edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 30.6.06

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É uma das vozes mais populares da rádio em Elvas, que se deixou de ouvir com a sua recente saída de Elvas. Sente saudades do convívio com os seus ouvintes?
Claro que sinto saudades, muitas mesmo, é impossível não recordar o carinho de tantos e tanto ouvintes, alguns dos quais nunca conheci pessoalmente.
Trabalhar em rádio em Elvas é diferente de trabalhar em qualquer outro sítio. Aí faço uma rádio de proximidade com as pessoas o que não acontece noutras rádios por onde tenho passado, o que aumenta as saudades.
Para mim uma rádio local tem que ser feita assim, com as pessoas e para as pessoas que vivem nesse sítio. Para rádios "longínquas"...já temos as nacionais.
Como se iniciou a sua aventura radiofónica?
Já lá vão mais de 30 anos...e parece que foi ontem. Comecei no Emissor Regional de Elvas. Lembro-me que quando fui pela primeira vez fazer provas para "locutora" o estúdio ainda era feito com mantas da tropa e que me deram um disco francês e outro inglês para apresentar e que o texto que li era relacionado com o Movimento das Forças Armadas. (Mas com um Major (Amândio) na equipa era normal que assim fosse.)
Desde que entrei até que me deixaram estar sózinha à frente dum microfone, passaram alguns meses. Fiz tantas gravações, corrigi tantas vezes os erros que me apontavam que se não fosse ter sido mordida pelo "bichinho" da rádio tinha desistido.
Ao longo da sua vida profissional na rádio que momento recorda com mais carinho?
Há tantos que é quase impossível destacar um. Recordo momentos passados com o José Abelha, com o Catela Nunes, o David Godinho ( já desaparecidos) e todos os que passaram por aquela casa. Vivemos ali momentos únicos, numa época única. Recordemos que o Emissor Regional de Elvas começou a emitir a 10 de Fevereiro de 1975 e que os tempos que se seguiram foram irrepetíveis.
Mas se tenho que escolher um momento foi sem dúvida a primeira emissão que fiz sózinha, numa quarta-feira entre as 19h e as 20h, porque naquele dia a pessoa que estava de serviço não apareceu e na rádio só estávamos eu e o José Abelha. E ainda me lembro das suas palavras..."Não há mais ninguém, fazes tu!"
Penso que não correu assim tão mal porque no fim o Amâdio que entretanto tinha chegado (fazia na altura serviço se não me engano no Forte da Graça) me disse "Parabéns menina, esteve muito bem!"
Ainda hoje o Amândio me chama menina...
E o que lhe falta fazer na rádio?
Relatos de futebol!!
Mas fiquem descansados que tal não vai acontecer. Fazer um bom relato de futebol é extremamente difícil.
Em Elvas o melhor a fazer isso é, quanto a mim, o Manuel Carvalho.
O caminho que se esta traçando para o concelho de Elvas deixam-na confiante quanto ao futuro?
Sinceramente...não!
Um dos temas na ordem do dia é o encerramento da Maternidade Mariana Martins. Como vê uma "avó babada" o fim dos nascimentos em Elvas?
Como avó de um dos últimos elvenses nascidos na Maternidade Mariana Martins, sinto-me triste por apartir de agora as grávidas elvenses terem que dar á luz os seus filhos longe de casa.
O ministro não pensou naquelas pessoas que não têm possibilidades de se deslocar, e agora estou a pensar na família dessas parturientes.
Muitas, sobretudo as de menos recursos, vão passar o tempo todo num sítio estranho e sem a visita dos familiares porque muitos para fazerem uma visita de uma ou duas horas, vão perder um dia inteiro de trabalho, ou não o farão por falta de meios económicos. Quanto custa ir a Portalegre ou Évora de camioneta? Há transportes frequentes? Não, saem de manhã cedo e chegam ao fim do dia. Um dia inteiro fora da sua terra implica gastos em comida...se já tiverem dificuldades económicas a coisa complica-se ainda mais. Penso que não tiveram em conta estes "pequenos" pormenores.
E quando têm alta? Como é que fazem para regressar a casa?
Badajoz será mais fácil mas mesmo assim há concerteza pessoas que terão dificuldades com a língua ( não me digam que todos falam bem espanhol que não é verdade), com a localização da Materno-Infantil e mais uma série de coisas.
Mas o que mais me “escandaliza” é a facilidade com que algumas pessoas viraram a “casaca”. ..o que me leva a pensar que talvez haja pormenores que muitos desconhecem ou então houve afirmações produzidas numa determinada altura apenas no intuito de alcançar determinado objectivo...
Infelizmente cada vez mais o que hoje é...amanhã já não é bem assim!
Olhando para os "media" locais, com duas rádios, um semanário e um quinzenário, ao qual podemos juntar o Boletim Municipal, pode-se dizer que os Elvenses são cidadãos informados?
Se não são é porque muitos não o querem ser.
Muitas vezes é preferível ignorar para não terem que enfrentar uma realidade que não é tão cor de rosa como alguns a pintam.
São realmente os meios de comunicação social o 4º poder?
Em Portugal não...e em Elvas muito menos. Há uma grande falta de respeito pelo trabalho dos jornalistas.
Basta ler os comentários feitos neste blogue para percebermos que ainda há um longo caminho a percorrer até que as pessoas aprendam a respeitar as opiniões umas das outras, para já não falar das pressões mais ou menos "encapotadas" que são feitas à comunicação social.
Tendo por base as novas tecnologias aliadas à distribuição via cabo de televisãoo no Centro Histórico, haverá espaço para um "Canal Elvas.TV"?
Iria transmitir o quê? Para quem?
Sendo uma das mais antigas "bloggers" de Elvas (
http://lugar-encantado.blogspot.com/ e http://www.coisasimplesepequenas.blogspot.com/), que avaliação faz da evolução do fenómeno genericamente e mais concretamente em Elvas?
Anterior a esses é o Meu Alentejo que fechei por ter perdido a motivação que me levou a criá-lo.
Os blogues são uma moda como qualquer outra...e a verdade é que de Elvas além do Zé de Mello, não conheço outro que seja constante. Como têm surgido, têm desaparecido.
As pessoas ainda não se habituaram a expressar a sua opinião sem receio.
Ao fechar os olhos em tempos de saudade, que imagem lhe surge de Elvas?
O Santuário do Senhor Jesus da Piedade e a zona envolvente.
Se continuar com eles fechados consigo ouvir o Hino do Senhor Jesus da Piedade tocado pela Banda 14 de Janeiro durante a Procissão dos Pendões.
Um regresso a Elvas faz parte do seu projecto de vida?
Neste momento não, mas a vida ensinou-me que o melhor é não fazer planos a longo prazo, por isso deixo sempre uma porta entreaberta. Talvez um dia volte...só Deus sabe!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 29.6.06
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edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 28.6.06
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Olhemos hoje para uma fotografia antiga que nos faz recordar os tempo idos...
  • Os tempos em que não existia a aberração do edificio BES
  • Não se tinha construído uma saída de elevador pouco adequado à fisionomia da praça
  • Os edificios tinham as suas cores pastel
  • Ainda existia uma grande guarnição militar, aproveitando os praças para ver as moças passar na praça

Tempos passados, hoje a realidade é outra mas a Praça Nova continua a ser o ponto de encontro dos Elvenses.

Junte-se a nós e assine a petição para que seja atribuido o nome do Regedor à Praça Nova: aqui

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 27.6.06
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Outra das grandes novidades deste verão de 2006 vai ser a instalação de um sistema de internet sem fios na Praça Nova, que vai permitir a todos os utilizadores a livre utilização da WWW, bastando para tal o recurso a um computador portatil com antena wi-fi.
Destaque também para a recuperação do exterior da extinta Sé à qual se juntará também já neste verão a nova iluminação ornamental.
Também o edifício da EDP vai ser transformado em Centro de Juventude e Universidade Popular Rondão Almeida.
Da programação para as Noites de Verão destacamos:
  • 1 de Julho - Eduardo Ramos Emsemble, Quarteto Moçarabe e Olinda Moriano
  • 15 de Julho - Noite de Comédia com Aldo Lima e Carlos Mendes
  • 3 de Agosto - Abertura Oficial do Festival Povos do Mundo
  • 18 de Agosto - Pedro Miguéns
  • 19 de Agosto - Adelaide Ferreira
  • 26 de Agosto - Jorge Palma
  • 31 de Agosto - Filarmónica Gil
Junte-se a nós e assine a petição para que seja atribuido o nome do Regedor à Praça Nova: aqui

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 26.6.06
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Olhando nos dias de hoje para a Praça Nova vemos que no último ano uma grande revolução urbanistica fez com que as suas feições se embelecessem e a tornaram mais agradavel para os peões, tornando-a cada vez mais no coração urbano, social e politico do burgo.


Olhemos hoje para o Palácio do Regedor.

Este edificio originário do sec. XVI, reformulado no XVIII, acolhe por doação de Isabel Maria Picão, os serviços centrais do Palácio do Regedor, tendo sofrido em 2004/5 substânciais obras de modernização. O edificio foi remodelado, permitindo assim instalar mais eficaz e comodamente os diversos serviços administrativos da autárquia, num investimento totalmente suportado por dinheiros do cofre do Palácio do Regedor, sem qualquer apoio do Governo da Nação.

A população ficou a ganhar, mas foi também um merecido prémio para os trabalhadores da autárquia que ali servem os Elvenses.

Junte-se a nós e assine a petição para que seja atribuido o nome do Regedor à Praça Nova: aqui

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 24.6.06
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Éditos antigos que continuam bem actuais:
Segunda-feira, Agosto 22, 2005
OCRE?


Através de mão amiga chegou-me um interessante trabalho duma historiadora da região que se tem debruçado sobre a Arqueologia da Cor.


Este trabalho apresenta um estudo sobre a problemática da conservação e apresentação dos revestimentos exteriores e interiores em edifícios e conjuntos urbanos históricos, com especial destaque para casos como os de Évora ou Monsaraz.


Depois de injustificadamente ter dito que copiamos a cidade de Évora neste erro, apresento as minhas desculpas ao saber hoje que também em Évora esta introdução não corresponde à tradição local, tendo sido introduzida na cidade durante o Estado Novo. Em Évora para além da alteração da cromática do revestimento exterior dos edificios, levou inclusivé à ocultação de esgráfitos e imitações de azulejaria que cobriam algumas das fachadas da cidade.


Em relação ao caso de Monsaraz, em data já mais recente, a aduletração da fisionomia da vila, quer nas cores utilizadas quer no revestimento das artérias. "A minha casa era das que tinha o rodapé vermelho", assim se justifica uma das entrevistadas relatando a tradição de utilizar o vermelho nas fachadas monsaratenses agora em desuso.


Quanto à nossa urbe não existem trabalhos efectuados sobre a arqueologia da cor, pelo que pergunta este vosso Conselheiros, foi tomada a decisão de implantação do Programa Elvas Cidade Branca de ânimo leve? Ou será que apenas no caso do parque subterraneo da Praça Nova houve estudos arquelógicos preliminares. E então na restruturação das redes básicas sanitárias, que agora terminam no centro histórico, também não houve acompanhamento arqueológico?


Évora e Elvas nunca foram Cidades Brancas, estas são-o pela ignorância e pelo desrespeito pelas tradições.
Évora no tempo da ditadura salazarista.
Elvas na regência de Rondão Almeida.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 23.6.06
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Nos últimos tempos alguns visitantes do blogue têm deixado aqui alguns comentários que este Velho Conselheiro se tem visto obrigado a eliminar devido ao seu teor ofensivo com terceiros.
Estando previsto na legislação portuguesa que tais actos significam um crime passível de condenação no meio judicial, e atendendo a que queremos que este espaço seja aberto a todos, vimo-nos obrigados a limitar a participação, nos comentários, apenas aos co-Conselheiros que tenham registo no Blogger.
Para os co-Conselheiros que queiram continuar a participar o registo no Blogger é fácil, e permite a absoluta confidencialidade se assim o entenderem. Basta registrar um email, atribuir-se um nome e aceitar os termos de funcionamento do Blogger.
Todos somos responsáveis pelos nossos actos, embora a lei preveja que o administrador de blogues/páginas da internet possa vir a ser responsabilizado criminalmente pelos comentários anónimos que ali são inseridos. De modo a prevenir tal situação, e a falta de cultura democrática demonstrada nos últimos tempos, recorrendo ao abuso verbal sem contribuir para a discussão necessária ao evoluir das sociedades, este Velho Conselheiro reforça a sua intenção de manter a via aberta a todos, porque Todos Somos Elvas, sendo assim possível, caso os visados o entendam identificar os autores de tais comentários.
Dentro em breve este Velho Conselheiro irá a banhos, mas deixará a debate um tema bastante interessante sobre a Cidade de Elvas, regressando em meados de Julho para celebrar o 1º aniversário na blogosfera elvense com mais novidades e o olhar sempre atento ao que se passa no burgo.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 23.6.06
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As noticias sobre o encerramento do Colégio de Vila Fernando começaram pouco a pouco a provocar a preocupação dos locais, funcionários e já trouxeram a este uma deputada do BE.
Aquele estabelecimento do IRS, enorme em área e algo degradado, terá que no futuro ter alguma utilização, para já não falar dos vários técnicos e funcionários que ali prestam serviço.
A julgar pelas palavras do Regedor, parece que uma solução dentro do espectro do Ministério da Justiça poderia ser a solução para o Colégio aliada ao encerramento do Estabelecimento Prisional Regional de Elvas. Esperemos que as 4 horas de conversa entre o Regedor e o 1º Ministro da Nação tenham acautelado mais este encerramento e a solução para esta estrutura apareça!
Tenho esperança! Já chega de martirizar a Cidade de Elvas e seu Concelho!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 22.6.06

Tão actual como se fosse hoje editado

Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
VE-LOS PASSAR


«Como se quer fazer propaganda de Elvas, se não há uma única indicação do que aqui há para ver, em nenhuma das quatro saídas da auto-estrada? Como se quer que os turistas que nela passam, aos milhares, adivinhem o que aqui há? Se estivesse assinalado, por exemplo, "Fortificações de Elvas, Sec. XVII" não tenho dúvida de que havia mais gente, principalmente estrangeiros, a visitar-nos. Há alguem que está interessado em que os que passam não entrem .Isto é uma realidade.Existe um lobby anti Elvas que faz com que aconteçam coisas destas. E o lobby está perto, não está em Lisboa, é regional. É constituido pelos de Portalegre e pelos de Évora, que fazem tudo e mais alguma coisa para que Elvas não se desenvolva.»


enviado por Manuel Guerra via correio electrónico.

P.S.: Já depois da edição original deste édito foi referido pelo Regedor que o assunto estava já a ser resolvido, tendo contactado a BRISA e IEP. Continuamos à espera!

RI8

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 21.6.06
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Hoje joga a Selecção Portuguesa de Futebol. É dia de os "tugas" sairem de bandeirinhas nos carros, camisolas da selecção e até as senhoras vão ouvir e tentar ver os "meninos da selecção" jogar contra o México.
Espero que no meio dessa febre nacional-esférica os Elvenses se lembrem que hoje o Regimento de Infantaria 8 celebra o seu derradeiro Dia da Unidade, recordando a data de 1813 e a Batalha de Sta. Vitoria do Ameixoal - Estremoz. Uma das últimas datas festivas desta unidade, bastião das tradições castrenses em Elvas, que tem já marcada a sua extinção para dias próximos.
A próxima vez que se virem militares na rua em Elvas será o dia de fecho do Quartel de S. Domingos... e depois?

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 20.6.06
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No último conclave do Palácio do Regedor, realizado a 14 de Junho, foram tomadas algumas deliberações, que por se rodearem de algum secretismo e polémica, têm estado arredadas da discussão pública. Senão vejamos a notícia do sitio electrónico do mesmo:
  1. Aprovada uma moção de repudio pelo encerramento da Maternidade Mariana Martins. Finalmente o executivo toma uma posição oficial sobre o assunto! Já se fala do assunto há meses, já a mesma encerrou, já morreram e nasceram bebés após o seu encerramento… parece a este Velho Conselheiro “sopas depois de almoço”.
  2. Atribuição do nome de Coliseu António Rondão Almeida ao Pav. Multiusos (ver sondagem do blogue) e Museu de Arte Contemporânea ao Museu de Arte Contemporânea!?!?! e ainda Centro Cultural de Varche Coronel Domingos Calado Branco” (ao centro social, em Varche). Que forma encapotada de devoção ao líder fazendo-o rodeando a decisão de outras atribuições. Para que conste para este Velho Conselheiro aquele espaço terá sempre o nome de Coliseu, sim porque se tratá de um Coliseu, aqui utilizado desde há bastante tempo, Cidade de Elvas, porque essa foi a decisão tomada em escrutínio popular no blogue.
  3. Aprovada a abertura de concurso para a concessão da exploração e gestão dos sistemas de água para consumo público e de recolha de efluentes do Concelho de Elvas. Cá esta aquilo que um dos co-Conselheiros alertava há semanas, a privatização para a Aqualia do Saneamento Básico no Concelho.
  4. Também foi aprovada a criação de uma empresa municipal para a gestão de equipamentos e animação cultural e recreativa. Esta solução profissionalizante e pública de gestão parece a este Velho Conselheiro a mais acertada para a tão grande oferta de meios e eventos já existentes no Concelho, evitando o erro já cometido na Central Rodoviária.

Mais uma vez o secretismo e clausura das sessões de trabalho do Palácio do Regedor é aproveitado para tomar decisões que não foram alvo de discussão pública, para as quais o povo não os delegou, dado serem medidas não previstas no programa eleitoral de nenhuma força politica e muito menos na do PS, e as quais se querem passem desapercebidas para que não haja mais agitação social. Chiuuuuuuuuuuuuuuuuu……

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 19.6.06
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Aquando da visita da Sra. Ministra da Cultura da Nação, e aproveitando a presença do Governador Civil (que para quem não saiba é um cargo politico sem qualquer utilidade nos dias que correm), o Regedor aproveitou para deixar um recado. A quem? vejamos:
Estava a decorrer no Castelo uma cerimónia oficial, presidida por um Ministro da Nação, quando o Regedor tomou a palavra para se dirigir ao povo aproveitando para, legitimamente, pedir explicações ao Governador Civil sobre o seu silêncio enquanto Elvas é esvaziada de serviços públicos. Foi um discurso acesso aquele que o Regedor proferiu para as rádios e jornais presentes no acto, visando o representante do Governo da Nação no distrito.
Isto aconteceu no dia 12 de Junho. As rádios locais deram eco do acontecimento no dia seguinte. Com o feriado o Semanário Linhas de Elvas transferiu para sexta-feira, 16, a sua edição. Na reportagem realizada sobre a visita ministerial o dito semanário não dedica uma única linha sobre o dito discurso, guardando-se o Director do periódico a noticia para a comentar na sua coluna. No mesmo dia o Secretariado local do PS dá à estampa um comunicado em que transcreve o dito discurso fazendo-o distribuir pelo Concelho.
A ideia com que fica este Velho Conselheiro, após rever a cronologia dos factos, é que afinal de contas o que conta (e perdoem a redundância) não foi a atitude tomada pelo Regedor mas sim a sua publicitação!
Já aqui declarei, aquando da notícia do encerramento do RI8, que o Sr. Jaime Estorninho, Governador Civil de Portalegre, era considerada pessoa "nom grata" na cidade. Também aqui ficou registado que a forma como o Regedor se apresentou e se dirigiu aos presentes no programa "Prós e Contra" não foi a mais digna e eficaz para transmitir a sua opinião. Não fazer eco do discurso do Regedor na reportagem do “Linhas” foi restar informação aos leitores, decisão editorial da responsabilidade do seu Director. Editar um comunicado para fazer politica atacando o "LE" e seu Director pela linha editorial do mesmo parece-me excessivo. Dar um chá a uma entidade oficial naqueles termos em público não é de forma nenhuma a melhor forma de defender os interesses da cidade.
O chá que se deveria tomar em pequeno de forma a refinar gostos e emoções fica por conta de quem o tomou, ou não. Porque nunca é tarde, fica o convite para a sua ingestão devidamente acompanhado pelos insubstituíveis scones:
Ingredientes:450 g de farinha com fermento50 g de farinha maisena1 dl de leite50 g de açúcar30 g de margarina2 ovos1 colher de chá de fermentosal
Preparação: Peneire a farinha com fermento e com a farinha maisena para uma tigela e abra uma cavidade ao centro. Derreta a margarina no leite, junte o açúcar, os ovos desfeitos e uma pitada de sal, mexa tudo muito bem e deite esta mistura na tigela. Mexa com uma colher de pau até a massa estar bem ligada. Polvilhe um tabuleiro de farinha, molde bolinhas com as mãos, previamente passadas por farinha, e leve a cozer em forno médio durante 20 minutos.

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