarcas, alguns! Elvenses todos!Do lado da Junta da Extremadura e da Alcaldia de Badajoz tentarão ver assumido pelos governos nacionais ibéricos a localização da Estação Internacional do Caia bem como a definição do modelo de gestão das plataformas de Elvas e Badajoz. Estes assuntos interessam também a Elvas e esperamos que as resoluções sejam assumidas numa óptica conjunta e de interesse às duas cidades.
Por questões idiológicas/partídarias o Regedor voltou costas a Badajoz! Ultrapassar os diferentes pontos de visão entre o Regedor e o Alcalde de Badajoz, e, assumir o papel que as duas cidades têm, e que terá que ser cada vez mais assumido por ambos, é também uma meta que espero ver alcançada por altura desta Cimeira Ibérica.
Recordemos ainda as palavras de ontem do Presidente da Junta da Extremadura durante a abertura dos Encontros Ágora, onde estiveram presentes Mário Soares e Felipe Gonçalez, para a proposta a Elvas para a criação da Eurocidade:
Una red de hermandad europea ( El Periódico Extremadura - 24/10/2006 ) http://blogs.hoy.es/Eurociudad/Éditos antigos que continuam bem actuais: 6 de Janeiro de 2006
Elvas / Bethlehem

Terminam hoje as Festas Natalicias e após a visita ao presépio exposto no Museu de Fotografia, imaginei que Elvas poderia ser a Capital do Natal no Alentejo, e tal qual Bethelehem ser uma estrela no Alentejo em época natalícia. Vou deixar o desafio ao Palácio do Regedor, de no Natal de 2006, pôr em prática esta ideia que hoje aqui vos deixo, e que já enviei para o Município.
Esta iniciativa tem como base de partida a exposição realizada no Natal’05 no Museu Municipal de Fotografia João Carpinteiro, em que foi exposto com elevado êxito o presépio tradicional de Amélia Canoa acompanhado por algumas fotografias.
O objectivo servir de motor de atracção para o comércio e turismo do burgo durante a quadra festiva, transformando Elvas na Bethlehem do Alentejo.
Que medidas proponho:
- Voltar a expor o Presépio Tradicional de Amélia Canoa;
- Repetir e melhorar, se possível, o Présepio ao Vivo;
- Convidar artistas locais e nacionais a elaborarem um presépio, e desta forma montar uma exposição de Presépios Artísticos;
- Convidar as várias embaixadas sedeadas em Portugal a montarem um Presépio típico do seu país de origem, numa Exposição de Presépios do Mundo;
- Lançar um concurso de vitrinistas em que o Présepio seja o elemento central, em detrimento dos Pais Natais;
- Incentivar as várias colectividades a montarem presépios nas suas instalações;
- Lançar um concurso escolar de montagem de presépios;
- Montar nos diversos bairros da cidade e nas freguesias rurais, junto de associações de moradores e outras colectividades vários présepios, fazendo que esta actividade seja realmente concelhia e não apenas do Centro Histórico;
- Lançar uma campanha de recolha de fundos de forma a possibilitar as famílias mais carenciadas do concelho uma época mais alegre;
- Lançar um concurso de ornamentação de árvores de natal, destinado a particulares, numa das principais entradas da cidade (Viaduto, por exemplo);
- Efectuar um bazar de Natal, tipo Feira das Oportunidades;
- Dinamizar o aparecimento de grupos musicais tradicionais que dêem continuidade à tradição do “Cantar ao Menino”, como aconteceu na semana pré 25/12 ou como aconteceu em Barbacena e na Terrugem;
- Colocação de um foco de alta potência, tipo farol, no Forte de N. Sra. Da Graça, qual estrela de Belém.
Espero sinceramente que, se não na totalidade parcialmente, o Projecto Elvas / Bethlehem possa ser uma realidade.
Quanto ao Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, vulgo PIDDAC, para o ano de 2007 e para o concelho, este é contemplado com um total de 2.240.151€ distribuido do seguinte modo:
- Ninho de Empresas de Elvas - 15.000€
- Programa Polis Elvas - 935.246€
- Estabelecimento Prisional de Elvas - 37.500€
- Biblioteca de Elvas, no âmbito da RNPB - 27.721€
- Conservação do Parque Escolar, tuteladas pela DGEALT - 31.500€
- Pálacio da Justiça, para Salas de Audiências - 250.000€
- Hospital de Sta. Luzia, melhorias na área de farmácia - 211.921€
- Plataforma Multimodal - não há!?!?
- Estabelecimento Prisional com investimento?! assegura isto o não encerramento do mesmo??
- Para além da recuperação do Rossio de S. Francisco quais são as outras áreas onde se vai despender os euros Polis??
- Com a remodelação no organograma do Ministério da Justiça e das comarcas judiciais está assegurado a continuação da Comarca de Elvas??




