edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 27.3.06




Como é que um homem de resistência antifascista de esquerda chega a Director do Serviço Jurídico do Conselho da União Europeia?
Naturalmente. Sempre considerei que o Direito é a primeira das garantias contra o arbítrio. E que a integração europeia representa para Portugal um desafio tão importante quanto a democratização e o fim do império colonial. O direito comunitário organiza a razão dos Estados-membros e trata igualitariamente todos os cidadãos da União. Eis algo que, em toda a Europa, se inscreve na herança antifascista.
Em 1976 escreveu “Portugal é demasiado pequeno” como livro de pensamento nacional pós-revolução. Hoje em dia pensa que Portugal já cresceu?
Portugal cresceu fisica e economicamente enquanto membro da União Europeia, o que permite ao país uma presença no plano internacional como Portugal não voltara a ter desde a época das Descobertas. Mentalmente, porém, Portugal continua pequeníssimo.
Está Portugal “condenado” à subserviência da legislação europeia que obriga cada vez mais os Estados-membros à harmonização legislativa?
Não se trata nem de “condenação” nem de subserviência. Trata-se de soberania partilhada. Portugal não é um sujeito passivo, mas sim activo, da legislação europeia. Os representantes do governo português no Conselho, e os deputados portugueses ao Parlamento Europeu participam na elaboração do direito comunitário. Na Comissão, que propõe e executa a legislação comunitária, o Presidente é português. No funcionalismo comunitário há portugueses em postos decisivos. Não é próprio, repito, falar de condenação a uma hipotética subserviência.
Vidas Apócrifas é o seu livro mais autobiográfico, ou é A Lua de Bruxelas, que tem como protagonista Almeida Garrett e a sua missão diplomática em Bruxelas, que representa mais a sua vida?
Não escrevo autoficção. Qualquer dos meus livros reflecte, porém, necessariamente, as minhas experiências. “Madame Bovary c´est moi”, dizia Flaubert. Eu estou nas minhas personagens, até nas femininas. Admito que o meu contacto com a vida diplomática e a intimidade com a Bélgica me facilitaram a compreensão das peripécias de Almeida Garrett em Bruxelas. Nas Vidas Apócrifas, como nos outros meus livros, descrevo situações, tempos e ilusões que vivi ou que vi viver. Falo do que conheço.
Que relação mantém com a cidade que o viu nascer?
Em mente, íntima. Fisicamente, irregular. Da família, apenas se mantém em Elvas uma tia. Visito-a duas, três vezes por ano. O contacto com Elvas, os campos, o Guadiana, Badajoz, significam sempre para mim uma fonte de renovação dos sentidos e da memória, matriz inspiradora dos meus sonhos e da minha escrita.
A ligação de Elvas a Bruxelas por via da grande comunidade que aí existe fazem-no sentir-se mais perto da sua cidade natal?
Evidentemente. A comunidade alentejana tem uma expressão bem viva: restaurantes, pastelarias, mercearias, que permitem matar saudades. Considero-me cosmopolita nas ideias, mas sei-me nacionalista, e até regionalista, nas comidas e bebidas.
Que intervenção tem nessa comunidade?
Infelizmente muito pouca. Algum convívio e as visitas semanais à Pastelaria Garcia, que é um templo alentejano no centro da Europa. Há pastéis de nata, enxovalhada, queijadas e uma promessa de sericaia, cujo prato regulamentar, comprado em Elvas, ofereci ao proprietário.
Desde fora a percepção das coisas ligadas à cidade natal fazem-no perceber um futuro positivo ou enevoado para Elvas?
É sobretudo nas cidades que Portugal continua demasiado pequeno, longe da modernidade. Basta olhar para os conjuntos urbanos ao longo da raia luso-espanhola para ver quanto as cidades portuguesas, ao contrário das espanholas, são locais inapropriados para assegurar o bem-estar e a felicidade de quem lá vive. Fora dos centros históricos, aliás razoavelmente maltratados, as cidades portuguesas aparentam-se a subúrbios. Compare-se Elvas com Badajoz e até com Olivença. Portugal continua à espera da revolução urbana. Elvas também.
Como membro da comissão de honra da candidatura do Prof. Cavaco de Silva à Presidência agradou-lhe especialmente que em Elvas, terra de maiorias socialistas, tenha ganho o seu candidato?
A maioria que elegeu o Engº Sócrates em 2005 é no essencial a mesma que elegeu o Prof. Cavaco e Silva em 2006. É o centro, democrático, europeísta, socialista democrático e social-democrático em sentido próprio. Enquanto cidadão, contribuí, através do voto, para a a eleição de ambos. Como a maioria dos elvenses e dos portugueses em geral.
Um putativo regresso a Elvas para escrever ou para ter uma palavra a dizer na vida local?
Não preciso de regressar a Elvas para escrever sobre Elvas. Nem para ter uma palavra a dizer sobre a vida local. Afinal, os meios de comunicação, incluindo os blogues, permitem-no perfeitamente.
Se o convidassem a escrever um conto sobre Elvas, ou tendo Elvas como pano de fundo, teria o título de: ….
Já escrevi, que eu me lembre, pelo menos um conto e uma novela tendo Elvas como pano de fundo: “A Sibila de Badajoz” das Vidas Apócrifas, e “O retrato de Rubens”, da coletânea de contos com o mesmo título. Estou presentemente a escrever um romance - chamemos-lhe assim – que tem Elvas como cenário. Já tem título: A Cidade do Homem. Por enquanto mais não digo.



edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 24.3.06
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Depois de em 02 de Dezembro passado ter editado um comentário sobre o Museu de Arte Contemporranea de Elvas (MACE) / Colecção António Cachola, voltamos a dar à estampa o assunto numa altura em que se avizinha o concluir da obra de adaptação do Hospital da Misericórdia para acolher este novo espaço museológico do burgo.
Esta obra que nas duas fases de intervenção ultrapassa os 3.300.000€, e que consta do Programa do XVI Governo Constitucional, é co-financiado pelo FEDER em 75% através do Programa Operacional da Cultura do Ministério Estatal correspondente, sendo dono da obra o Palácio do Regedor e responsável pelos 25% restantes.
Este edificio, bem no coração da cidade, é um magnífico exemplar de arquitectura civil oitocentista tendo os vários projectos a concurso de respeitar algumas das peças históricas que ali se encontram, bem como preparar o edificio para acolher "à medida" a colecção do elvense António Cachola.
Também a Microsoft Portugal olha para este projecto em que as "instalações" e outras peças artistícas vivem das novas tecnologias.
De igual forma quem em Dezembro passado deixa-se aqui o convite à população para uma visita "de adaptação à Arte Contemporranea" ao vizinho pacense MEIAC.
Fica o exemplo de uma das obras a expor: aqui

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 23.3.06
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Foi anunciado pela Empresa TagusGas, com a presença do Vice-Regedor que ainda em 2006 chegará a Elvas o Gás Natural. Este projecto que durante o Verão chegará às zonas extra-muros do Burgo (Boa-Fé, Santa Luzia/São Pedro, Santo Onofre, Revoltilho, Cidade Jardim/Piedade e Europa/Quinta dos Arcos) e que foi apresentado esta semana em conferência de imprensa é omisso em relação às Zonas Industrias das Fontainhas e Gil Vaz.
Segundo o sitio electrónico do Palácio do Regedor "A chegada do gás natural a Elvas é feita em etapas: a empreitada da ligação Campo Maior-Elvas inicia-se em Abril, a seguir é feita a infra-estrutura base que mais não é do que a verdadeira espinha dorsal da distribuição, a concluir este ano, e por fim a rede de distribuição secundária, com os seus ramais de abastecimento, cujos primeiros ainda vão estar concluídos em 2006 ."
O gaseoduto que introduz o gás natural em Portugal passa pelo território concelhio há alguns anos e agora através desta empresa do Grupo Galp se prepara para o abastecimento doméstico e industrial. Para o potencial cliente doméstico o produto apresentado é o denominado "serviço chave-na-mão de ligação ao Gás Natural":

. Projecto da instalação para Gás Natural
. Execução (ou adaptação) da instalação para Gás Natural
. Conversão dos aparelhos
. Ensaio de estanquicidade, colocação do contador e abertura do gás
. Certificado de Inspecção (emitido por Entidade Inspectora certificada pela DGGE)
Os preços deste serviço são orçamentados consoante o tipo e caracteristicas da habitação, sendo que para condominios este terá que autorizar a instalação por maioria qualificada de 2/3, sendo que pelo menos 50% dos residentes contratem o serviço. Quantos aos preços praticados pela Tagusgás este variam consoante o consumo entre os 2,09 €/m3 e os 6,07€/m3.
Em definitiva mais uma boa nova para a cidade numa altura em que é necessário esquecer que em breves gerações estas melhorias serão aproveitadas pelo elvenses de Badajoz!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 22.3.06
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A Biblioteca Municipal de Elvas, que se encontra em obras para passar a ser uma das 261 do nosso país que integram a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), iniciado em 1987, com o objectivo de construir e desenvolver as bibliotecas municipais segundo os princípios preconizados no Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas.
O programa baseia-se na criação de parcerias — entre o IPLB e os Municípios — que possibilitem a instalação e modernização das bibliotecas públicas enquanto equipamentos considerados como infra-estruturas de natureza sócio-cultural. Propriedade dos municípios, cada Biblioteca integra secções diferenciadas para adultos e crianças e também espaços polivalentes para actividades de animação, colóquios, exposições, etc. Para além de colecções de livros e de periódicos, as Bibliotecas reúnem documentos áudio, vídeo e multimédia, de modo a acompanhar as correntes actuais da literatura, da ciência, das artes, etc.
No caso Elvense a nossa Biblioteca será enquandrada no nível BM2, tendo uma comparticipação do Ministério da Cultura de 50% do valor total da adaptação, representando um investimento global de 2.500.000 euros, que farão deste histórico espaço, com um dos mais extensos e valiosos espólios documentais de Portugal, contendo 100.000 volumes.
O projecto prevê que a Biblioteca Municipal se transforme num espaço de cultura apto a receber os cidadãos do sec. XXI. Para tal terá que ter no seu quadro 18 funcionários, sendo 2 Técnicos Superiores de Biblioteca e Documentação, 8 Técnicos Profissionais de Biblioteca e 1 Auxiliar Administrativo.
Com esta adaptação criou-se também o Arquivo Histórico Municipal já em funcionamento no Convento de S. Francisco, onde estão também a ser tratados os volumes que serão transferidos para a renovada Biblioteca Municipal cuja inauguração será ainda em 2006.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 21.3.06
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O Palácio do Regedor anuncia que até final de 2006 estará concluido o processo de requalificação urbana do Rossio de S. Francisco, junto ao Aqueduto.

É uma obra que vai trazer para a cidade um pedaço que por estar escondido por detras do Aqueduto tem tido pouco usufruto da população. Assim, o Palácio do Regedor vai renovar aquele espaço dotando-o de uma aspecto mais cuidado e aprazível ao tempo que lhe garante o usufruto tradicional de espaço de feiras e mercados, que fazem parte da história e tradição locais.
Vários tipos de pavimentos, de forma a delimitar zonas de utilização, plantação de vegetação vária, colocação de mobiliário urbano, iluminação e sistemas de águas fazem deste um projecto que mais uma vez vai revolucionar o visual urbano.

Para além do arranjo destes 55.000 m2 será ainda regulado o trânsito na zona com a abertura de mais dois arcos para a circulação automóvel, e onde terminará a Circular Interior à Cidade (CIC).

Este projecto, integrado no Programa Polis destinado a Elvas ( mais de 5 milhões de euros), está orçado em 1.500.000 Euros, dos quais o Palácio terá de suportar 25%, cabendo os restantes ao Programa Polis.

Mais uma grande obra que fará desta cidade-suburbio de Badajoz, a mais acolhedora para os futuros elvenses de Badajoz!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 20.3.06

Ao Gabinete de Informações do Palácio do Regedor pela rápida resolução do problema do não funcionamento do link do sitio electrónico oficial, e também pela leitura atenta deste blogue.

Todos somos Elvas!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 20.3.06
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Depois de já ter enviado um e-mail ao Palácio do Regedor (o qual não mereceu resposta, tal qual os outros já anteriormente enviados por diversos assuntos) trago hoje aqui o pedido público para que o sitio electrónico do Palácio do Regedor disponibilize online o Boletim Municipal nº 73 de Fevereiro/06.

Este sitio sofreu ao longo de 2005 muitas alterações e melhorias mas infelizmente para os utilizadores da internet e cidadãos elvenses em geral, este continua a não disponibilizar algumas informações que na óptica deste Velho Conselheiro importante para o conhecimento público:

  • Deliberações / Actas das Reuniões Municipais
  • Concursos públicos quer de empreitadas quer dos lugares no funcionalismo municipal
  • Informações turisticas sobre a cidade
  • etc....

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 17.3.06
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Elvas esteve ontem em destaque e em directo em vários medias nacionais pela força das convicções dos agricultores Veja aqui um exemplo
Se Todos os Elvenses tivessem esta vontade e coragem seria mais dificil fechar RI8, Maternidade, PSP, Colégio de Vila Fernando, etc..
Nesta avalanche fica a boa vontade da CCRAlentejo de dotar o GAT local com mais abrangência regional.
Do muitos comentários que tenho ouvido e dos blogues que apoiaram e sem manifestaram contra o encerramento da Maternidade Mariana Martins de Elvas, fica a convicção neste Velho Conselheiro que falta uma voz na região que unifique e que não deixe que este desrtico Alentejo seja cada dia mais um suburbio de Badajoz, em especial "nuestra muy querida ciudad de Elvas, bañada por el Caya e Guadiana".

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 16.3.06
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O mesmo cidadão identificado que enviou a este Velho Conselheiro a sua lamentação pelo estado em que se encontrava uma sargeta na Rua Janauario Cavalheiro, que publicamos na terça-feira, fez-nos chegar ontem ainda o registo da sua satisfação pela rápidissima solução do problema após 2 (DOIS) anos de pedidos.

Aos responsáveis (Vice Regedor??? ou Presidente da Junta???) o obrigado em nome da população daquela artéria.

Afinal, vozes de burro chegam ao céu!!!!

Ai se impedir encerramentos fosse tão fácil!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 15.3.06
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O Quid Rides diz de sua justiça que: " Propõe-se até que se comece a fazer o mesmo na rede escolar - enviado as crianças de Vila Real de Santo António para o liceu de Ayamonte - ou nos serviços do Estado fechando os cartórios de Valença e registando tudo em Tui."

"Mas para uns, Correia de Campos age determinado fundamentalmente pelo objectivo: redução do défice. Para outros, o objectivo é o de aumentar a qualidade da saúde a prestar em Portugal." opiniões para todos os gostos em puxa palavra

Diz o Preto no Branco : "Lembro-me do tempo em que não havia caramelos em Portugal e os iamos buscar a Badajoz... mas partos!! (...) Tudo para junto da fronteira, vamos por Portugal inteiro com Badajoz à vista!!!"

"Uma das maternidades condenadas entre outras é a de Elvas (Maternidade Mariana Martins), cidade raiana do distrito de Portalegre.Socrates e o seu governo dão mais uma forte machadada na desertificação do interior do país. As elvenses ainda estão com sorte afinal de contas Badajoz está a cerca de meia hora..." in D'Algibeira

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 15.3.06
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Encerramento de maternidades, um ataque à vida!

"(...) Vão aumentar os casos de partos de emergência em ambulâncias... assistidas - como puderem ser- pelos bombeiros que transportam a parturiente, em vez de serem realizados em salas com as devidas condições; em vez de médico/a obstetra, enfermeiras-parteiras, cirurgião e anestesista, para o caso de ser necessário uma cesariana. (...)" ver toda em "A Luta Social"

O Trevo de quatro títula PORTUGOZ e diz:

"Nasceste onde?Portugoz!é uma possivel resposta para daqui a alguns anos.Então a maternidade de ELVAS fecha e dizem aos Pais para irem ter os filhos a,...BADAJOZ?!?!??!mas isso não é NOUTRO PAIS???será para isso o TGV?Vamos todos nascer a espanha e assim acaba-se com o Pais....É bem visto essa cena!!!"

Atão e os de Elvas .... ???? é a pergunta do Pharmacia de servico baptizando Elvas de "Nova Olivença"

"Já me tinham falado de Badajoz para outras valências inexistentes em Portugal.Mas creio que era a pagar pelas próprias.E agora quem paga?" uma duvida do Bichos Carpinteiros

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 14.3.06
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Foi hoje cometido pelo Governo da Nação mais um ultrajante delito de ofensa pátria ao povo de Elvas. O ministro da Saúde, Correia de Campos, por despacho ministerial determinou o encerramento até 30 de Junho do bloco de partos da Maternidade Mariana Martins.

Fica o registo para a história. Ouça aqui

Após avanços e recuos, mudanças de estratégia, promessas e reuniões públicas, diz o Regedor

Contudo e para pesar de muitos elvenses, com especial destaque para o Dr. Melo e Sousa, a MATERNIDADE MARIANA MARTINS chegou ao fim de vida.


Elvenses de Badajoz sereis bem recebidos na vossa cidade, sendo vós os futuros guardiões das tradições e histórias da Cidade de Elvas, Chave do Reino e Rainha da Fronteira!

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