edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 3.3.06
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«Resido na cidade de Elvas há vinte anos. Assisti a todo o fervilhar do comércio local quando espanhóis faziam as suas compras no centro da cidade, e enchiam os restaurantes e cafés. Assisti ao declínio desse mesmo comércio, quando as fronteiras se abriram,e as diferenças se esbateram. Os portugueses passaram a gastar mais do outro lado da fronteira, e os espanhóis deixaram de encher as ruas de Elvas. Hoje emm dia a situação inverteu-se, e são os portugueses que enchem as ruas e o comércio de Badajoz. Para comprar roupa, produtos alimentares, assistir a cinema dobrado em castelhano, para comerem um hambúrguer, para encherem os depósitos dos seus carros e irem a aconsultas de médicos de alguma especialidade.

Que futuro querem os portugueses, em especial os elvenses para esta cidade? Será que existe uma ideia instalada de que se Badajoz se desenvolve e estamos aqui tão perto, valerá a pena incomodarmo-nos? É tão fácil ir ali ao outro lado e comprar o que quisermos ou precisarmos.

Badajoz tem tudo. Para quê ter esses mesmos recursos em Elvas? Para quê um melhor Hospital? Aqui ao lado têm um tão grande! O de Elvas vai fechar, o primeiro passo é o encerramento da Maternidade. A população assiste passivamente e ainda agradece.

Vai encerrar o Regimento de Infantaria nº 8. Excelente. Nunca mais haverão guerras. Elvas é um ponto estratégico e uma cidade militar há séculos. A isso deve o seu património, um conjunto fortificações e a muralha que rodeia a cidade, mas que pode prescindir de tudo isso porque um museu nas instalações do quartel é mais bonito mesmo que nunca tenha visitantes.

A Policia de Segurança Pública pode também fechar as instalações. A população é pouca, para quê polícia numa cidade, sede de concelho?

A minha sugestão é que se encerre a Câmara Municipal e que Elvas passe a ser Junta de Freguesia, pertencente a Portalegre, ou melhor a Badajoz. E que se faça uma petição para que Elvasdeixe de ser cidade e passe a ser aldeia. Ou um monte.

Parece-me ser este o objectivo dos governates.

Vem aí o TGV? Quando? E para quê? Quem vai lucrar com isso serão os espanhóis, que já estão a trabalhar para isso. Aqui só se fala e se espera. Elvas vive à espera de um D. Sebastião talvez. Passivamente. Caladinha, que assim é que é bonito. E... OLÉ!»

Carta publicada na edição de ontem do Linhas de Elvas assinada por N.M.S..

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 2.3.06
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A comissão técnico-científica da Candidatura das Fortificações de Elvas a Património Mundial, é o organismo que está a elaborar a candidatura elvense. Esta comissão nomeada pela autarquia e rectificada pelo Ministério da Cultura é costituida por:
  • Coordenador - Professor Domingos Bucho, do IPP
  • Arquitecto Luís Boavista Portugal,
  • Professor António Ventura, da Universidade de Lisboa,
  • Raul Ladeira (designer)
  • Engenheiro Mário Batista, da Câmara Municipal de Elvas.

Neste mandato foi nomeada a Vereadora Elsa Grilo como responsável politica pelo acompanhamento do processo.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.3.06
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edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 28.2.06
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5 estrelas - os grupos apeados que atingiram, na globalidade, muita qualidade.
4 estrelas - Claúdio Carapuça, o "Alberto João" de Sta. Eulália.
3 estrelas - Os Carros (pouco) Alegóricos
2 estrelas - que saudades do entrudo trapalhão.
1 estrela - a chuva de sábado!
Vale a pena o Carnaval de Elvas. Veja as fotos aqui

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 24.2.06
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edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 23.2.06
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Porque rir é o melhor remédio...


em parceria com Sergei Cartoons

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 23.2.06
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Confirma-se o édito da última 5ª feira. O Conselho de Ministros extinguiu hoje o Regimento de Infantaria 8.

Veja aqui



edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 22.2.06
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Ontem ganhou a confiança da população no seu Regedor. Pelos vistos apenas 50 pessoas tinham dúvidas sobre os assuntos que foram tratados na sessão de esclarecimento. Pelos vistos o povo já percebeu que a esta altura tudo o que se possa fazer são "sopas depois do almoço". Pelos vistos mais vale ser uma aldeia de Badajoz que uma cidade de Portugal. Pelos vistos os militares não querem manter a tradição castrense mas apenas o emprego. Pelos vistos as senhoras têm medo de parir na Maternidade de Elvas. Pelos vistos mais vale ficar ao braseiro do que saber da cidade. Eu não desisto.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 21.2.06
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Caro Regedor,
Hoje venho dirigir-me a V. Exa. através duma Carta Aberta, no dia em que se celebra a Sessão de Esclarecimento sobre os assuntos que perturbam a população nos últimos tempos (Regimento e Saúde).
Como V. Exa. bem sabe tem sido um dos mais visados por este meu blogue, como é natural, sendo como é o responsável máximo pelos caminhos que o Concelho de Elvas vai tomando.
Durante o período eleitoral deu-se igual destaque a todas as forças politicas concorrentes aos orgãos municipais, numa demonstração de respeito idêntico por todos.
Contudo, nestes últimos meses, a actuação das forças politicas na oposição, quer no Executivo quer na Assembleia, tem sido vaga pelo que mais ainda este Velho Conselheiro se sente na obrigação moral de questionar algumas das medidas tomadas, mas sempre respeitando-as pois traduzem a vontade da maioria expressa nas urnas.
Quanto aos assuntos que hoje, e apenas hoje, se propõe esclarecer pecam por tardios em alguns casos, pois as decisões já estão tomadas, enquanto a população confiava.
Segundo me contam, Elvas foi idolatrada e invejada por todas as localidades do Alentejo (Évora incluída), que viram como esta cidade raiana soube aproveitar todos os recursos financeiros comunitários para lavar o rosto e preparar-se para o sec. XXI. O que lhe pergunto Sr. Regedor é, como chegamos a este ponto em que tudo o que eram serviços parecem estar em extinção? Como vamos convencer os empresários a fixarem-se numa cidade que começa a definhar? Que atractividade terá a cidade para chamar nova população aquando da construção da Plataforma Intermodal?
Espero as suas respostas nesta sessão, sem populismos e apresentando medidas concretas e imediatas para contrariarmos esta situação.
Pode contar com este Velho Conselheiro para fazer de Elvas uma cidade de futuro!
Bem Haja!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 20.2.06

Como resultado de mais uma troca de correios electrónicos, editamos hoje uma entrevista com António Abernú, um jovem elvense, que desde a Covilhã, nos relata o seu percurso de encenador à frente da ASTA – Associação de Teatro e outras Artes do Distrito de Castelo Branco e do www.teatrovirtual.net respondendo às curiosidades deste velho Conselheiro.

Como é que alguém que sai de Elvas para frequentar Engenharia Aeronáutica acaba como encenador de teatro?
No segundo ano do curso – 1992, entrei para o Teatrubi – Grupo de Teatro da Universidade da Beira Interior. O “bichinho” do teatro foi ganhando terreno aos aviões. Em 1996 acabei por deixá-los e fui para Évora fazer um curso de formação de actores. A encenação começa por um convite do próprio Teatrubi depois de ter terminado o curso de actores. Desde ai que direccionei mais o meu trabalho para a encenação, principalmente na ASTA.
Continua mantendo alguma ligação a esta sua terra natal?
Os meus pais, alguns amigos, recordações e as noticias que vou sabendo.

Teatro subsidio-dependente ou Teatro para todos?
Teatro para todos, sem duvida. Contudo, a subsídio – dependência sob a forma de incentivo e ajuda a novos projectos será obrigatória. As estruturas e principalmente os novos projectos devem ter injecção de dinheiro do estado – um investimento na cultura do país. Apesar de termos de olhar o Teatro e as estruturas hoje em dia, de uma outra forma, com ligações e parcerias com instituições, empresas, espaços e as próprias pessoas, para se poderem melhor sustentar e assim chegar a mais públicos.
Como vê um homem da cultura o investimento em novos museus, auditórios e pavilhões multiusos na sua terra berço?
Só posso ver com bons olhos. A maioria das vezes as politicas menosprezam a cultura, esquecendo sempre que faz parte da identidade de um pais, de uma região e das próprias pessoas. Alem do mais esses espaços tem posto de trabalho, visitantes, movimento de obras e acima de tudo “vida” e comunicação entre as pessoas.
Por outro lado estão a ser criadas redes de espaços culturais no nosso país. Será oportuno e necessário que Elvas também os tenha, como forma de acolher eventos e produzi-los.
E não podemos esquecer que as novas formas de entretenimento estão a ganhar novas dimensões e formas, significantemente lucrativas.
O que me preocupa é as pessoas que estão afrente desses espaços. As pessoas que os gerem e programam, os animadores e as pessoas que trabalham na criação de novos públicos. A formação é deverás essencial – para melhor formação dos públicos, manutenção dos equipamentos e o próprio serviço prestado pelo espaços.
Caberia dentro da dimensão da cidade de Elvas uma companhia de teatro com representações frequentes?
Creio que sim. Pelo menos seria de se tentar.
Uma companhia de teatro em Elvas, alem de poder apresentar duas ou três produções por ano, certamente que também faria o papel de convidar e acolher espectáculos de outras companhias.
Por outro lado deveria fazer um trabalho concertado com as escolas e instituições da região. Levar o teatro a escola, a junta de freguesia, trabalhar com as crianças, os jovens, os adultos e ate os mais velhos. Serviços educativos, actividades didácticas e lúdicas nos museus e instituições seriam outra das acções que uma companhia poderia desempenhar em Elvas. Assim se poderia envolver muitas pessoas e criar novos públicos.
O projecto teatro digital foi um episódio ou terá continuidade?
O teatro virtual é um grande sonho meu que vou conseguindo realizar.
O projecto que já foi desenvolvido o ano passado faz parte do início de alguns outros que de alguma forma lhe estão associados. Um deles é a transposição do resultado final –filme/peça do teatro virtual para um espectáculo de palco onde vou “esquecer” as tecnologias que usei em prol de um trabalho centrado no actor.
Novas execuções do teatro virtual com correcções e aperfeiçoamentos estão pensadas, principalmente fora do país. Embora o projecto se realizasse num espaço comum ao “mundo”, o texto foi escrito em português e a maior participação foi obviamente portuguesa. Tenho vindo a trabalhar em prol de arranjar parceiros fora do pais para poder alargar os horizontes de uma nova execução do projecto e enriquece-la.
Ainda todo o meu trabalho de pesquisa e estudo sobre comunicação que obviamente esta relacionado com o projecto.
Apostar na cultura (teatro, dança, musica, etc) é um investimento no futuro. Se lhe oferecessem a cadeira do Ministério da Cultura qual seria a sua politica?
Recusaria certamente. Gosto muito de coordenar as pessoas e as dirigir ate, mas partindo do, e com o trabalho delas. Um ministro e o seu ministério não têm tempo nem hipóteses ou vontade de fazer trabalho de campo. Só assim creio possível entender os moldes em que se poderia construir uma politica cultural.
Por outro lado as politicas no nosso país – e não só, são ainda de acordo com ideologias e cores politicas, o que para mim penso já não ser exequível.
O chamamento de público ao teatro passa pelo teatro interventivo/interactivo?
Sim, cada vez mais. Quanto a mim uma das formas principais de criar novos públicos é a de desmistificar a arte e a cultura – uma pessoa que nunca dançou, nunca poderá saber se gosta de o fazer.
Mais do que espectáculos, acções de sensibilização de vários conteúdos que se criem em consonância com o mundo do teatro - serviços educativos de instituições e ateliers/workshops são disso um exemplo em pleno crescimento.
Dos vários trabalhos realizados no mundo cénico qual lhe daria prazer trazer às tábuas do Cine Teatro elvense? E quando terão os elvenses esse previlégio?
No ano de 2001 a ASTA enviou um ofício anexado de um caderno de produção do espectáculo para a infância: Pequeno Monstro, para a Câmara Municipal de Elvas ao cuidado da vereadora da cultura. Várias tentativas telefónicas para marcar uma reunião ou saber algo sobre a nossa proposta foram efectuadas da nossa parte, sem feedback algum.
O ano passado, quando do termino do projecto teatro virtual, enviamos em carta registada com uma proposta para apresentação ao publico do resultado do projecto, da qual, apenas recebemos a confirmação de entrega dos correios.
Como poderá constatar, não é por falta de iniciativa e vontade da minha parte. Quem sabe á terceira não é de vez…
Se tivesse que escolher um “décor” para uma representação de entre os monumentos de Elvas qual escolheria? Porquê?
Elvas tem cenários naturais e monumentos que só por si são extraordinários.
Sem duvida que seria um grande desafio – fazer um espectáculo performativo e multimédia no Aqueduto da Amoreira. Aqueles arcos transfigurados de vida, som e cor, seria certamente fantástico.
O grande papel da sua carreira foi…. E qual ambiciona dar corpo?
A minha carreira como actor está em stand by – nos últimos 3 anos tenho trabalhado mais como encenador e criador. Um dos papéis que mais trabalho e gozo me deu ao mesmo tempo, foi um Joanne de Gil Vicente no Auto da Fama.
Não sou fã das personagens dos clássicos ou dos grandes textos. Prefiro aquelas que reflectem e nascem dos nossos dias.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 17.2.06
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Vem hoje o Regedor anunciar que na próxima 3ª feira pelas 19h00 no Cine Teatro de Elvas, vai tocar a reunir a população para prestar esclarecimentos sobre as nuvens que pairam sobre o burgo. Contudo, a mensagem a passar desde já é que não se alarmem os populares que nada esta decidido!
Pois bem, tentemos ser racionais e perceber os factos e os "boatos":

REGIMENTO - Tanto quanto se sabe o diploma está já na mesa do 1º Ministro para ser levada a Conselho para aprovação, e nele consta a extinção do último bastião militar da cidade.
HOSPITAL / MATERNIDADE - O hospital local está já integrado numa gestão única com o seu congénere de Portalegre e todos os Centros de Saúde do Norte Alentejano procurando-se desta forma a rentabilização de recursos quer humanos quer financeiros, através da aglotinação de serviços. Quanto à maternidade todos sabemos o que está em estudo e as palavras do Regedor e do Presidente da Fundação Mariana Martins.
PSP/GNR - Quanto à definição das forças de segurança no concelho parece a este Velho Conselheiro que tudo permanecerá igual, contudo seguem os estudos economicistas.
EB's 1º CICLO - Os sindicatos de professores levantam as ondas, e em também Elvas chegam ecos do fecho de escolas que detêm menos de 10 alunos (Malvar, Fontainhas, Vila Fernando e Barbacena) e mais uma vez o Regedor afirma categoricamente: "Estas escolas não correm risco de encerrar".
A bem da cidade quero acreditar nas palavras do Regedor, mas cada vez mais me parece que o seu cartão rosa tem menos peso no Largo do Rato, e que este deveria conter-se na declarações públicas pois todos sabemos o que disse sobre a Maternidade e pelos vistos tinha razão: Não fecha, apenas deixa de fazer partos!!
Sabemos que estas decisões são de índole nacional mas convém que a população se mantenha calma, ordeira e controlada e não se alarme pois tudo esta a ser tratado pelos senhores de rosa, enquanto os laranjas vão às piscinas de borla, os bloquistas tomam café e os comunistas mantêm a fé!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 16.2.06

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