edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 8.8.06

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 7.8.06

A 18 de Julho , com este mesmo título, escrevemos: "Também é urgente que o Regedor se aperceba que hoje em dia quando um turista se prepara para a sua viagem este fa-lo atravez da internet, e diga-se que o Sitio Electrónico do Palácio do Regedor nada, repito, nada ajuda a vender a imagem de Elvas como destino de viagem. Não há informação sobre hoteis e restaurantes! Não há informação sobre percursos, monumentos visitaveis e horários de visita! E claro o pouco que existe é em português quando o maior mercado de Elvas fala espanhol e depois a língua internacional - o inglês!"
Segundo se vê na foto acima, o Gabinete de Informação e Propaganda está a reformular o sitio oficial do Palácio do Regedor introduzindo mais informação sobre o turismo local. Parece a este Velho Conselheiro que não serão estas as suficientes, mas na falta de melhor... Vejamos alguns exemplos:

Enquanto não chega uma página digna, apelativa, informativa e bem cuidada sobre o Turismo de Elvas, espara-se que o que o sitio oficial vai introduzir sobre o turismo tenha frutos!


edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 5.8.06
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Talvez o Zé de Mello se tenha enganado!
Um dos meus receios sobre o Concelho de Elvas, prendia-se com a monopolização por parte do "Partido Rondão Almeida" das sociedades culturais, deportivas e recreativas do concelho, bem como das comissões de Festas. Estas estruturas de carácter popular foram ao longo dos tempos centros democráticos, até nos tempos da outra ditadura, locais de encontro e onde as vontades dos homens (mulher não entra!) faziam acontecer verbenas, torneios e Festas.
Ao ler o Linhas de Elvas apercebo-me de um punhado de jovens que contra vontades estabelecidas e politiquices lançam mãos à obra para que não se percam tradições. Assim se passou em Vila Boim e Terrugem. São estes elvenses de novas gerações que já apanharam o futuro nas suas mãos. Sejam quais sejam as suas intenções pessoais e profissionais quero acreditar que eles olham orgulhosos para as realizações que fizeram e que concerteza mais poderão fazer pelas suas aldeias e pelo concelho.
Obrigado!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 4.8.06
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Éditos antigos que continuam bem actuais:
Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

SONS DA IBÉRIA


Nos dias de hoje para nos afirmarmos na sociedade e tentar fugir ao anonimato temos que ser especiais, diferentes, ter uma estrelinha que nos faça brilhar entre a multidão.O mesmo podemos aplicar às nossas cidades. Se pensamos em Braga, lembramo-nos do canudo, dos Arcebispos; se for Coimbra, são os Doutores, o Fado e a Universidade; ou mais recentemente se for a Costa Alenteja é o Sudoeste e a Zambujeira ou Mérida com o Festival de Teatro em Espanha.E nós por cá?!.....Pelo que tenho visto e pelo que vou sabendo temos algumas actividades culturais e musicais, mas convenhamos estamos a trabalhar para dentro!Porque não se aposta na realização de um evento que mobilize e leve até aos 4 cantos do país o nosso nome: Elvas. Ou melhor porque não aproveitar a nossa posição geografica e fazer deste acontecimento algo transfronteiriço e assim projectar-nos também do lado de lá do Caia até ao Mediterraneo.
A hotelaria, a restauração, o comércio e toda a economia local só teria a ganhar com isso!Espaço para realizá-lo parece que vamos ter, o Pavilhão Multiusos do Morgadinho.Falta agora pensar num fio condutor para este evento.Eu deixo o meu grão de areia: Festival Sons da Iberia - Fado, Flamengo, Gaitas, Cante Alentejano, "la jota", o Vira e o Malhão. Grandes nomes de um lado e do outro da raia num encontro ibérico de sons e musicalidades.Talvez a nossa estrutura local, incluindo o municipio, não tenham envergadura para levar em frente esta ideia, mas para isso existem acordos comerciais e não faltam no panorama nacional empresas que já deram provas de conseguir mover montanhas e realizar utópias!

Fica a ideia.....

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 3.8.06
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Durante cerca de um mês tiveram a palavra os visitantes e co-Conselheiros do blogue na Sondagem Popular sobre o nome do Pavilhão Multiusos.

Ficam os resultados:

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 2.8.06
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Depois de em Janeiro deste ano ter sido galardoado com o Prémio Zé de Mello'05 para o melhor sitio electrónico, eis que a Rádio Elvas apresenta uma nova imagem no seu sitio.
A cor amarela, imagem de marca da rádio, dá agora lugar a um ambiente mais relaxado e moderno do "site", apresentando uma imagem de cabeceira bem conhecida dos elvenses. Lugar ainda para as crónicas de João Vinagre e Manuel Carvalho (para quando as dos demais cronistas?), para as fotoreportagens e claro a emissão online. Como nota negativa a informação metereologica sobre Beja! Aos elvenses residentes e além mares interessa, talvez, a temperatura em Elvas e não na capital do Baixo Alentejo!
Também nesta data nasce um novo blogue sobre os "media" elvenses, depois do A Rádio em Elvas nasce agora o Rádio e TV na Cidade de Elvas, esperemos te-lo por cá muito tempo!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.8.06
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Em 1518 dá-se a primeira fundação, com a construção do primeiro convento num vale, próximo das muralhas de Elvas, graças a uma doação de terrenos feita por Genebra da Rosa e por Manoel Paçanha, fidalgo de Elvas devido à insalubridade do local a congregação passa em 1591 para o cimo da colina, junto ao Aqueduto da Amoreira. D. Fernando da Silva e sua esposa D. Beatriz de Brito, doadores de maior parte dos terrenos da edificação, são os padroeiros deste segundo edifício.

Devido à sua posição no alto da colina este trensforma-se em fortim das tropas espanholas em 1658 / 1659 aquando do cerco que viria a terminar com a Batalha das Linhas de Elvas. Para em 1691 ser recuperado e de novo acolher os Franciscanos. Contudo com as invasões francesas, volta a ficar bastante danificado pela artilharia da praça. Finalmente a 9 de Junho de 1834 é desocupado pela expropriação dos bens das ordens religiosas, passando a 13 de Maio de 1842 a servir de campo santo, instalando-se aí o cemitério: "A 13 Maio 1842 veio à camara a adm. militar para que dissesse se recebia ou não a igreja, tapada e jardim do exº convento para a formação do cemitério, como lhe foi concedido. Resposta que sim".

Desde essa data até aos dias presentes continuo com essa ocupação e caindo em continuo abandono até que em 2005 sofre importante obras de beneficiação para aí se instalar o Arquivo Histórico Municipal.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 31.7.06
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A 31 de Maio pedimos aqui uma mão de pintura para o Posto de Turismo do Morgadinho e pelo que se vê no local está quase terminada a obra!
Contudo há meses que este grafitti está no caminho coberto entre o Hospital de Elvas e as Portas de Olivença!
Será que não há no Palácio do Regedor alguém que o tenha visto!

Fica a proposta: Quando acabarem de pintar o Posto de Turismo do Morgadinho, e, se sobrar tinta, passem por ali!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 29.7.06

Um ano depois qual é o balanço que se pode fazer do zedemello.blogspot.com?
O blogue deste Velho Conselheiro nasceu de ouvir nas ruas de Elvas e em conversas de café as opiniões que rodeavam a auto-denominação do parque subterrâneo, e que fizeram com que houvesse a necessidade de publicitar as ideias não alinhadas com as que brotavam do Palácio do Regedor.
Passado um ano o tema que fez nascer este blogue volta à agenda e os comentários entre elvenses não mudaram muito dos daquela época, o que nos faz pensar que a razão da existência do blogue continua actual. Ao longo deste ano houve muitos temas aqui tratados, mas permitam-me que destaque os Prémios Zé de Mello’05 e a série de entrevistas mensais que nos propossemos fazer durante 2006, “na primeira pessoa”, agradecendo uma vez mais a Claúdio Ramos, António Abernú, Amadeu Lopes Sabino, Marco Painho , Cristina Eusébio e Aldina Amador a sua colaboração.
Um blog de intervenção. É assim que podemos apelidar este espaço de denúncia?
De intervenção é-o claramente pois é esse o principal objectivo da existência do blogue. Intervir opinando quando isto ou aquilo está mal, ou poderia sair melhor (olhemos o ainda “mamarracho” do elevador do dito parque subterrâneo. Seguindo o pensamento oficial do Palácio do Regedor, o nome deve ser de quem o constrói, apelidemo-lo então de “Mamarracho José A. Rondão Almeida”) ou ainda quando apenas temos opinião diferente, usando este espaço de liberdade para o expressar quer seja o Zé de Mello ou qualquer outro cidadão, para isso existe o correio electrónico sempre ao dispor dos elvenses .
"Aquilo que hoje se projecte irá definir a Nova Elvas,
a cidade do século XXI"

Quem visite o blog Zé de Mello vê um homem preocupado com a sua cidade e o seu concelho. Alguém que quer ver a sua terra avançar para um futuro positivo. Como caracteriza Elvas, neste momento, dado tudo o que tem acontecido neste ano? Parece-lhe que é uma terra em que a esperança pode continuar a existir ou, antes pelo contrário, aos poucos esta vai ser a porta de entrada de Portugal cada vez mais desprovida de estruturas, de pessoas e de valores?
O Zé de Mello é um optimista e idealista. Os tempos presentes são de grande revolução estrutural para a Cidade de Elvas sendo necessário um grande dinamismo empresarial para saber aproveitar as novas oportunidades que se adivinham no futuro. O papel do Palácio do Regedor terá obviamente um peso importante no futuro do burgo. Aquilo que hoje se projecte irá definir a Nova Elvas, a cidade do século XXI.
“Todos somos Elvas” é uma das suas frases mais habituais. Sente que a população da cidade vive esta frase verdadeiramente?
Penso que sim. Apesar do distanciamento entre os políticos e eleitores, em Elvas essa relação é menor. A grande amizade que os elvenses sentem pelo seu Regedor reflectem isso mesmo. Em sentido restrito esta frase quer reflectir uma democracia mais alargada, pois todas as opiniões devem ser tidas em conta na altura da decisão, mas em sentido mais lato Elvas são os seus moradores, nascidos ou não entre as suas muralhas e os que desde fora a sentem como uma cidade com grandes potencialidades e a continuam a acarinhar.
Ultimamente "encerrar" parece ser a palavra de ordem de Elvas. Como vê o futuro desta terra? (pergunta enviada pela Conselheira Xanu)

Aquilo que me parece é que há muito se vislumbrava que a Cidade de Elvas não podia continuar sendo a Elvas do século XIX, era, e continua a ser urgente, traçar para a Nova Elvas uma linha directiva forte e baseada em várias vertentes devolvendo-lhe o valor regional que esta já teve. A Plataforma do Caia é uma vertente mas não se deve basear apenas nela o desenvolvimento do burgo.

Acredita que a Plataforma Logística poderá, como a autarquia afirma, ser a tábua de salvação para o Concelho? (pergunta enviada pela Conselheira Xanu)

É uma oportunidade de ouro para o futuro do Concelho. Contudo, como já se disse anteriormente no blogue, falta a aposta de formação de profissionais e técnicos para aí exercerem. Nem a Universidade de Évora, nem o Instituto Politécnico de Portalegre nem mesmo a EPRAL ainda vislumbraram que aí fazem falta braços e cabeças e que estes necessitam de formação. O que vai acontecer? Que os operários de baixa formação serão portugueses com ordenados "à portuguesa" enquanto os quadros serão espanhóis. Há que alertar os estabelecimentos de ensino para esta nova realidade que ai vem.

O turismo poderá ser a base para o futuro desta cidade? (pergunta enviada pela Conselheira Xanu)

Passa evidentemente também por aí. Mas nesse assunto o Palácio do Regedor está na estaca zero. Apesar de existir uma Técnica Superior nos quadros (que neste momento não exerce) não se tem promovido nem trabalhado na organização, promoção e acolhimento ao turista e visitante. Primeiro por estarmos orgulhosamente sós e agora prisioneiros duma moribunda Região de Turismo que nada tem feito por Elvas, apesar desta ser responsável por grande parte do seu orçamento.

"Não existe em Elvas suficiente cultura democrática"

Ainda que não possa revelar a sua identidade, como é a sua relação com a sua cidade? Sente-se mais elvense a cada dia que passa?

Dos muitos blogues portugueses que conheço podemos contar com uma mão aqueles que se dedicam em exclusivo a um tema e o blogue deste Velho Conselheiro é exclusivamente sobre Elvas. Esse facto faz com que a relação entre o Zé de Mello e Elvas se tenha enraizado cada vez mais, esperando que a reciprocidade seja a mesma. Hoje em dia este Velho Conselheiro pelo que já viveu durante este ano fá-lo ser cada dia mais Elvense, Regionalista e Ibérico. O futuro vai provar que ser Elvense vai significar também ser transfronteiriço, e, com a regionalização, Elvas terá que se afirmar ao mesmo tempo no Alentejo e na Extremadura Espanhola.
É possível demarcar uma fronteira sobre Elvas antes e depois do Zedemello.blogspot.com?
Apesar de não ser essa a intenção do Zé de Mello seria contudo muito cedo para se fazer essa consideração, tendo em conta que as visitas diárias ao blogue rondam uma média de 72 entradas, que é um número insignificante. Contudo é com algum orgulho que somos referenciados em alguns metablogues como o blogue de referência de Elvas. Na blogosfera nacional Elvas já é sinónimo de zedemello.blogspot.com.
O facto de não poder revelar a sua identidade acaba por ter a sua graça. São muitos os que perguntam quem é o Zé de Mello. Muitos acham que alguém de dentro da Câmara, outros acreditam que o Zé de Mello é mais do que uma pessoa. Tudo isto cria um clima misterioso, quase como que um “Zorro” defendendo os cidadãos. Sente-se um Super-Herói?
(Risos) De forma alguma. Quanto muito o eco de alguma consciência colectiva da cidade virtualizado na figura do Zé de Mello.
Agora mais a sério. O não revelar a sua identidade prende-se com o que? Com o simples facto de se tornar mais fácil para si movimentar-se nos meandros da cidade, políticos, sociais, desportivos, recolhendo as informações que precisa, ou é um verdadeiro receio pela repressão de que poderia ser alvo?
Com uma existência virtual o Zé de Mello trabalha sobretudo sobre aquilo que existe na Internet. A informação chega primordialmente pelo computador quer seja pelas rádios, jornais ou portais. Veja-se o exemplo do Jornal “O Despertador” que sendo um periódico elvense sem sitio electrónico na prática não existe como fonte de informação para o Zé de Mello.
Quanto à repressão penso que essa palavra morreu a 25 de Abril de 1974, mas existem concerteza outras formas de silenciar as vozes destoantes.

Apareceu há um ano e desde essa altura tem mantido em segredo a sua identidade. Porquê? Para tornar mais "animado" ou por receio de sofrer represálias? (pergunta enviada pela Conselheira Xanu)

Nunca o Zé de Mello imaginou que esta brincadeira se tornasse num assunto tão sério. Pensar em abandonar esta personagem virtual é impossível, pelo menos por agora. Se se soubesse quem manipula o Zé de Mello concerteza haveria represálias. Não existe em Elvas suficiente cultura democrática.

Se não fosse o Zé de Mello, quem pensaria que seria o Zé de Mello? (Esta é mesmo escusada, eu sei, mas não perco nada em tentar. Ah ah ah!!!)
Ao longo deste ano já deram diversas identidades ao Zé de Mello. O que espero é que por esse motivo os vários “pseudo Zés” não tenham recebido qualquer pressão pessoal ou profissional.

Não lhe vou perguntar quem é, esta é até a minha pergunta mais básica, mas o zedemello.blogspot.com é mais do que uma pessoa?

Nunca se sabe! o Zé de Mello é na realidade aquilo que o povo quiser imaginar que é!

"Não somos oposição ao Regedor!"

O blog zedemello.blogspot.com é um blog com uma regularidade impressionante. É quase um periódico dentro da blogosfera. Isso deve tormar-lhe muito tempo. Partindo do principio que tem uma profissão extra-internet, como consegue manter a actualidade do blog, sempre tão informativa/acusativa/formativa?

Disciplina. Ouvir pelo menos uma vez por dia os noticiários radiofónicos da RRElvas e da Radio Elvas, ler a edição online do Linhas de Elvas e consultar o TudoBen.com e o Sitio Electrónico do Palácio do Regedor. Em média são 30 minutos diários de investimento no blogue mais 1 hora aos fins-de-semana.

Podemos considerar o Zé de Mello um diplomata? Digo isto porque foi sempre alguém que tendo que o fazer apontou o dedo ao que estava mal. Mas também já o vimos a apontar o que está bem feito. Isto será uma protecção para o dia em que decidir dar a cara?
De forma alguma. O Zé de Mello não é um “velho do Restelo” e quando alguma coisa está na verdade feita de forma que lhe parece correcta dá a mão à palmatória e congratula-se com o facto. Não somos oposição ao Regedor! Somos oposição aquilo que se faz encima do joelho sem visão de futuro ou que simplesmente não concordamos. A isso chama-se democracia. Inclusive num dos assuntos que marcou a agenda deste ano começámos por defender intransigentemente a manutenção da Maternidade elvense mas com o evoluir da discussão percebemos que nas condições actuais mantê-la seria atentar contra a vida das mães e seus filhos.
Qual é o sentimento que considera que o executivo da Câmara Municipal tem por si, passado um ano sobre o nascimento do Zé de Mello?
Na verdade não interessa. O Zé de Mello acordou do seu sono para exteriorizar o pensamento de parte da sociedade elvense e não para ser oposição ao Regedor. Contudo sabe este Velho Conselheiro que é lido assiduamente no Palácio e por quem nele tem funções decisórias.
Dê-me a sua opinião, sem diplomacia, mas com toda a sinceridade que puder:
a) Sobre o Presidente da Câmara, Rondão Almeida – um politico que soube aproveitar os dinheiros da Europa para dotar a sua cidade de infra-estruturas. Um homem do povo que trabalha, na sua óptica, para o povo. Tiro-lhe o chapéu porque durante anos conseguiu que a cidade fosse o exemplo de progresso para o Alentejo. O que receamos é que nesta altura não saiba mudar a agulha e ver que o comboio tem que tomar outra via.
b) Sobre o Executivo da Câmara Municipal de Elvas – uma orquestra que vai tocando porque tem um bom maestro.
c) Sobre a oposição ao Executivo da Câmara Municipal de Elvas – oca, cómica e sem um projecto alternativo. O modelo actual de funcionamento dos órgãos autárquicos terá que ser alterada, dando dignidade à Assembleia, onde se deve fazer a oposição e deixando constituir apenas à força maioritária o executivo.
d) Sobre o trabalho das instituições de qualquer cariz, em Elvas – um dos problemas das pequenas cidades é a falta de apoios vivendo no vício da sobrevivência à sombra do Palácio do Regedor. A única instituição que saiu desse abrigo foi o Movimento pró - maternidade, que logo foi apelidado de oposicionista. Penso que neste momento será esse um dos principais problemas da cidade, a falta de cultura democrática, que tenderá a esvaziar as colectividades, tradicionais núcleos dessa pratica.
e) Sobre os Elvenses enquanto povo – sempre foram um povo de luta moldado pelo perfil do burgo que nos últimos anos evoluiu para uma visão mais aberta e que espero na próxima geração seja mais universalista e menos conservadora.
f) Sobre o Zé de Mello – uma mistura de Quixote e Sancho Pança.
Outra das áreas a que se dedica muito é à história da cidade e do Concelho. Parece-lhe que conhecer o passado pode trazer um futuro melhor a esta cidade?
Se olharmos para o tecido empresarial da cidade e para o futuro este passa por duas vertentes que estão contempladas no projecto de cidade que o Regedor apostou para Elvas: a logística, com a construção na zona do Caia das infra-estruturas necessárias a colocar Elvas nas rotas económicas da Península; e o turismo de base cultural apostando na riqueza patrimonial do centro histórico que só poderão ser usufruídas e preservadas se houver o seu conhecimento.
O que pensa dos “conselheiros” que, habitualmente dão a opinião nos seus posts? O anonimato parece servir para se ser construtivo e nada construtivo. Parece-lhe que há comentários que seriam escusados?
O blogue quer-se aberto a todos, pois da discussão de ideias contrárias nasce a luz e o consenso, o qual poderá traduzir-se na evolução pessoal e colectiva. O Zé de Mello não se pronuncia sobre a validade dos comentários, apenas poderá contestar a sua idiossincrasia. Alias, apenas em duas situações tivemos que apagar algum comentário anónimo que explicitamente ofendia gratuitamente terceiros sem contribuir para a discussão dos éditos.
Já teve a tentação, em alguma altura, de ser mais rude com algum “conselheiro”?
Se alguma vez tive essa tentação ou cometi esse erro, rapidamente me lembrei que Todos Somos Elvas e que todos contamos para a construção da cidade.
Parece-lhe que muitos dos comentários no seu blog são feitos por cidadãos comuns ou por gente dentro das instituições e com responsabilidades maiores? Falo dos anónimos, claro.
Há de tudo para todos os gostos. É essa também uma das receitas que tem feito deste blogue um espaço de discussão e democracia. Quando o blogue nasceu existia um blogue da Juventude Socialista elvense, que desapareceu mais ou menos nessa época. Ao contrário do que se passa noutras cidades, vilas ou aldeias aqui não existem blogues ou páginas electrónicas das concelhias partidárias. Para o Zé de Mello a sua existência seria uma mais valia, bem como a continuada existência de mais blogues aqui sedeados.
Entrevista conduzida por Pedro Gama

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 28.7.06
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Éditos antigos que continuam bem actuais e no caso concreto depois de 6 meses nada se vê fazer para terminar com a floresta sobre os telhados elvenses:
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006
ADEUS ÀS ANTENAS


Resolveu o Palácio do Regedor no seu último conclave, realizado ontem, levar a cabo uma operação de estética de grande envergadura no burgo. A substituição no centro histórico das antenas de televisão pelo serviço de televisão digital por cabo, gratuitamente para os canais abertos portugueses e 4 do Reino de Espanha. Desta forma para além da melhoria da recepção é também disponibilizado de forma geral o acesso aos restantes serviços da empresa prestadora do serviços (Pay Tv e ADSL).
Parece-me uma medida louvável que vai acabar com a poluição visual produzida pelos tubos metálicos que povoam os telhados de Elvas.
Mas uma ideia me perturba: nesta fase de conclusão das infrastruturas nas ruas do centro histórico, será que estas estão preparadas para receber este serviços ou vamos ver a cidade de novo esburacada?

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 27.7.06
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Este foi o título com que no dia 20 de Julho Vasco Pulido Valente , assinou a sua coluna no www.publico.pt. Reproduzimos aqui a opinião de um dos mais cotizados fazedores de opinião da Nação.

«Eleito em 1993,(Presidente da Câmara de Elvas) Rondão já deu o nome a um parque de estacionamento subterrâneo, a um lar de idosos na aldeia de Vila Fernando e ao bairro social em Santa Eulália. Agora o novo "pavilhão multiusos" também recebeu a glória (e a virtude) de ser pela eternidade fora o "Coliseu Rondão de Almeida". E isto, confessou Rondão, "não vai ficar por aqui". Esperemos que não. Com o tempo, e não muito, até a própria Elvas se chamará Rondónia e a família de Rondão passará em triunfo para a toponímia da terra. Segundo Rondão, a "vontade do povo" está na origem destas demonstrações de fervor e respeito. Durante 12 anos o povo insistiu em pôr o nome heróico de Rondão às várias maravilhas que ele ia fazendo. E ele com a maior modéstia recusou. Mas, pouco a pouco, percebeu que não devia "subestimar" o sentimento geral e consentiu que o bairro de Santa Eulália se apresentasse orgulhosamente ao mundo como o "bairro Rondão". Foi o fim. Daí em diante, as sete freguesias do concelho deixaram transbordar o seu entusiasmo. Todas queriam o nome de Rondão numa qualquer obra de Rondão. Apareceu logo em Vila Boim um abaixo-assinado (com um propósito ainda misterioso) e a Terrugem levou mesmo o delírio à ideia de um "busto", coisa que o modelo sabe e aprova. A Rondónia, inteirinha, ama Rondão.»

Montagem Fotográfica publicada a 10 de Outubro de 2005

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 26.7.06
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O ex-presidente da Câmara Municipal de Elvas e proprietário do Museu da Fotografia, João Carpinteiro, ameaça levar de Elvas todo o espólio fotográfico, até final do corrente ano, para outra localidade portuguesa ou até para Espanha. A introdução do estatuto de municipal ao museu “à revelia” do proprietário e a “falta de manutenção” do espaço, propriedade do município, são apenas duas das razões apontadas por João Carpinteiro para equacionar a deslocalização do museu.
A insatisfação do ex-autarca levou entretanto alguns congéneres espanhóis e portugueses a avançarem com propostas para a instalação do museu em cidades como Madrid, Cáceres, Mérida e Badajoz (Espanha), assim como em Tavira, Silves, Lagos e Lisboa. EXAUSTO“Prefiro manter o museu em Elvas que é a minha terra. Mas a falta de apoio é de tal ordem que desde a inauguração do museu, em 2003, não foi colocada pela Câmara uma única placa em toda a cidade a indicar o local da exposição”, disse João Carpinteiro ao CM.O ex-autarca, que diz ter chegado “à exaustão”, acrescentou ainda que a autarquia não se digna sequer a arranjar os aparelhos de ar condicionado e o quadro eléctrico do museu, instalado no antigo Cinema São Mateus. “Está sempre a disparar. Por 500 euros não é comprada uma lâmpada para o projector.” João Carpinteiro diz não ter dinheiro para “aguentar o barco” e considera que o acordo entre a autarquia e a Fundação João Carpinteiro, detentora de todo o espólio, terá de ser revisto.“Recebemos da autarquia 19 mil euros em três anos e vivemos de donativos. Se não atribuíram o estatuto municipal ao museu de Arte Contemporânea, o Museu de Fotografia também não o deve ter, de modo a podermos encontrar outras soluções financeiras. Vender está fora de hipótese, apesar de um coleccionador já ter oferecido um milhão de euros pelo espólio do museu, que tem apenas um terço dos objectos ligados à fotografia na posse da fundação”, disse João Carpinteiro. Contactados pelo CM, os responsáveis da Câmara Municipal de Elvas não quiseram prestar declarações.TREZE MIL VISITASEm quase três anos, o Museu recebeu 13 mil pessoas, entre portugueses, espanhóis, brasileiros, japoneses e argentinos.“As pessoas não dão com o museu porque não há sinalética. Todos os visitantes têm vindo ao museu porque temos sempre exposições temporárias e outras actividades culturais que animam e dão vida ao espaço”, acrescentou João Carpinteiro, salientado que muita gente visitou “o museu gratuitamente” e outras “pagaram apenas um euro”.Constituído por salas de exposição, auditório, biblioteca e laboratório, o museu integra uma valiosa colecção de câmaras fotográficas desde 1860, bem como diverso material ligado à actividade, brinquedos fotográficos e um banco de imagens com 2750 fotografias do concelho de Elvas.
PERFIL - João Manuel Valente Pereira Carpinteiro, 62 anos, casado, natural de Elvas, começou a interessar-se pela fotografia quando tinha apenas dez anos. Em 1969, comprou o primeiro material fotográfico para a sua colecção, que manteve em perfeitas condições numa cave da sua habitação. Depois de ter desempenhado vários cargos de autarca, entre os quais o de presidente da Câmara Municipal de Elvas durante dois mandatos – entre 1985 e 1993 – criou a Fundação João Carpinteiro, em 1998, detentora de todo o espólio fotográfico. Em Novembro de 2003 foi inaugurado o Museu da Fotografia.Apaixonado pelo coleccionismo, João Carpinteiro tem ainda uma colecção de 300 presépios e cerca de cinco mil porta-chaves.

in: Correio da Manha

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