
Não é a primeira vez que este Velho Conselheiro se refere a este assunto, a 30 de Agosto passado aqui falámos da Mesopolis de Badajoz. Voltamos ao assunto depois de ler no jornal "Hoy" um artigo de opinião que hoje, resumidamente aqui apresentamos.
Luis Fernando de la Macorra y Cano neste artigo manifesta que a ideia da Eurocidade Elvas - Badajoz não é uma ideia original nem desprepositada no âmbito do actual quadro supranacional da União Europeia. De facto se olharmos para o centro da Europa podemos observar como existem co-urbanizações que ultrapassam as tradicionais linhas territóriais. Neste quadro, segundo o autor do artigo, Portugal e Espanha partilham a mais larga fronteira entre paises membros apresentando as cidades de Elvas e Badajoz no eixo do desenvolvimento das capitais ibéricas.
Para tal defende Luis Macorra y Cano deveria-se aproveitar a próxima Cimeira Ibérica, que se realizará em Badajoz, para impulsionar as bases organizativas da co-urbanização Elvas-Badajoz, apresentado este uma listagem de principios:
A Eurocidade Elvas-Badajoz deverá ter reconhecimento jurídico e político como cidade ibérica e europeia;
A organização e gestão da Eurocidade poderia fazer-se com base numa comissão gestora hispanolusa mista, que dirija, proponha e oriente programas, planos e acções, apresentando bases criativas para superar as discrepâncias ou dissonâncias de operatividade juridica e/ou administrativa e económica;
As línguas de trabalho teriam que ser o Espanhol Castelhano, o Português e o Inglês;
Deveria-se elaborar um Plano Estratégico para a orientação e promoção da Eurocidade;
O Plano Estratégico deveria contemplar, entre outras coisas:
a) A definição da situação, objectivos, estratégias, tarefas e seu financiamento; b) A harmonização e melhoria do Plano director Municipal de Elvas e do Plan General de Ordenación Urbana de Badajoz numa orientação e desenvolvimento conjugado; c) A localização fronteiriça e comum da Estação do Comboio de Alta Velocidade; d) A multimodalidade na ligação do TGV com outros serviços de transporte urbanos e interurbanos dentro e fora da Eurocidade; e) A articulação conjunta das Plataformas Logisticas de Badajoz e Elvas para a formação de uma única Plataforma do Sudoeste Ibérico; f) A co-participação activa pública, privada, financeira e social;
g) A gestão de uma identidade própria e diferenciada, iberistica e universalista;
h) A promoção e divulgação de estas identidades através dos meios de comunicação social ibéricos e internacionais, como factor de atractabilidade e promoção da Eurocidade.
São estas as ideias que este catedrático pacense deixa para debate e quiçá um passo em frente na evolução histórica e económica das cidades de Elvas e Badajoz.