edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 25.7.06
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O Palácio do Regedor de Elvas conseguiu ultrupassar as dividas de anteriores mandatos e ao longo dos treze anos de gestão de Rondão Almeida é apontado a nível nacional como o bom exemplo de município eficiente:
  • 27 000 habitantes.
  • 278 funcionários.
  • 31,3 M de Euros de Receita total (2005).
  • 25,5 M de Euros de Despesa total (2005).
  • Gastos com pessoal: 40% da despesa corrente.
  • Endividamento total: 269 mil euros.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 24.7.06
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Não há locutor / animador!

Não há informação!

Que se passa na Renascença Elvas?

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 24.7.06
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«O Palácio do Regedor afixou avisos em todas as fontes públicas do Concelho cuja água não se encontra em condições de ser consumida. Porém, por inconsciência ou vandalismo, há quem se ocupe a retirar esses avisos… Assim, aqui se deixa a lista das fontes onde a água não deve ser usada para consumo humano:
  • Elvas - Fonte de Gil Vaz, Fonte da Prata, Fonte da Piedade, marco da Fonte Nova, Fonte dos Clérigos, Fonte das Pias, Fonte da Biquinha e Fonte da Pedra;
  • Vedor - marco fontanário;
  • São Vicente - Fonte das Duas Bicas;
  • Santa Eulália - Fonte das Quatro Bicas;
  • Barbacena - Fonte da Senhora do Paço, Fonte da Nazaré, Fonte do Largo da Feira e Fonte Velha;
  • Terrugem - Fontanário junto à Escola;
  • Vila Boim - Poço do Rossio, Fonte das Bicas (bica da esquerda), Fonte do Baldio e Fonte da Madalena.

A água desta fontes não deve ser bebida, excepto se for fervida ou desinfectada antes de ser consumida. Se a água se destinar a beber, deite duas gotas de lixívia por cada litro de água. Se a água se destinar a lavar alimentos a consumir sem ser cozinhados (frutas ou legumes), deite dez gotas de lixívia por litro de água. Não utilize lixívias perfumadas ou com detergente; depois de deitar a lixívia na água, espere 30 minutos, para dar tempo que o desinfectante actue.»

Fonte: www.cm-elvas.pt

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 21.7.06
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«Pavilhão multiusos abre em Setembro após obras de 7,5 milhões de euros
O pavilhão multiusos de Elvas vai ser inaugurado em Setembro, num investimento de 7,5 milhões de euros, e que transformou a antiga praça de touros no novo equipamento, disse hoje à agência Lusa fonte da câmara.
O novo pavilhão multiusos coberto ficará com capacidade para 6.100 espectadores e irá servir para a realização de concertos, espectáculos musicais e tauromáquicos, actividades culturais, desportivas e exposições.
O pavilhão vai designar-se Coliseu José Rondão Almeida, ligando a infra-estrutura ao nome do actual presidente do município, eleito pelo PS.
O programa de inauguração vai decorrer ao longo de um mês, abrangendo o período da feira de S.Mateus e romaria ao Senhor Jesus da Piedade, com iniciativas que envolvem as várias vertentes da funcionalidade do pavilhão.
De acordo com a autarquia, estão em curso os arranjos exteriores, enquanto no interior do equipamento decorrem os acabamentos, tendo já sido colocadas cadeiras nas bancadas e instalado o marcador electrónico.
A Câmara Municipal de Elvas comprou a praça de touros da cidade, situada numa zona conhecida por Morgadinho, à Santa Casa da Misericórdia por 325 mil euros, em Dezembro de 2003. »

IN: Agência LUSA

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 20.7.06
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Esta localidade, a única em Portugal que esta atravessada ao meio por uma auto estrada, será no futuro uma nova centralidade no desenvolvimento do Concelho.
Hoje em dia é uma aldeia fantasma, a pior área de serviço da Europa e a degradação urbanística é bem evidente para quem passa pela A6. As estruturas aduaneiras fechadas e ao abandono, as residências da antiga Guarda Fiscal às aranhas, o posto de turismo/bar do ICEP fechado e substituído por nova estrutura, a Capela do Caia servindo de abrigo aos seus morcegos e todas as zonas verdes e quintais verdadeiras selvas.
Enquanto se aguarda o estudo de desenvolvimento para a zona Sochinhas/Caia, e antes da putativa discussão pública, quer este Velho Conselheiro deixar também o seu grão de areia.
Que solução para aquela localidade?

Na minha opinião aquela zona deverá vocacionar-se como uma zona de apoio e habitacional para a futura Plataforma Logística. Ali se deveriam localizar restaurantes, hóteis e cafetarias para usufruto dos trabalhadores da zona, mas também uma zona residêncial que possa acolher os técnicos e quadros superiores das empresas que se instalem na Plataforma do Caia. A negociação com o Ministério da Administração Interna para a venda a preço simbolico de vários edificios no Caia de modo a libertar espaço de modo a que se possa urbanizar dignamente e com qualidade para oferecer uma alternativa para a fixação naquele lugar e que não fujam para Badajozos futuros trabalhadores da dita Plataforma. Dar uma centralidade ao Caia e não o abandonar!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 19.7.06
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Com o encerramento do RI8 é-nos anunciado com pompa e circunstância que aquele espaço será transformado em Museu Militar. Da parte do Palácio do Regedor fala-se em Museu Militar Nacional (?!!) enquanto o Exército apenas se refere a este como Museu Militar.
Segundo aquilo que este Velho Conselheiro pode apurar o Exército dispõe de dois Museus Militares, em Lisboa e Porto, sendo que o Museu Militar de Elvas, sito no Forte de Sta. Luzia está dependente do de Lisboa. Para além destes encontramos ainda em Portugal outros Museus Militares em Buçaco, Bragança e Aljubarrota com várias tutelaridades.
No que diz respeito a Museus Nacionais estes estão sobre a tutela do Ministério da Cultura da Nação (exemplos: Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional do Azulejo, Museu Nacional do Teatro, Museu Nacional de Soares dos Reis, etc...), constituindo uma Rede Portuguesa de Museus aos quais se juntam outros Museus Municipais, Regionais e Particulares. Note-se que após um perído de não aceitação de candidaturas a integrar a dita rede, para a devida definição estratégica e legislativa, está novamente aberta a novas adesões.
Sabe-se que neste momento tudo aponta a que o Exército ali venha a instalar um primeiro (?) pólo dedicado à Guerra do Ultramar, e com inauguração prevista para 14 de Janeiro de 2008, abrindo assim o Museu Militar de Elvas.
Ora exposto isto tem este Velho Conselheiro várias dúvidas:
  1. Porque é que nenhum dos Museus Municipais integra a Rede Portuguesa de Museus?
  2. Porque não promove o Palácio do Regedor um acordo tripartido com o Ministério da Defesa Nacional e o Ministério da Cultura da Nação para verdadeiramente transformar o futuro Museu Militar em Museu Nacional?
  3. Que futuro se prepara ao Museu Militar do Forte de Sta. Luzia?

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 18.7.06


Procedeu-se ontem à reabertura do Posto de Turismo da Praça Nova, depois de algum tempo fechado, eis que aquele espaço surge de cara lavada e parece que o sonho deste Velho Conselheiro afinal não estava errado e as funcionárias já têm farda!!
Quanto ao espaço em si apresenta-se fresco, mais atraente e com a possibilidade de acesso à internet gratuitamente para os turistas estando baseado na imagem do "Norte Alentejano", apesar da região de turismo ainda não ter editado nenhum dos folhetos previstos sobre a Cidade, desde que esta aderiu à mesma!

Seguir-se-á agora a mão de pintura que pedimos para o Posto de Turismo do Morgadinho?

Já agora alguém me diz quais os monumentos "visitaveis" em Elvas?
Igreja das Dominicas? Castelo? Sé? Igreja dos Terceiros? Igreja de S. Domingos? Museus?
Temos acolhimento de qualidade no Posto da Praça Nova e depois o conteúdo falta ou é mal aproveitado:
  • Percurso pelas muralhas seiscentistas (Portas de Olivença / Viaduto / Portas da Esquina) - Cheio de ervas e sem calcetamento. (veja o édito de 8 de Setembro do ano passado)
  • Miradouro do Castelo - terra, buracos, ervas e fezes de cães e até humanas!
  • Igrejas encerradas!
  • Museus às aranhas!
  • Sinalização Turística - zero!

Outro tema também aqui abordado à tempos, tem a ver com a Torre Fernandina! Quando é que esta abrirá aos turistas? (veja o édito de 12 de Agosto do ano passado)

Também é urgente que o Regedor se aperceba que hoje em dia quando um turista se prepara para a sua viagem este fa-lo atravez da internet, e diga-se que o Sitio Electrónico do Palácio do Regedor nada, repito, nada ajuda a vender a imagem de Elvas como destino de viagem. Não há informação sobre hoteis e restaurantes! Não há informação sobre percursos, monumentos visitaveis e horários de visita! E claro o pouco que existe é em português quando o maior mercado de Elvas fala espanhol e depois a língua internacional - o inglês! E não digam que isto também está dependente de Portalegre porque no fundo promover a marca Elvas é obrigação do Regedor e da sua equipa e não de nenhuma Região de Turismo, muito menos agora que estas irão desaparecer!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 17.7.06
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Estava agendado para dia 12/07 mais um conclave do Palácio do Regedor. Não sei se teve lugar pois nenhum orgão de comunicação fez eco das deliberações. Na Ordem de trabalho estava agendado a rescisão do Contrato de Construção da antiga Praça de Touros com a empresa Somague, por imcumprimento desta.
Recordemos que esta obra é na verdade uma complexa utilização de técnicas e métodos pouco vistos pelo burgo e que está a tornar a antiga Praça de Touros num moderno edifício multiusos, que pela sua localização numa das entradas da Cidade marca desde já a nova fisionomia de Elvas.
Recordemos também que esta tinha a conclusão prevista para Setembro de 2005 e agora é apontada para Setembro deste ano.
Recordemos ainda que a Somague é uma das principais construtoras de Portugal, participando em grandes obras no nosso território e também com participações em construções em vários continentes. Mais de um ano de atraso sobre o prazo previsto é razão mais que suficiente para rescindir com esta empresa as obras e passar a responsabilidade da sua conclusão para obras de ajuste directo por parte do Palácio do Regedor.
Tiro o chapéu ao Regedor que estratégicamente esperou pela altura correcta para o fazer, poupando aos cofres municipais alguns euros, pois além dos custos previstos para a conclusão, as multas e cauções entregues pela Somague serão ainda suficientes para custear os primeiros espectáculos ali realizados.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 14.7.06
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Olhemos hoje para o Património de origem portuguesa espalhado pelo mundo, são 21 sítios em 15 países em 3 continentes, vejamos pois:
 Sítio arqueológico de Qal’at al-Bahrain, Bahrain. Ano de classificação: 2005 - O forte (qal'al) português na antiga capital de Dilmiun era um importante entreposto comercial nas rotas ultramarinas.
 Missões Jesuítas dos Guaranis: Santo Inácio Míni, Santa Ana, Nossa Senhora do Loreto e Santa Maria Maior, Província das Missões, Argentina e Ruínas de São Miguel das Missões, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Ano de classificação: 1983; Extensão: 1984 - Ruínas de varias missões jesuitas dos sec. XVII e XVIII.
 Centro Histórico de São Salvador, Estado da Bahia, Brasil. Ano de classificação: 1985 - Foi a 1ª capital do Brasil entre 1549 e 1763, tendo sido ai estabelecida o primeiro mercado de escravos.
 Centro Histórico de São Luís, Estado do Maranhão, Brasil. Ano de classificação: 1997 - Exemplo da planificação urbanistica do sec. XVII duma colónia portuguesa.
 Centro Histórico de Diamantina, Estado de Minas Gerais, Brasil. Ano de classificação: 1999 - Centro de Exploração de diamantes no sec. XVIII.
 Centro Histórico de Goiás , Estado de Goiás, Brasil. Ano de classificação: 2001 - Mais um exemplo do modelo colonial português e da sua adaptação ao território.
 Centro Histórico de Olinda, Estado de Pernambuco, Brasil. Ano de classificação: 1982 - Centro de Exploração da Cana de Açucar desde o sec. XVI, testemunha a presença portuguesa e ocupação holandesa através do seu rico património edificado.
 Centro Histórico de Ouro Preto, Estado de Minas Gerais, Brasil. Ano de classificação: 1980 - a riqueza que chegava a Portugal em oitocentos tinha ponto de partida nesta cidade mineira.
 Santuário do Bom Jesus de Matozinhos em Congonhas, Estado de Minas Gerais, Brasil. Ano de classificação: 1985 - uma imagem do Minho português em pleno Brasil com a arte do Aleijadinho.
 Centro Histórico de Macau, região administrativa especial de Macau, China. Ano de classificação: 2005 - Ponto de encontro entre o Oriente e o Ocidente.
 Cidadela de Fasil Ghebbi, região de Gondar, Etiópia. Ano de classificação: 1979 - esta cidade-fortaleza foi residência dos imperadores Fasilides, sendo uma mistura das influencias arabes e hindus com o barroco dos missionários portugueses.
 Ilha de James e áreas relacionadas, distritos do Baixo Niumi e Alto Niumi e Município de Banjul, Gambia. Ano de classificação: 2003 - Conjunto de ilhas ao longo do rio Gambia que testemunham o trafego de escravos e sua abolição, bem como o corredor natural que este rio significava para o interior africano.
 Fortes e castelos em Volta, Greater Accra, regiões central e oeste, Gana. Ano de classificação: 1979 - também este já mencionado no anterior édito dedicado ao património fortificado e classificado, é mais uma testemunha do passado português.
 Igrejas e Conventos de Goa, Estado de Goa, Índia. Ano de classificação: 1986 - Antiga capital da India portuguesa, inclui a Igreja do bom Jesus, onde está sepultado S. Francisco Xavier, são um exemplo da evangelização do Oriente.
 Cidade portuguesa de Mazagão (El Jadida), região de Doukkala-Abda, Província de El Jadida, Marrocos. Ano de classificação: 2004 - Para além da fortaleza maritima inclui ainda igrejas de estilo manuelino.
 Ilha de Moçambique, Província de Nampula, Moçambique. Ano de classificação: 1991 - Mais uma fortaleza na rota da India.
 Missões Jesuítas da Santíssima Trindade do Paraná e Jesus de Tavarangue, Itapua, região Oriental, Paraguai. Ano de classificação: 1993 - Missão Jesuita ao longo do Rio de la Plata
 Ilha de Gorée, na região de Cabo Verde, Senegal. Ano de classificação: 1978 - Hoje em dia é um centro de reconciliação depois das multiplas nações europeias a terem utilizado como escala nas rotas esclavagistas.
 Cidade Velha de Galle e as suas fortificações, Província do Sul, Sri Lanka. Ano de classificação: 1988 - Fundada no sec. XVI pelos Portugueses é um exemplo da miscinação entre a arquitectura asiática e europeia do sec. XVIII.
 Ruínas de Kilwa Kisiwani e de Songo Mnara, região de Lindi, distrito de Kilwa, República Unida da Tanzânia. Ano de classificação: 1981; Inscrição na Lista do Património Mundial em perigo: 2004 - Outro entreposto na rota das Indias Orientais.
 Bairro Histórico da Cidade de Colónia do Sacramento, delegação de Colónia, Uruguai. Ano de classificação: 1995 - Fundada pelo portugueses no Rio de la Plata, e posteriormente conquistada pelos espanhóis é uma exemplo claro do estilo colonial ibérico.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 13.7.06
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Com o aproximar da data de inauguração do Coliseu Cidade de Elvas, avolumam-se as opiniões abalizadas sobre esta estrutura elvense. Em 29/05, Filipe La Féria veio a esta Cidade, para visitar o equipamento quase pronto e reunir com o Regedor.
A inauguração deste espaço deverá acontecer em Setembro, alguns dias antes das Festas da Cidade e com a forte possibilidade de Filipe la Féria produzir a gala de abertura, à semelhança do que aconteceu recentemente com o Campo Pequeno, em Lisboa.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 12.7.06
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Um ano na blogosfera:

Após o período estival, está de regresso este Velho Conselheiro, e, como podem comprovar com nova cara, mais fresca e jovial, esperando também que o novo layout permita uma mais fácil consulta aos vários temas, rúbricas e acessórios do blogue. Esperemos que agrade!

Para celebrar um ano do blogue, no próximo dia 29 de Julho, e, acedendo a um convite antigo para uma entrevista por parte de um meio de comunicação local, decidimos aceder mas publicando-o aqui no blogue. Contudo não queremos deixar os nossos visitantes e co-Conselheiros de fora de tal iniciativa, pelo que todos poderão endereçar as suas perguntas, dúvidas e curiosidades para o nosso correio electrónico ou utilizar o Bloco de Notas. A coluna vertebral estará então a cargo do percursor da ideia complementada pelas questões por vós colocadas. Contamos com todos.

OBJECTIVO: NOVA ELVAS

Durante a ida do Zé de Mello "a banhos" ficou aberta a discussão para este édito, que mereceu também edição online pelo Linhas de Elvas, mas para tristeza e perplexidade deste Velho Conselheiro poucos foram os comentários ali colocados e a discussão de uma ideia e objectivo colectivo para a Cidade de Elvas ficou assim por fazer. Esperemos que por parte do Palácio do Regedor também o tenha lido e caso o entendam o tomem em consideração e assim se possa atingir este objectivo de tornar Elvas a segunda cidade do Alentejo.

O Elvas CAD

Depois de mais um periodo complicado para o futebol profissional da cidade temos de novo direcção à frente d'O Elvas, encabeçada pelo Vereador PSD/CDS-PP Eurico Candeias. Foi a única solução encontrada e apenas após a benção do sócio, ou do Regedor (?), Rondão Almeida quanto à continuação da subsidiodependência do clube. Uma forma de queimar o vereador da oposição no Palácio do Regedor ou "dar-lhe uma bola para brincar"?

Mundial da bola

Pelo que sei no nosso burgo o Palácio do Regedor não entrou na onda dos ecrãs gigantes de forma a permitir a comunhão de emoções por parte dos Elvenses pela sua Selecção de Futebol, pelo que após o visionamento dos jogos em casas particulares ou cafés e associações dirigem-se para a rotunda do tribunal para celebrar as vitórias em grupo.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.7.06
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Este século XXI vai trazer uma nova filosofia para a Cidade de Elvas.
Ao longo da sua história Elvas sempre teve como objectivo central da sua existência, a cultura militar. Primeiro como castro lusitano, opidum romano, cidadela taifal e com a reconquista tornou-se na peça fundamental da defesa da linha fronteiriça portuguesa, projecto de cidade que durou até ao sec. XX.
Com a reformulação introduzida com a adesão de Portugal à CEE, hoje U.E., a fronteira desapareceu, continuando hoje apenas com definição territorial administrativa e linha imaginária para o colectivo raiano, ao qual se junta o fenómeno da globalização e da aldeia global que vêm trazer novas preocupações económicas a um país periférico da Europa e mais ao Alentejo, uma das regiões mais empobrecidas da Zona Euro.
Se durante 1.000 anos a vantagem de Elvas foi a sua situação geoestratégica, continua a ser essa a sua mais-valia no panorama regional, nacional e ibérico. Essa posição é reconhecida pelo governo da nação quando decide aqui colocar uma plataforma logística que sirva de interface ao comércio entre Portugal e Espanha, complementada pela vontade do Governo Regional da Extremadura que de igual modo prepara para a mesma zona uma estrutura similar, estando em estudo a possibilidade da gestão conjunta das duas plataformas.
Outro acontecimento que se tem manifestado, quer a nível nacional como internacional é a migração das populações para os grandes centros urbanos em detrimento dos espaços rurais. Com a regionalização, que se antevê para breve, a nível regional desaparecerão as “capitais de distrito” que detêm alguns serviços administrativos para serem aglutinados na futura capital regional, Évora, que segundo vários estudos se deverá afirmar como a única cidade média na região alentejana.
Tendo por base este cenário, que concordarão não andará muito longe da realidade actual, Elvas terá que se preparar para novos desafios, reposicionando-se não só a nível regional como nacional e porque não assumir na Europa o seu papel de vértice na articulação peninsular.

Segundo o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, que terá discussão pública no próximo 10 de Julho na CCDR Alentejo em Évora, e que pode conhecer aqui, vem clarificar o antes dito:

  • O Alentejo não possui cidades de dimensão relevante e tem na debilidade do seu sistema urbano um dos grandes entraves ao desenvolvimento. O sistema urbano é estruturado, a nível superior, por Évora, Beja, Portalegre, Elvas/Campo Maior, Sines/Santo André/ Santiago do Cacém - dos quais apenas Évora se aproxima dos 50 mil habitantes e é a única com dinâmica claramente positiva - e complementado por outras centros de pequena dimensão, como Estremoz, Vendas Novas, Ponte de Sor e Moura.
  • A futura organização do território do Alentejo irá depender da forma como se conseguir articular a situação de partida com os seguintes elementos estratégicos fundamentais: Lisboa e a capacidade de os territórios alentejanos mais próximos explorarem as relações funcionais com a região capital; Évora e o seu potencial para estruturar um sistema urbano regional policêntrico; Alqueva e o seu potencial para estimular um novo modelo de crescimento económico; Sines e o seu papel de plataforma de conectividade internacional; e, por último, a fronteira e as oportunidades de cooperação para o desenvolvimento numa óptica transfronteiriça. A outro nível, a possibilidade de Beja construir uma nova relação com o Algarve e com o Alentejo Litoral, apoiando-se na capacidade do futuro aeroporto civil, será estratégica para o policentrismo do sistema urbano regional e para a organização do território do Baixo Alentejo.
  • O Alentejo Central está cada vez mais inserido na área de influência directa da região metropolitana de Lisboa, embora com alguma margem de autonomia dependente da capacidade de consolidar o eixo Vendas Novas-Évora-Estremoz-Elvas tirando partido da sua acessibilidade internacional.
  • O Alto Alentejo encontra-se cada vez mais dependente de investimentos exógenos de carácter industrial ou turístico e, pelo menos na parte norte, poderá ter vantagem na articulação com o Médio Tejo.
Do estudo efectuado o PNPOT propõe as seguintes Opções Estratégicas Operacionais para o Alentejo:
  • Integrar num modelo territorial coerente os cinco elementos estratégicos de organização do território: relação com Lisboa, centralidade de Évora, Sines, potencial de Alqueva e relações transfronteiriças;
    Afirmar Sines como grande porto atlântico da Europa e como grande plataforma de serviços de logística internacional, de indústria pesada e de energia;
  • Consolidar o corredor Lisboa - Évora - Badajoz e infra-estruturar os corredores Algarve - Beja - Évora - Portalegre - Castelo Branco e Sines-Évora-Elvas/Badajoz, como elementos estruturantes de um sistema urbano regional policêntrico;
  • Robustecer a dimensão funcional e a centralidade de Évora como pólo base dos três eixos que estruturam a região;
  • Assumir o papel estratégico dos centros urbanos de nível sub-regional (Portalegre, Beja, Sines / Santo André / Santiago do Cacém) reforçando a respectiva dimensão e especialização funcional e as complementaridades existentes;
  • Promover o eixo Vendas Novas - Montemor - Évora como um espaço dinâmico de desconcentração industrial e logística da AML;
  • Reforçar o papel de Beja nas relações com o Algarve e o litoral alentejano, nomeadamente com base no futuro aeroporto civil e no desenvolvimento de nichos complementares da oferta turística, em articulação com os projectos previstos para a área do Alqueva;
  • Organizar o sistema urbano de fronteira, assumindo em particular o interesse estratégico de um pólo transfronteiriço Elvas/ Badajoz que possa explorar as novas acessibilidades em CAV às duas capitais ibéricas, e reforçar a cooperação urbana transfronteiriça;
  • Promover a cooperação entre as instituições de ensino superior no sentido de aumentar os recursos regionais de investigação e desenvolvimento tecnológico, tendo em vista a resposta eficiente às necessidades tecnológicas e o aproveitamento das oportunidades de inovação;
  • Potenciar o desenvolvimento dos núcleos urbanos com alguma relevância industrial, tendo por base indústrias pouco intensivas em trabalho e intensivas em tecnologia, e suportar a aposta no surgimento de um sector aeronáutico, articulando as iniciativas emergentes e, em particular, apostando nas possibilidades do aeroporto de Beja para a instalação de actividades deste sector;
  • Assumir o papel estratégico da agricultura e apoiar os processos da sua transformação, designadamente os impulsionados pelo Empreendimento de Alqueva e pelos restantes perímetros de regadio;
  • Concretizar eficazmente o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, de forma a valorizar todos os potenciais da agricultura de regadio, da agro-indústria, do turismo e das energias renováveis;
  • Gerir as pressões turísticas, designadamente no espaço do Alentejo Litoral e do Alqueva, de modo a compatibilizar a protecção dos valores ambientais com o desenvolvimento de uma fileira de produtos turísticos de elevada qualidade;
  • Valorizar o montado, bem como as grandes manchas de pinhal, quer na perspectiva ambiental quer do ponto de vista de fileira económica;
  • Desenvolver uma estratégia de resposta integrada a situações de seca que tenha em conta as diversas capacidades de armazenamento estratégico de água na região;
  • Proteger e valorizar os recursos do território (ambientais, paisagísticos e culturais), nomeadamente valorizando a orla costeira, concretizando as potencialidades no domínio das energias alternativas e promovendo o ajustamento dos usos do solo e o aproveitamento silvo-pastoril ou florestal das áreas sem vocação agrícola.
  • Recuperar as áreas mineiras abandonadas e valorizá-las do ponto de vista ambiental, lúdico e cultural/educativo;
  • Desenvolver uma rede de pólos de excelência (em termos residenciais, ambientais, de serviços e de produções) estruturantes do povoamento rural.

Tendo então por base este estudo pensa este Velho Conselheiro que seria oportuno para o futuro da cidade traçar uma linha directiva que tenha como objectivo posicionar Elvas como a segunda Cidade do Alentejo. Definir estratégias que lancem luzes quando ao caminho a percorrer para alcançar dito objectivo.
O Executivo actual do Palácio do Regedor terá que durante os próximos tempos que redesenhar o Plano Director Municipal, estruturando-o em conformidade com o novo Plano de Ordenamento do Território do Alentejo, desenhando não só o espaço fisico da Cidade e do Concelho mas em definitiva definir o futuro da Cidade de Elvas neste novo tempo. Aguarda-se então a conclusão do estudo para a zona do Caia, da responsabilidade do IST, para que esta área seja a futura zona previligiada de expansão concelhia, destacando do espaço agricola e redifinindo a área abrangido pela Rede Natura 2000.
Utópico! Não! É uma visão que o Palácio do Regedor já anteveu e que neste momento passa a fazer parte da ideia do Portugal de futuro segundo o Governo da Nação. Basta dinamizar as intenções e sinergias para o conseguir.
Todos somos Elvas!

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