edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 8.6.06
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Situada no Largo das Almas, foi edificada no século XVI sofrendo grandes obras nos séculos XVII e XVIII. A sua fachada neoclássica seicentista apresenta um pórtico marmóreo e janela central tipica deste período. Encimando a frontaria, e sobre a janela, apresenta um painel de azulejos policromos, datados de 1881. Interessante ainda no exterior a porta lateral de acesso à sacristia com guarnições de mármore e sobre a qual está a inscrição: "Nossa Senhora foi concebida / sem pecado orginal Padre / Nosso Avé Maria pelas almas / 1666 A.".
O interior de uma só nave abobadada com nervuras, apresenta arco de cruzeiro de volta redonda e côro, em madeira. A capela-mor tem cobertura semi esférica com decorações do sec. XVIII e tribunas laterais. O retábulo pintado e dourado do sec. XVII, encimado por pintura em madeira semi oval representando S. Lourenço implorando pelas almas e datável dos finais do século XVI. Apresenta ainda 4 altares laterais (3 em alvenaria e um em madeira) sobre os quais estão suspensas 4 lâmpadas de ferro forjado do sec. XVII, com decorações de animais e aves. Destaque ainda para o pulpito oitocentista em mármore.
A sacristia, com tecto de vigas e tijolos e decorações em caixotões pintados, apresenta um belíssimo lavabo de mármore com cabeça de golfinho complementando pelo arcaz de madeira com espaldar, nichos e espelhos em talha dourada.
Fotografia: www.tudoben.com

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 7.6.06
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Mais uma fotografia chegada ao email do zedemelo@sapo.pt . Fica o registo da obra que irá maravilhar todos os Elvenses e forasteiros.
Com inauguração anunciada para Setembro (onde é que eu já ouvi isto!?) as minhas dúvidas continuam:
  1. Afinal quanto euros do erário público custou, afinal de contas, o Coliseu Cidade de Elvas?
  2. Está já assinado algum contrato de exploração para este espaço, para prevenir o sucedido com a Central Rodoviária?

Seja qual sejam as resposta, e após ouvir as declarações do Regedor às rádios locais, parece que se dá por terminado a etapa betão tendo inicio a etapa social. Afinal são essas as indicações que se conhecem já do novo Quadro Comunitário de Apoio. Espero que no futuro o Regedor e sua equipa utilizem tão sabiamente os euros como o fizeram até aqui! A bem de todos e que assim Elvas continue a ser a inveja das cidades do Alentejo.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 6.6.06
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O Semanário Linhas de Elvas tem desde há uma semana dois novos espaços de discussão e opinião: o renovado forum e a Tribuna Livre.
No Forum estão vários assuntos abertos à discussão de todos: Saúde; Economia; Elvas/Região; Cultura e Desporto.
Na Tribuna Livre recebe via correio electrónico e publica artigos de opinião dos seus leitores.
O Conselheiro Zé de Mello felicita o "Linhas" pela abertura destes espaços e espera que eles sirvam também para aumentar a discussão democratica na cidade!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 5.6.06
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Aproveitei o fim de tarde de domingo para rumar até ao centro da cidade e aí nos cantos da Carreira trocar ideias e saber das últimas da cidade.
Para meu espanto fiquei a saber que bem ao lado da esquadra local da PSP os "amigos do alheio" realizaram mais uma acção que danificou o bem público com a destruição e roubo da imagem que se encontrava neste nicho no Arco do Bispo!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 2.6.06
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Não é a primeira vez que este Velho Conselheiro se refere a este assunto, a 30 de Agosto passado aqui falámos da Mesopolis de Badajoz. Voltamos ao assunto depois de ler no jornal "Hoy" um artigo de opinião que hoje, resumidamente aqui apresentamos.

Luis Fernando de la Macorra y Cano neste artigo manifesta que a ideia da Eurocidade Elvas - Badajoz não é uma ideia original nem desprepositada no âmbito do actual quadro supranacional da União Europeia. De facto se olharmos para o centro da Europa podemos observar como existem co-urbanizações que ultrapassam as tradicionais linhas territóriais. Neste quadro, segundo o autor do artigo, Portugal e Espanha partilham a mais larga fronteira entre paises membros apresentando as cidades de Elvas e Badajoz no eixo do desenvolvimento das capitais ibéricas.

Para tal defende Luis Macorra y Cano deveria-se aproveitar a próxima Cimeira Ibérica, que se realizará em Badajoz, para impulsionar as bases organizativas da co-urbanização Elvas-Badajoz, apresentado este uma listagem de principios:
    1. A Eurocidade Elvas-Badajoz deverá ter reconhecimento jurídico e político como cidade ibérica e europeia;
    2. A organização e gestão da Eurocidade poderia fazer-se com base numa comissão gestora hispanolusa mista, que dirija, proponha e oriente programas, planos e acções, apresentando bases criativas para superar as discrepâncias ou dissonâncias de operatividade juridica e/ou administrativa e económica;
    3. As línguas de trabalho teriam que ser o Espanhol Castelhano, o Português e o Inglês;
    4. Deveria-se elaborar um Plano Estratégico para a orientação e promoção da Eurocidade;
    5. O Plano Estratégico deveria contemplar, entre outras coisas:

a) A definição da situação, objectivos, estratégias, tarefas e seu financiamento;
b) A harmonização e melhoria do Plano director Municipal de Elvas e do Plan General de Ordenación Urbana de Badajoz numa orientação e desenvolvimento conjugado;
c) A localização fronteiriça e comum da Estação do Comboio de Alta Velocidade;
d) A multimodalidade na ligação do TGV com outros serviços de transporte urbanos e interurbanos dentro e fora da Eurocidade;
e) A articulação conjunta das Plataformas Logisticas de Badajoz e Elvas para a formação de uma única Plataforma do Sudoeste Ibérico;

f) A co-participação activa pública, privada, financeira e social;

g) A gestão de uma identidade própria e diferenciada, iberistica e universalista;

h) A promoção e divulgação de estas identidades através dos meios de comunicação social ibéricos e internacionais, como factor de atractabilidade e promoção da Eurocidade.

São estas as ideias que este catedrático pacense deixa para debate e quiçá um passo em frente na evolução histórica e económica das cidades de Elvas e Badajoz.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.6.06
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edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 31.5.06
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Existem em funcionamento vários programas para a recuperação de edificios em Elvas em associação entre o Governo da Nação (INH) e o Palácio do Regedor (RECRIA, SOLARH, REHABITA) para além do malfadado "Elvas Cidade Branca", estando inclusivé no programa eleitoral a criação duma Sociedade de Reabilitação Urbana para Elvas.

Contudo o mau estado de esta construção propriedade do Palácio do Regedor é notório e pouco abonatório para as funções que cumpre (ou deveria cumprir!).
Por tal fica notificado o Vereador, que no caso é duplamente responsável por esta situação por acumular Turismo e Reabilitação Urbana, para a rápida e eficaz resolução desta propriedade pública a bem da imagem da cidade que se quer Património Mundial.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 31.5.06
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Apartir do próximo mês inicia-se aqui no blogue deste Velho Conselheiro uma nova rúbrica: Casa da Cultura.
A definição de cultura varia consoante os autores consultados, os tempos em que se entende a própria cultura bem como o meio físico onde o "acto cultural" tem lugar, daí a ideia de criar esta Casa da Cultura como um espaço onde todos os fenómenos de expressão humana estejam presentes na mais ampla definição de cultura que se possa imaginar.
Literatura, Pintura, Música, Artesanato, Happenings, Escultura, Arte Digital, Cinema, TV, Teatro, etc.

Como todos os espaços deste blogue a Casa da Cultura está aberto à participação dos co-Conselheiros e de todos os que tiverem uma palavra a dizer.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 30.5.06
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Nestes dias que os Elvenses acorrem ao Jardim Municipal do Rossio para a Feira Escolar recordo que à entrada do mesmo tem o aviso: Proibido pisar a relva.

Ao contrário do que no resto do mundo civilizado a relva dos espaços públicos continua vedado ao usufruto das populações sendo a sua utilização apenas ornamental. Mesmo nesta imagem do Parque Infantil para além da sinalização da proibição de animais de estimação e de jogos de bola é também proibido pisar a relva pelo que se pergunta este Velho Conselheiro: Como brincarão as crianças neste espaço?

No resto do jardim imagino que a relva para além da função decorativa sirva para WC canina!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 29.5.06
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Como já aqui escrevi também do lado espanhol se prepara a instalação de uma plataforma logística em Badajoz, pelo que em reunião em Lisboa o Ministro da Nação Mário Lino e a Ministra Real Espanhola Maria Antonia Trujillo acordaram trabalhar em conjunto para um possível acordo para a criação de uma “holding” luso-espanhola de direito comunitário que irá ser participada pelo SEPES - Entidad Pública Empresarial de Suelo – e uma congénere lusa a criar com participações dos Porto de Sines, Lisboa e Setúbal, da REFER e do Palácio do Regedor Elvense, que será responsável pela gestão da Plataforma.
Enquanto do lado português se aguarda a conclusão do “Estudo Estratégico de Desenvolvimento da Área de Transição entre Elvas e Espanha”, do outro lado do Caia o SEPES encontra-se em negociações para a aquisição dos 300 hectares de terrenos previstos para a instalação do lado espanhol desta plataforma.
Constituída está também o grupo de trabalho misto que definirá os mecanismos que permitam desenhar uma plataforma com unidades funcionais dos dois lados da fronteira, coordenar os projectos português e espanhol para uma harmonização que permita a execução de um Plano Director Único que evite a duplicação de investimentos, por exemplo um único terminal ferroviário.
Depois das infra-estruturas realizadas, a intenção dos dois governos ibéricos é que a gestão seja entregue a esta holding internacional que poderá então passar pela figura de um Agrupamento Europeu de Interesse Económico, contudo essa resolução apenas será tomada depois do grupo misto terminar o se trabalho.
Depois do Império Romano ter unido extremenhos e lusitanos sob o mesmo governo, eis que a história se repeta na união luso-espanhola das Terras do Caia/Caya.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 26.5.06



A viver em Coimbra há 15 anos como foi a experiência de sair de Elvas e rumar a uma cidade e a uma vida desconhecida?
Foi angustiante por um lado e fascinante por outro. Coimbra é uma cidade que permite crescer quer academicamente quer a nível pessoal e cívico.Oferece muitas oportunidades aos estudantes de sonhar, conviver, realizar projectos, intervir social e politicamente. Eu acho que aproveitei bem essas oportunidades.

Que ligações mantém com a cidade natal?
Mantenho a minha familia e alguns amigos em Elvas, que visito quando posso.
Hoje em dia exerce advocacia. Como olha para a justiça portuguesa?
Olho a Justiça com esperança. Não quero cair na tentação de criticar por criticar, pese embora tenha motivos de sobra para ser céptica. Acredito que estou por dentro do sistema para poder mudar aquilo com que não concordo. Nomeadamente a morosidade que derroga o verdadeiro sentido da Justiça e é o seu maior problema.
Numa altura em que em Elvas se fala no encerramento da Maternidade a Cristina está de esperanças. Como vê, ao longe, estes acontecimentos?
Vejo com muita preocupação. Preocupa-me saber que, em termos de saúde, o interior esteja tão mal servido fazendo da população de Elvas uma especie de cidadãos de segunda. O problema é de fundo e não posso concordar com o facto de o serviço de Maternidade - ou outros - não tenham direito ao investimento técnico e humano que a população merece . Mas já que a ferida existe não me choca aceitar que se coloquem alternativas viáveis e realistas, nomeadamente a colaboração de Badajoz. Parece-me demagógico colocar esta questão em termos de nacionalismos exacerbados.
Se eu vivesse em Elvas e a minha filha tivesse de nascer ai, quereria que ela tivesse a melhor assistência, de um ou outro lado da fronteira.
Que recordações a embalam nos dias de saudade?
Os meus tempos de infância e os meus longos passeios a cavalo.
Acredita que a exposição causada com o “caso Casa Pia” prejudica a imagem de Elvas ao associar este nome a um dos mais polémicos casos de pedofilia do país?
Não acredito que a imagem da cidade seja afectada, uma vez que apenas um dos arguidos do processo é natural de Elvas. Acredito que a opinião publica entende que a ligação deste processo a Elvas é meramente circunstancial.
Como elvense fora de portas como vê o estado actual desta cidade? Que futuro poderá percorrer esta terra raiana?
Sinceramente, não tenho um conhecimento aprofundado sobre a realidade socio-económica da cidade e qual será o seu rumo. Sem conhecimento e sem capacidade de exercer futurologia, só me resta o desejo que a nossa terra se desenvolva no sentido de proporcionar á população a melhor qualidade de vida.
Não sei se tem, mas se tivesse que colocar um retrato de um monumento de Elvas
na sua casa esse seria…
Os Arcos da Amoreira, pela sua beleza e majestosidade.
O seu rebento será alentejano de coração?
Claro que sim, vou-lhe contar muitas histórias da minha terra e irá passar férias com os avós para conhecer as suas raizes.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 25.5.06
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Porque rir é o melhor remédio...

em parceria com Sergei Cartoons

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