edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 17.7.06
Etiquetas:

Estava agendado para dia 12/07 mais um conclave do Palácio do Regedor. Não sei se teve lugar pois nenhum orgão de comunicação fez eco das deliberações. Na Ordem de trabalho estava agendado a rescisão do Contrato de Construção da antiga Praça de Touros com a empresa Somague, por imcumprimento desta.
Recordemos que esta obra é na verdade uma complexa utilização de técnicas e métodos pouco vistos pelo burgo e que está a tornar a antiga Praça de Touros num moderno edifício multiusos, que pela sua localização numa das entradas da Cidade marca desde já a nova fisionomia de Elvas.
Recordemos também que esta tinha a conclusão prevista para Setembro de 2005 e agora é apontada para Setembro deste ano.
Recordemos ainda que a Somague é uma das principais construtoras de Portugal, participando em grandes obras no nosso território e também com participações em construções em vários continentes. Mais de um ano de atraso sobre o prazo previsto é razão mais que suficiente para rescindir com esta empresa as obras e passar a responsabilidade da sua conclusão para obras de ajuste directo por parte do Palácio do Regedor.
Tiro o chapéu ao Regedor que estratégicamente esperou pela altura correcta para o fazer, poupando aos cofres municipais alguns euros, pois além dos custos previstos para a conclusão, as multas e cauções entregues pela Somague serão ainda suficientes para custear os primeiros espectáculos ali realizados.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 14.7.06
Etiquetas:

Olhemos hoje para o Património de origem portuguesa espalhado pelo mundo, são 21 sítios em 15 países em 3 continentes, vejamos pois:
 Sítio arqueológico de Qal’at al-Bahrain, Bahrain. Ano de classificação: 2005 - O forte (qal'al) português na antiga capital de Dilmiun era um importante entreposto comercial nas rotas ultramarinas.
 Missões Jesuítas dos Guaranis: Santo Inácio Míni, Santa Ana, Nossa Senhora do Loreto e Santa Maria Maior, Província das Missões, Argentina e Ruínas de São Miguel das Missões, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Ano de classificação: 1983; Extensão: 1984 - Ruínas de varias missões jesuitas dos sec. XVII e XVIII.
 Centro Histórico de São Salvador, Estado da Bahia, Brasil. Ano de classificação: 1985 - Foi a 1ª capital do Brasil entre 1549 e 1763, tendo sido ai estabelecida o primeiro mercado de escravos.
 Centro Histórico de São Luís, Estado do Maranhão, Brasil. Ano de classificação: 1997 - Exemplo da planificação urbanistica do sec. XVII duma colónia portuguesa.
 Centro Histórico de Diamantina, Estado de Minas Gerais, Brasil. Ano de classificação: 1999 - Centro de Exploração de diamantes no sec. XVIII.
 Centro Histórico de Goiás , Estado de Goiás, Brasil. Ano de classificação: 2001 - Mais um exemplo do modelo colonial português e da sua adaptação ao território.
 Centro Histórico de Olinda, Estado de Pernambuco, Brasil. Ano de classificação: 1982 - Centro de Exploração da Cana de Açucar desde o sec. XVI, testemunha a presença portuguesa e ocupação holandesa através do seu rico património edificado.
 Centro Histórico de Ouro Preto, Estado de Minas Gerais, Brasil. Ano de classificação: 1980 - a riqueza que chegava a Portugal em oitocentos tinha ponto de partida nesta cidade mineira.
 Santuário do Bom Jesus de Matozinhos em Congonhas, Estado de Minas Gerais, Brasil. Ano de classificação: 1985 - uma imagem do Minho português em pleno Brasil com a arte do Aleijadinho.
 Centro Histórico de Macau, região administrativa especial de Macau, China. Ano de classificação: 2005 - Ponto de encontro entre o Oriente e o Ocidente.
 Cidadela de Fasil Ghebbi, região de Gondar, Etiópia. Ano de classificação: 1979 - esta cidade-fortaleza foi residência dos imperadores Fasilides, sendo uma mistura das influencias arabes e hindus com o barroco dos missionários portugueses.
 Ilha de James e áreas relacionadas, distritos do Baixo Niumi e Alto Niumi e Município de Banjul, Gambia. Ano de classificação: 2003 - Conjunto de ilhas ao longo do rio Gambia que testemunham o trafego de escravos e sua abolição, bem como o corredor natural que este rio significava para o interior africano.
 Fortes e castelos em Volta, Greater Accra, regiões central e oeste, Gana. Ano de classificação: 1979 - também este já mencionado no anterior édito dedicado ao património fortificado e classificado, é mais uma testemunha do passado português.
 Igrejas e Conventos de Goa, Estado de Goa, Índia. Ano de classificação: 1986 - Antiga capital da India portuguesa, inclui a Igreja do bom Jesus, onde está sepultado S. Francisco Xavier, são um exemplo da evangelização do Oriente.
 Cidade portuguesa de Mazagão (El Jadida), região de Doukkala-Abda, Província de El Jadida, Marrocos. Ano de classificação: 2004 - Para além da fortaleza maritima inclui ainda igrejas de estilo manuelino.
 Ilha de Moçambique, Província de Nampula, Moçambique. Ano de classificação: 1991 - Mais uma fortaleza na rota da India.
 Missões Jesuítas da Santíssima Trindade do Paraná e Jesus de Tavarangue, Itapua, região Oriental, Paraguai. Ano de classificação: 1993 - Missão Jesuita ao longo do Rio de la Plata
 Ilha de Gorée, na região de Cabo Verde, Senegal. Ano de classificação: 1978 - Hoje em dia é um centro de reconciliação depois das multiplas nações europeias a terem utilizado como escala nas rotas esclavagistas.
 Cidade Velha de Galle e as suas fortificações, Província do Sul, Sri Lanka. Ano de classificação: 1988 - Fundada no sec. XVI pelos Portugueses é um exemplo da miscinação entre a arquitectura asiática e europeia do sec. XVIII.
 Ruínas de Kilwa Kisiwani e de Songo Mnara, região de Lindi, distrito de Kilwa, República Unida da Tanzânia. Ano de classificação: 1981; Inscrição na Lista do Património Mundial em perigo: 2004 - Outro entreposto na rota das Indias Orientais.
 Bairro Histórico da Cidade de Colónia do Sacramento, delegação de Colónia, Uruguai. Ano de classificação: 1995 - Fundada pelo portugueses no Rio de la Plata, e posteriormente conquistada pelos espanhóis é uma exemplo claro do estilo colonial ibérico.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 13.7.06
Etiquetas:


Com o aproximar da data de inauguração do Coliseu Cidade de Elvas, avolumam-se as opiniões abalizadas sobre esta estrutura elvense. Em 29/05, Filipe La Féria veio a esta Cidade, para visitar o equipamento quase pronto e reunir com o Regedor.
A inauguração deste espaço deverá acontecer em Setembro, alguns dias antes das Festas da Cidade e com a forte possibilidade de Filipe la Féria produzir a gala de abertura, à semelhança do que aconteceu recentemente com o Campo Pequeno, em Lisboa.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 12.7.06
Etiquetas:

Um ano na blogosfera:

Após o período estival, está de regresso este Velho Conselheiro, e, como podem comprovar com nova cara, mais fresca e jovial, esperando também que o novo layout permita uma mais fácil consulta aos vários temas, rúbricas e acessórios do blogue. Esperemos que agrade!

Para celebrar um ano do blogue, no próximo dia 29 de Julho, e, acedendo a um convite antigo para uma entrevista por parte de um meio de comunicação local, decidimos aceder mas publicando-o aqui no blogue. Contudo não queremos deixar os nossos visitantes e co-Conselheiros de fora de tal iniciativa, pelo que todos poderão endereçar as suas perguntas, dúvidas e curiosidades para o nosso correio electrónico ou utilizar o Bloco de Notas. A coluna vertebral estará então a cargo do percursor da ideia complementada pelas questões por vós colocadas. Contamos com todos.

OBJECTIVO: NOVA ELVAS

Durante a ida do Zé de Mello "a banhos" ficou aberta a discussão para este édito, que mereceu também edição online pelo Linhas de Elvas, mas para tristeza e perplexidade deste Velho Conselheiro poucos foram os comentários ali colocados e a discussão de uma ideia e objectivo colectivo para a Cidade de Elvas ficou assim por fazer. Esperemos que por parte do Palácio do Regedor também o tenha lido e caso o entendam o tomem em consideração e assim se possa atingir este objectivo de tornar Elvas a segunda cidade do Alentejo.

O Elvas CAD

Depois de mais um periodo complicado para o futebol profissional da cidade temos de novo direcção à frente d'O Elvas, encabeçada pelo Vereador PSD/CDS-PP Eurico Candeias. Foi a única solução encontrada e apenas após a benção do sócio, ou do Regedor (?), Rondão Almeida quanto à continuação da subsidiodependência do clube. Uma forma de queimar o vereador da oposição no Palácio do Regedor ou "dar-lhe uma bola para brincar"?

Mundial da bola

Pelo que sei no nosso burgo o Palácio do Regedor não entrou na onda dos ecrãs gigantes de forma a permitir a comunhão de emoções por parte dos Elvenses pela sua Selecção de Futebol, pelo que após o visionamento dos jogos em casas particulares ou cafés e associações dirigem-se para a rotunda do tribunal para celebrar as vitórias em grupo.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.7.06
Etiquetas:

Este século XXI vai trazer uma nova filosofia para a Cidade de Elvas.
Ao longo da sua história Elvas sempre teve como objectivo central da sua existência, a cultura militar. Primeiro como castro lusitano, opidum romano, cidadela taifal e com a reconquista tornou-se na peça fundamental da defesa da linha fronteiriça portuguesa, projecto de cidade que durou até ao sec. XX.
Com a reformulação introduzida com a adesão de Portugal à CEE, hoje U.E., a fronteira desapareceu, continuando hoje apenas com definição territorial administrativa e linha imaginária para o colectivo raiano, ao qual se junta o fenómeno da globalização e da aldeia global que vêm trazer novas preocupações económicas a um país periférico da Europa e mais ao Alentejo, uma das regiões mais empobrecidas da Zona Euro.
Se durante 1.000 anos a vantagem de Elvas foi a sua situação geoestratégica, continua a ser essa a sua mais-valia no panorama regional, nacional e ibérico. Essa posição é reconhecida pelo governo da nação quando decide aqui colocar uma plataforma logística que sirva de interface ao comércio entre Portugal e Espanha, complementada pela vontade do Governo Regional da Extremadura que de igual modo prepara para a mesma zona uma estrutura similar, estando em estudo a possibilidade da gestão conjunta das duas plataformas.
Outro acontecimento que se tem manifestado, quer a nível nacional como internacional é a migração das populações para os grandes centros urbanos em detrimento dos espaços rurais. Com a regionalização, que se antevê para breve, a nível regional desaparecerão as “capitais de distrito” que detêm alguns serviços administrativos para serem aglutinados na futura capital regional, Évora, que segundo vários estudos se deverá afirmar como a única cidade média na região alentejana.
Tendo por base este cenário, que concordarão não andará muito longe da realidade actual, Elvas terá que se preparar para novos desafios, reposicionando-se não só a nível regional como nacional e porque não assumir na Europa o seu papel de vértice na articulação peninsular.

Segundo o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, que terá discussão pública no próximo 10 de Julho na CCDR Alentejo em Évora, e que pode conhecer aqui, vem clarificar o antes dito:

  • O Alentejo não possui cidades de dimensão relevante e tem na debilidade do seu sistema urbano um dos grandes entraves ao desenvolvimento. O sistema urbano é estruturado, a nível superior, por Évora, Beja, Portalegre, Elvas/Campo Maior, Sines/Santo André/ Santiago do Cacém - dos quais apenas Évora se aproxima dos 50 mil habitantes e é a única com dinâmica claramente positiva - e complementado por outras centros de pequena dimensão, como Estremoz, Vendas Novas, Ponte de Sor e Moura.
  • A futura organização do território do Alentejo irá depender da forma como se conseguir articular a situação de partida com os seguintes elementos estratégicos fundamentais: Lisboa e a capacidade de os territórios alentejanos mais próximos explorarem as relações funcionais com a região capital; Évora e o seu potencial para estruturar um sistema urbano regional policêntrico; Alqueva e o seu potencial para estimular um novo modelo de crescimento económico; Sines e o seu papel de plataforma de conectividade internacional; e, por último, a fronteira e as oportunidades de cooperação para o desenvolvimento numa óptica transfronteiriça. A outro nível, a possibilidade de Beja construir uma nova relação com o Algarve e com o Alentejo Litoral, apoiando-se na capacidade do futuro aeroporto civil, será estratégica para o policentrismo do sistema urbano regional e para a organização do território do Baixo Alentejo.
  • O Alentejo Central está cada vez mais inserido na área de influência directa da região metropolitana de Lisboa, embora com alguma margem de autonomia dependente da capacidade de consolidar o eixo Vendas Novas-Évora-Estremoz-Elvas tirando partido da sua acessibilidade internacional.
  • O Alto Alentejo encontra-se cada vez mais dependente de investimentos exógenos de carácter industrial ou turístico e, pelo menos na parte norte, poderá ter vantagem na articulação com o Médio Tejo.
Do estudo efectuado o PNPOT propõe as seguintes Opções Estratégicas Operacionais para o Alentejo:
  • Integrar num modelo territorial coerente os cinco elementos estratégicos de organização do território: relação com Lisboa, centralidade de Évora, Sines, potencial de Alqueva e relações transfronteiriças;
    Afirmar Sines como grande porto atlântico da Europa e como grande plataforma de serviços de logística internacional, de indústria pesada e de energia;
  • Consolidar o corredor Lisboa - Évora - Badajoz e infra-estruturar os corredores Algarve - Beja - Évora - Portalegre - Castelo Branco e Sines-Évora-Elvas/Badajoz, como elementos estruturantes de um sistema urbano regional policêntrico;
  • Robustecer a dimensão funcional e a centralidade de Évora como pólo base dos três eixos que estruturam a região;
  • Assumir o papel estratégico dos centros urbanos de nível sub-regional (Portalegre, Beja, Sines / Santo André / Santiago do Cacém) reforçando a respectiva dimensão e especialização funcional e as complementaridades existentes;
  • Promover o eixo Vendas Novas - Montemor - Évora como um espaço dinâmico de desconcentração industrial e logística da AML;
  • Reforçar o papel de Beja nas relações com o Algarve e o litoral alentejano, nomeadamente com base no futuro aeroporto civil e no desenvolvimento de nichos complementares da oferta turística, em articulação com os projectos previstos para a área do Alqueva;
  • Organizar o sistema urbano de fronteira, assumindo em particular o interesse estratégico de um pólo transfronteiriço Elvas/ Badajoz que possa explorar as novas acessibilidades em CAV às duas capitais ibéricas, e reforçar a cooperação urbana transfronteiriça;
  • Promover a cooperação entre as instituições de ensino superior no sentido de aumentar os recursos regionais de investigação e desenvolvimento tecnológico, tendo em vista a resposta eficiente às necessidades tecnológicas e o aproveitamento das oportunidades de inovação;
  • Potenciar o desenvolvimento dos núcleos urbanos com alguma relevância industrial, tendo por base indústrias pouco intensivas em trabalho e intensivas em tecnologia, e suportar a aposta no surgimento de um sector aeronáutico, articulando as iniciativas emergentes e, em particular, apostando nas possibilidades do aeroporto de Beja para a instalação de actividades deste sector;
  • Assumir o papel estratégico da agricultura e apoiar os processos da sua transformação, designadamente os impulsionados pelo Empreendimento de Alqueva e pelos restantes perímetros de regadio;
  • Concretizar eficazmente o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, de forma a valorizar todos os potenciais da agricultura de regadio, da agro-indústria, do turismo e das energias renováveis;
  • Gerir as pressões turísticas, designadamente no espaço do Alentejo Litoral e do Alqueva, de modo a compatibilizar a protecção dos valores ambientais com o desenvolvimento de uma fileira de produtos turísticos de elevada qualidade;
  • Valorizar o montado, bem como as grandes manchas de pinhal, quer na perspectiva ambiental quer do ponto de vista de fileira económica;
  • Desenvolver uma estratégia de resposta integrada a situações de seca que tenha em conta as diversas capacidades de armazenamento estratégico de água na região;
  • Proteger e valorizar os recursos do território (ambientais, paisagísticos e culturais), nomeadamente valorizando a orla costeira, concretizando as potencialidades no domínio das energias alternativas e promovendo o ajustamento dos usos do solo e o aproveitamento silvo-pastoril ou florestal das áreas sem vocação agrícola.
  • Recuperar as áreas mineiras abandonadas e valorizá-las do ponto de vista ambiental, lúdico e cultural/educativo;
  • Desenvolver uma rede de pólos de excelência (em termos residenciais, ambientais, de serviços e de produções) estruturantes do povoamento rural.

Tendo então por base este estudo pensa este Velho Conselheiro que seria oportuno para o futuro da cidade traçar uma linha directiva que tenha como objectivo posicionar Elvas como a segunda Cidade do Alentejo. Definir estratégias que lancem luzes quando ao caminho a percorrer para alcançar dito objectivo.
O Executivo actual do Palácio do Regedor terá que durante os próximos tempos que redesenhar o Plano Director Municipal, estruturando-o em conformidade com o novo Plano de Ordenamento do Território do Alentejo, desenhando não só o espaço fisico da Cidade e do Concelho mas em definitiva definir o futuro da Cidade de Elvas neste novo tempo. Aguarda-se então a conclusão do estudo para a zona do Caia, da responsabilidade do IST, para que esta área seja a futura zona previligiada de expansão concelhia, destacando do espaço agricola e redifinindo a área abrangido pela Rede Natura 2000.
Utópico! Não! É uma visão que o Palácio do Regedor já anteveu e que neste momento passa a fazer parte da ideia do Portugal de futuro segundo o Governo da Nação. Basta dinamizar as intenções e sinergias para o conseguir.
Todos somos Elvas!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 30.6.06

Image Hosted by ImageShack.us




É uma das vozes mais populares da rádio em Elvas, que se deixou de ouvir com a sua recente saída de Elvas. Sente saudades do convívio com os seus ouvintes?
Claro que sinto saudades, muitas mesmo, é impossível não recordar o carinho de tantos e tanto ouvintes, alguns dos quais nunca conheci pessoalmente.
Trabalhar em rádio em Elvas é diferente de trabalhar em qualquer outro sítio. Aí faço uma rádio de proximidade com as pessoas o que não acontece noutras rádios por onde tenho passado, o que aumenta as saudades.
Para mim uma rádio local tem que ser feita assim, com as pessoas e para as pessoas que vivem nesse sítio. Para rádios "longínquas"...já temos as nacionais.
Como se iniciou a sua aventura radiofónica?
Já lá vão mais de 30 anos...e parece que foi ontem. Comecei no Emissor Regional de Elvas. Lembro-me que quando fui pela primeira vez fazer provas para "locutora" o estúdio ainda era feito com mantas da tropa e que me deram um disco francês e outro inglês para apresentar e que o texto que li era relacionado com o Movimento das Forças Armadas. (Mas com um Major (Amândio) na equipa era normal que assim fosse.)
Desde que entrei até que me deixaram estar sózinha à frente dum microfone, passaram alguns meses. Fiz tantas gravações, corrigi tantas vezes os erros que me apontavam que se não fosse ter sido mordida pelo "bichinho" da rádio tinha desistido.
Ao longo da sua vida profissional na rádio que momento recorda com mais carinho?
Há tantos que é quase impossível destacar um. Recordo momentos passados com o José Abelha, com o Catela Nunes, o David Godinho ( já desaparecidos) e todos os que passaram por aquela casa. Vivemos ali momentos únicos, numa época única. Recordemos que o Emissor Regional de Elvas começou a emitir a 10 de Fevereiro de 1975 e que os tempos que se seguiram foram irrepetíveis.
Mas se tenho que escolher um momento foi sem dúvida a primeira emissão que fiz sózinha, numa quarta-feira entre as 19h e as 20h, porque naquele dia a pessoa que estava de serviço não apareceu e na rádio só estávamos eu e o José Abelha. E ainda me lembro das suas palavras..."Não há mais ninguém, fazes tu!"
Penso que não correu assim tão mal porque no fim o Amâdio que entretanto tinha chegado (fazia na altura serviço se não me engano no Forte da Graça) me disse "Parabéns menina, esteve muito bem!"
Ainda hoje o Amândio me chama menina...
E o que lhe falta fazer na rádio?
Relatos de futebol!!
Mas fiquem descansados que tal não vai acontecer. Fazer um bom relato de futebol é extremamente difícil.
Em Elvas o melhor a fazer isso é, quanto a mim, o Manuel Carvalho.
O caminho que se esta traçando para o concelho de Elvas deixam-na confiante quanto ao futuro?
Sinceramente...não!
Um dos temas na ordem do dia é o encerramento da Maternidade Mariana Martins. Como vê uma "avó babada" o fim dos nascimentos em Elvas?
Como avó de um dos últimos elvenses nascidos na Maternidade Mariana Martins, sinto-me triste por apartir de agora as grávidas elvenses terem que dar á luz os seus filhos longe de casa.
O ministro não pensou naquelas pessoas que não têm possibilidades de se deslocar, e agora estou a pensar na família dessas parturientes.
Muitas, sobretudo as de menos recursos, vão passar o tempo todo num sítio estranho e sem a visita dos familiares porque muitos para fazerem uma visita de uma ou duas horas, vão perder um dia inteiro de trabalho, ou não o farão por falta de meios económicos. Quanto custa ir a Portalegre ou Évora de camioneta? Há transportes frequentes? Não, saem de manhã cedo e chegam ao fim do dia. Um dia inteiro fora da sua terra implica gastos em comida...se já tiverem dificuldades económicas a coisa complica-se ainda mais. Penso que não tiveram em conta estes "pequenos" pormenores.
E quando têm alta? Como é que fazem para regressar a casa?
Badajoz será mais fácil mas mesmo assim há concerteza pessoas que terão dificuldades com a língua ( não me digam que todos falam bem espanhol que não é verdade), com a localização da Materno-Infantil e mais uma série de coisas.
Mas o que mais me “escandaliza” é a facilidade com que algumas pessoas viraram a “casaca”. ..o que me leva a pensar que talvez haja pormenores que muitos desconhecem ou então houve afirmações produzidas numa determinada altura apenas no intuito de alcançar determinado objectivo...
Infelizmente cada vez mais o que hoje é...amanhã já não é bem assim!
Olhando para os "media" locais, com duas rádios, um semanário e um quinzenário, ao qual podemos juntar o Boletim Municipal, pode-se dizer que os Elvenses são cidadãos informados?
Se não são é porque muitos não o querem ser.
Muitas vezes é preferível ignorar para não terem que enfrentar uma realidade que não é tão cor de rosa como alguns a pintam.
São realmente os meios de comunicação social o 4º poder?
Em Portugal não...e em Elvas muito menos. Há uma grande falta de respeito pelo trabalho dos jornalistas.
Basta ler os comentários feitos neste blogue para percebermos que ainda há um longo caminho a percorrer até que as pessoas aprendam a respeitar as opiniões umas das outras, para já não falar das pressões mais ou menos "encapotadas" que são feitas à comunicação social.
Tendo por base as novas tecnologias aliadas à distribuição via cabo de televisãoo no Centro Histórico, haverá espaço para um "Canal Elvas.TV"?
Iria transmitir o quê? Para quem?
Sendo uma das mais antigas "bloggers" de Elvas (
http://lugar-encantado.blogspot.com/ e http://www.coisasimplesepequenas.blogspot.com/), que avaliação faz da evolução do fenómeno genericamente e mais concretamente em Elvas?
Anterior a esses é o Meu Alentejo que fechei por ter perdido a motivação que me levou a criá-lo.
Os blogues são uma moda como qualquer outra...e a verdade é que de Elvas além do Zé de Mello, não conheço outro que seja constante. Como têm surgido, têm desaparecido.
As pessoas ainda não se habituaram a expressar a sua opinião sem receio.
Ao fechar os olhos em tempos de saudade, que imagem lhe surge de Elvas?
O Santuário do Senhor Jesus da Piedade e a zona envolvente.
Se continuar com eles fechados consigo ouvir o Hino do Senhor Jesus da Piedade tocado pela Banda 14 de Janeiro durante a Procissão dos Pendões.
Um regresso a Elvas faz parte do seu projecto de vida?
Neste momento não, mas a vida ensinou-me que o melhor é não fazer planos a longo prazo, por isso deixo sempre uma porta entreaberta. Talvez um dia volte...só Deus sabe!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 29.6.06
Etiquetas:

Image Hosted by ImageShack.us

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 28.6.06
Etiquetas:


Olhemos hoje para uma fotografia antiga que nos faz recordar os tempo idos...
  • Os tempos em que não existia a aberração do edificio BES
  • Não se tinha construído uma saída de elevador pouco adequado à fisionomia da praça
  • Os edificios tinham as suas cores pastel
  • Ainda existia uma grande guarnição militar, aproveitando os praças para ver as moças passar na praça

Tempos passados, hoje a realidade é outra mas a Praça Nova continua a ser o ponto de encontro dos Elvenses.

Junte-se a nós e assine a petição para que seja atribuido o nome do Regedor à Praça Nova: aqui

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 27.6.06
Etiquetas: ,

Outra das grandes novidades deste verão de 2006 vai ser a instalação de um sistema de internet sem fios na Praça Nova, que vai permitir a todos os utilizadores a livre utilização da WWW, bastando para tal o recurso a um computador portatil com antena wi-fi.
Destaque também para a recuperação do exterior da extinta Sé à qual se juntará também já neste verão a nova iluminação ornamental.
Também o edifício da EDP vai ser transformado em Centro de Juventude e Universidade Popular Rondão Almeida.
Da programação para as Noites de Verão destacamos:
  • 1 de Julho - Eduardo Ramos Emsemble, Quarteto Moçarabe e Olinda Moriano
  • 15 de Julho - Noite de Comédia com Aldo Lima e Carlos Mendes
  • 3 de Agosto - Abertura Oficial do Festival Povos do Mundo
  • 18 de Agosto - Pedro Miguéns
  • 19 de Agosto - Adelaide Ferreira
  • 26 de Agosto - Jorge Palma
  • 31 de Agosto - Filarmónica Gil
Junte-se a nós e assine a petição para que seja atribuido o nome do Regedor à Praça Nova: aqui

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 26.6.06
Etiquetas:

Olhando nos dias de hoje para a Praça Nova vemos que no último ano uma grande revolução urbanistica fez com que as suas feições se embelecessem e a tornaram mais agradavel para os peões, tornando-a cada vez mais no coração urbano, social e politico do burgo.


Olhemos hoje para o Palácio do Regedor.

Este edificio originário do sec. XVI, reformulado no XVIII, acolhe por doação de Isabel Maria Picão, os serviços centrais do Palácio do Regedor, tendo sofrido em 2004/5 substânciais obras de modernização. O edificio foi remodelado, permitindo assim instalar mais eficaz e comodamente os diversos serviços administrativos da autárquia, num investimento totalmente suportado por dinheiros do cofre do Palácio do Regedor, sem qualquer apoio do Governo da Nação.

A população ficou a ganhar, mas foi também um merecido prémio para os trabalhadores da autárquia que ali servem os Elvenses.

Junte-se a nós e assine a petição para que seja atribuido o nome do Regedor à Praça Nova: aqui

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 24.6.06
Etiquetas:

Éditos antigos que continuam bem actuais:
Segunda-feira, Agosto 22, 2005
OCRE?


Através de mão amiga chegou-me um interessante trabalho duma historiadora da região que se tem debruçado sobre a Arqueologia da Cor.


Este trabalho apresenta um estudo sobre a problemática da conservação e apresentação dos revestimentos exteriores e interiores em edifícios e conjuntos urbanos históricos, com especial destaque para casos como os de Évora ou Monsaraz.


Depois de injustificadamente ter dito que copiamos a cidade de Évora neste erro, apresento as minhas desculpas ao saber hoje que também em Évora esta introdução não corresponde à tradição local, tendo sido introduzida na cidade durante o Estado Novo. Em Évora para além da alteração da cromática do revestimento exterior dos edificios, levou inclusivé à ocultação de esgráfitos e imitações de azulejaria que cobriam algumas das fachadas da cidade.


Em relação ao caso de Monsaraz, em data já mais recente, a aduletração da fisionomia da vila, quer nas cores utilizadas quer no revestimento das artérias. "A minha casa era das que tinha o rodapé vermelho", assim se justifica uma das entrevistadas relatando a tradição de utilizar o vermelho nas fachadas monsaratenses agora em desuso.


Quanto à nossa urbe não existem trabalhos efectuados sobre a arqueologia da cor, pelo que pergunta este vosso Conselheiros, foi tomada a decisão de implantação do Programa Elvas Cidade Branca de ânimo leve? Ou será que apenas no caso do parque subterraneo da Praça Nova houve estudos arquelógicos preliminares. E então na restruturação das redes básicas sanitárias, que agora terminam no centro histórico, também não houve acompanhamento arqueológico?


Évora e Elvas nunca foram Cidades Brancas, estas são-o pela ignorância e pelo desrespeito pelas tradições.
Évora no tempo da ditadura salazarista.
Elvas na regência de Rondão Almeida.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 23.6.06
Etiquetas:

Nos últimos tempos alguns visitantes do blogue têm deixado aqui alguns comentários que este Velho Conselheiro se tem visto obrigado a eliminar devido ao seu teor ofensivo com terceiros.
Estando previsto na legislação portuguesa que tais actos significam um crime passível de condenação no meio judicial, e atendendo a que queremos que este espaço seja aberto a todos, vimo-nos obrigados a limitar a participação, nos comentários, apenas aos co-Conselheiros que tenham registo no Blogger.
Para os co-Conselheiros que queiram continuar a participar o registo no Blogger é fácil, e permite a absoluta confidencialidade se assim o entenderem. Basta registrar um email, atribuir-se um nome e aceitar os termos de funcionamento do Blogger.
Todos somos responsáveis pelos nossos actos, embora a lei preveja que o administrador de blogues/páginas da internet possa vir a ser responsabilizado criminalmente pelos comentários anónimos que ali são inseridos. De modo a prevenir tal situação, e a falta de cultura democrática demonstrada nos últimos tempos, recorrendo ao abuso verbal sem contribuir para a discussão necessária ao evoluir das sociedades, este Velho Conselheiro reforça a sua intenção de manter a via aberta a todos, porque Todos Somos Elvas, sendo assim possível, caso os visados o entendam identificar os autores de tais comentários.
Dentro em breve este Velho Conselheiro irá a banhos, mas deixará a debate um tema bastante interessante sobre a Cidade de Elvas, regressando em meados de Julho para celebrar o 1º aniversário na blogosfera elvense com mais novidades e o olhar sempre atento ao que se passa no burgo.

Search