edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 10.2.06
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edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 9.2.06
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Hoje é a vez do Jornal espanhol Hoy dar voz à futura extinção dos serviços hospitalares em Elvas:


leia aqui
Já em tempos idos escrevi sobre a Mesopolis Transfronteiriça de Badajoz, que cada vez mais se apresenta como o mais certo a médio/longo prazo para o futuro da cidade. Se hoje em dia os Elvenses se deslocam a Badajoz por questões economicas para ir ao supermercado, às gasolineiras, para habitar e mais recentemente ao tabaco, também é certo que os mais afortunados têm acesso a cuidados sanitários atravez dos seguros de saúde.
Ora, tendo em vista a reorganização económica que Lisboa está a levar a efeito no sector da saúde, Elvas verá em breve fechar mais serviços do seu hospital, contudo o que antes foram inimigos hoje apresentam-se como a sorte da população da cidade. Imaginem que não tivessemos aqui ao lado a capital pacense, com os seus serviços de saúde bem organizados e a prestarem cuidados médicos de qualidade, e já os elvenses teriam que rumar a Portalegre ou Évora para serem servidos por cuidados médicos.

Enfim, que bom é ser ibérico ou como diria Filipe II de España, aquando da sua apresentação nas cortes de Tomar: "Los portugueses son tan españoles como los demas"

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 8.2.06
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O silêncio de todas as forças politicas!

Que diz a Fundação?
Que diz o Regedor?
A passividade da população!
Vou inscrever-me num curso de espanhol!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 7.2.06
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Depois da lançada a notícia pelo Linhas de Elvas é agora a vez do Jornal Público fazer eco:

Maternidade alentejana pode fechar as portas

Bebés de Elvas poderão vir a nascer em Badajoz




«As mulheres da região de Elvas poderão passar a ter os seus filhos na maternidade de Badajoz, segundo uma hipótese que está a ser analisada pelos responsáveis do conselho de administração dos hospitais de Portalegre, de Elvas e daquela cidade espanhola. A concretizar-se a intenção, admite-se o encerramento da maternidade de Elvas.
O presidente do conselho de administração dos hospitais de Portalegre e de Elvas, Luís Ribeiro, sublinhou à Lusa que se trata de "uma hipótese que está a ser estudada, entre várias opções". Luís Ribeiro confirmou que existem já contactos com responsáveis do Hospital Infanta Cristina, de Badajoz, e que, a confirmar-se esta possibilidade, a Maternidade Mariana Martins, em Elvas, encerrará as suas portas."Não se tira nada à população sem lhes dar algo em troca e o que se pretende oferecer é um serviço melhor e com mais qualidade, onde os bebés nasçam bem do ponto de vista técnico, e a hipótese de Badajoz favorece as mulheres da região", sustentou o responsável.Actualmente, as mulheres do concelho de Elvas e das regiões limítrofes da raia têm habitualmente os filhos na maternidade de Elvas. No entanto, nos últimos tempos tem aumentado também o número de mulheres da região de Elvas que optam por dar à luz em Badajoz, recorrendo sobretudo a clínicas privadas, através de seguros de saúde.Para Luís Ribeiro, as mulheres portuguesas do interior "têm o direito a fazer os partos em condições idênticas às de Lisboa", considerando indiferente se um bebé nasce em Elvas ou Badajoz. "Se for filho de portugueses, a criança é portuguesa", argumentou. Luís Ribeiro sublinha que, para já, "nada está ainda resolvido", sendo a decisão final da competência do Ministério da Saúde, através da Administração Regional de Saúde do Alentejo. Para a concretização da medida, será também necessário um acordo entre os ministérios da Saúde de Portugal e de Espanha.Com doze médicos obstetras, as maternidades dos hospitais de Portalegre e Elvas registam anualmente cerca de 700 partos, uma média de 60 por mês.No passado dia 5 de Dezembro, o "Jornal de Notícias" avançou que a Direcção-Geral de Saúde, alegando a falta de recursos humanos para o encerramento de maternidades, tinha já elaborado uma lista das primeiras seis urgências de obstetrícia a fechar. Entre elas estava a de Elvas, que realiza menos de 200 partos por ano. Na altura, o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, assegurou que a maternidade da cidade não iria fechar.»

Esta-se mesmo a ver o que vai acontecer: ELVENSES DE BADAJOZ!
Que forma habil esta de manter a população pacata e quieta quando a maior revolução em termos de saúde no concelho e região se avista no horizonte como uma forte hipotese de se tornar realidade!
E a população caladinha! chiuuuuuuuuuuuu que o menino esta a dormir!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 6.2.06
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Neste dia dedicado a S. Paulo Miki quero deixar alguns destaques de aqui e ali:

Da Caixa postal: «Vi um comentário de alguém de Vila Viçosa, sobre o E-mail enviado por mim a queixar-se de que os de Évora também não queriam que V. Viçosa se desenvolvesse. Porquê não começar por um região de turismo constituida pelos concelhos de Elvas e V. Viçosa e também os do Alandroal (Juromenha, Vila Real), Olivença, Campo Maior, Albuquerque e, ou não, Badajoz. Seria uma região que contava a história desta zona que tanto fez em defesa da soberania dos dois países. Viamo-nos livres das regiões de turismo em que nos encontramos inseridos, que o que unicamente fazem, ou tentam fazer, é divulgar as respectivas "capitais".» enviado por Manuel Guerra
Dos Comentários deixados no blogue: «Lamento profundamente o que se está a passar. Pensava que o 25 de Abril tinha restituido a liberdade de expressão para todos. Desde há algum tempo que se tem procurado silenciar as vozes discordantes, mas que tal acontecesse com pessoas que se dizem socialistas ! é que não esperava. Ou será que receiam que lhes seja dito que nem sempre têm pugnado pelo interesse da população que os elegeu, quando se veem confrontados com as atitudes do Governo a que estão subservientes? Ou só têm coragem quando o Governo é doutro espectro político?Afinal de que têm medo? Que interroguem sobre a justeza da colocação de familiares no círculo dos bafejados pela mão do compadrio? Mas isso é algo que o Governo de José Sócrates já nos habituou,como o tinha feito Cavaco Silva, Mário Soares,Durão Barrosos,Santana Lopes. Só sabem atirar pedras quando estão na oposição, mas alcançado o poder todos se comportam de igual maneira.No fundo o que é preciso é sentarem-se todos à mesa da magedoura do Estado, borrifando-se para as dificuldades dos outros.Como nós percebemos as preocupações ... àcerca da sustentabilidade da Segurança Social e apregoando contenção vai o Governador do Banco de Portugal comprar uma vez mais uma série de viaturas topo de gama.Quando se fala em não poder subir as pensões de reforma e vai o próximo PR, ilustre Professor juntar três pensões de reforma de 4.152 euros do Banco de Portugal,2.328 euros da Universidade Nova de Lisboa e2.876 euros por ter sido primeiro-ministro com o vencimento e alcavalas e mordomias de PR.Como tudo isto me enoja.E é para calar o nosso descontentamento que há por aí alguém que entende poder silenciar aqueles que não lhe beijam a mão.A todos os que por força das circunstâncias não se podem pronunciar e que têm que comer e calar o meu abraço de fraternidade.Ao Zé de Melo um bem-haja por poder ser uma voz a bradar nesse deserto de idéias.A todos os que me lerem a certeza de que mesmo afastados há muitos elvenses que não traem a sua terra nem os princípios porque se regem.» Pelo Conselheiro FitasCustódio
De outros blogues: O Moscardo edita um belissimo Postal Ilustrado, veja aqui
Uma imagem de Elvas:

Blogosfera Elvense:

Afinal o Forumelvense morreu, viva o Forum Helvas, que no seu prefácio diz: "A povoação era então conhecida pelo nome de Helvas. Nos dias de hoje apresentamos a opinião livre e independente da política de Helvas. Livre expressão. Na internet!"

Mais um recém chegado http://markodelvas.blogspot.com

Uma rectificação deixada pelo Conselheiro Domonte: A Rua Adelaide Cabete corresponde à arteria onde se localiza o Centro de Saúde e não a do Hospital como editei. Fica o pedido de desculpas.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 3.2.06
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Localize no mapa a cimenteira anunciada pelo Regedor em Setembro/2005.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 1.2.06
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Porque rir é o melhor remédio...


em parceria com Sergei Cartoons

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 31.1.06
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edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 30.1.06

Mais uma vez este Velho Conselheiro tenta que este blogue tenha a maior diversidade possível, e assim, inicia hoje a publicação de respostas às suas curiosidades sobre vários elvenses notórios, emigrados, anónimos ou outros cuja opiniões queiram partilhar connosco. Esta iniciativa, que resulta da troca de correspondência electrónica, tem como estreante Cláudio Ramos, um africano de nascimento e elvense de adopção que hoje em dia chega a casa dos elvenses via SIC.



Continua a residir no concelho de Elvas ou já se mudou para Lisboa?
Passo a semana inteira em Lisboa e alguns fins-de-semana por força do trabalho, mas a minha base é em Vila Boim onde tenho família e onde construí a minha casa, onde, de resto faço questão de educar a minha filha e ver a terra crescer, viver histórias e desenvolver.
Que distancia existe entre a RR-Elvas, onde começou, e a SIC?
Uma distância enorme. Nunca me foi dado o valor profissional que tenho em nenhuma das estações de rádio por onde passei. Antes da RR-Elvas tive a possibilidade de colaborar com a extinta RDP – Elvas, onde fui muito mal tratado profissionalmente, porque não me reconheceram capacidades nem oportunidades me deram. O que consegui foi a pulso. É óbvio que um dia de trabalho na RR-Elvas não tem comparação com o de trabalho numa estação de televisão. O que gosto mesmo de fazer é televisão, é onde me sinto feliz e é para isso que trabalho diariamente para aprender muito e cada vez mais. Em Elvas, na rádio valia-me o apoio de quem me ouvia e gostava de mim, dos colegas e da enorme vontade de se fazer sempre bem, mesmo remando com pouco dinheiro e falta de meios. Em termos profissionais, entrego-me de igual forma ás duas tarefas. O que faço, faço questão de fazer bem.
Entre o croquete e o espumante barato, o saldo de amigos é favorável ou colheu mais inimigos no “social”?
Não tenho amigos no mundo da televisão. Tenho gente de quem gosto, e uma ou duas pessoas em quem posso realmente confiar. Nesse aspecto a minha vida não mudou. Os meus amigos de sempre – poucos, por sinal – estão no Alentejo. São os que me conhecem e me tratam por Cláudio.
É talvez uma das figuras mais polémicas da TV lusa, é esse o Cláudio Ramos ou é apenas a personagem de um actor?
O que eu não gostaria de ser era uma figura indiferente. Não acho que deva passar pela vida dessa forma. Se me perguntar se esta era a imagem que eu gostaria de ter, não lhe vou mentir, e seria mais gratificante se as pessoas me achassem simpático no lugar de arrogante, simpático no de antipático… mas nada na vida é como nós queremos, comigo não seria diferente. Ninguém é como os outros o julgam, nem mesmo – muitas vezes – como nos julgamos nós.
Sendo um homem da imagem que faz falta para que a marca “Elvas” deixe de estar associada ao Processo Casa Pia e passe a significar Turismo Cultural?
Não acredito que a imagem de Elvas esteja ligada a esse processo. É um caso isolado que se vai resolver na justiça como acontece em milhares de outros lugares. Acho que Elvas precisa obviamente apostar mais na divulgação nacional da sua cidade, porque ela tem bastantes atractivos e actividades, que por vezes pecam apenas e só, pela pouca promoção. A promoção por si só não resulta, tem que ser bem feita e no alvo certo.
Tem uma filha, dois livros publicados e pressuponho que já tenha plantado uma árvore. Que lhe falta alcançar?
Mais dois livros que estão quase prontos. Um infantil e um outro romance. Falta-me fazer muita coisa, quase tudo e cada dia que passa tenho a noção de que me falta ainda mais e que em 33 anos fiz muito pouco daquilo que poderia ter feito.
Raiano por adopção, entre a Hola! E a Caras fica com….
A Caras que é Portuguesa e a directora é irmão de uma grande amiga minha J Além disso é portuguesa e, tal como amo apaixonadamente o Alentejo, sou português em demasia para trocar uma açorda por um arroz à valenciana.
Que separa a “Tertúlia Cor-de-rosa” dos programas do coração das Televisões Espanholas?
Nada. Apenas, que em Espanha este tipo de programas são sustentados por uma enorme industria. Que só agora começa a ser conhecida em Portugal. Nós somos pioneiros numa coisa em Portugal, que em Espanha se faz há décadas. É como comparar as novelas da Globo com as da NBP.
Escreveu em tempos: “No Alentejo e na minha Vila Boim, tenho tudo o que preciso... só me falta uma estação de televisão para seguir carreira :)”. Agora que Elvas se prepara para ser servida por televisão por cabo, é esta a oportunidade para um canal local ou estamos condenados a ser servidos pela Localia, TeleFrontera e Canal Extremadura?
Preciso fazer o que me dê prazer e ganhar dinheiro com isso. Sofro copiosamente por estar longe do meu habitat natural, mas seis que por muita televisão por cabo que Elvas tenha, não tem o dinheiro que preciso para viver. Além disso tudo é muito complicado. Já tive um convite para trabalhar numa estação em Badajoz. Mas chega a uma altura em que não se pode trabalhar só por prazer, o dinheiro faz-me falta. Sendo eu quem sou, não faz sentido pagar para fazer rádio – como me pediram quando sugeri uma colaboração, na altura me que tive que me vir embora – só na cabeça de gente pequena que não tem a mais pequena noção do valor de mercado.
Se tivesse que escolher como “décor” um monumento elvense qual seria e porque?
Permita-me que escolha a praça de Vila Boim. Que me viu crescer e onde passei tão bons momentos. É linda.
De todos os trabalhos já concluídos em Televisão qual o que lhe deu mais prazer fazer?
Todos me deram um prazer especial, trabalhar com a Teresa Guilherme a fazer reportagens de exteriores para o Rosa Choque foi um dos que me deu mais prazer. Porque nesse papel, tinha uma função diferente da que tenho agora. Apresentar as “Noites Interactivas” na TV Cabo com a Luísa Castelo-branco também foi uma enorme mais valia. Gosto de tudo o que fiz até hoje, porque mesmo o que menos me agradou, serviu para eu crescer profissionalmente.
Daqui a 10 anos a sua filha vai chegar a casa e vai dizer: “Pai, Elvas é…..”
A minha cidade!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 27.1.06
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A próposito do novo Regimento das Reuniões do Capítulo do Palácio do Regedor, noticiado pela Rádio Elvas:
"A Câmara Municipal de Elvas vai passar a ter algumas reuniões do seu executivo sem a presença do público e dos repórteres da comunicação social. De acordo com o regimento de funcionamento das reuniões camarários, aprovado ontem, quarta-feira dia 25, apenas a segunda reunião de cada mês permite a presença de elementos do público, já que a primeira das duas reuniões mensais fica restrita a autarcas e técnicos que acompanham estas sessões. Assim, já em Fevereiro, a reunião de dia 8 vai decorrer sem público, enquanto a de dia 22 permite a presença do público, comunicação social incluída. Nas sessões a realizar nas freguesias, todas vão ser abertas à presença de munícipes."
Pergunta este Velho Conselheiro, para além das actas não estarem disponiveis na sua página da internet, como em outras localidades, porque fechar à população o direito de assistir? Em vez de uma informação isenta teremos comunicados com o "relato" das argumentações?
Outro assunto que tem levantado polémica tem sido as forças, pressões, e ameaças que tem feito alguns blogues locais desaparecerem ou trocarem as voltas a quem não percebe o que é a democracia e tenta controlar tudo e todos. Assim o blogue Forum Elvense, parece ter sido forçado a eclipsar-se. Também a Xanu no seu Coisas Simples, se desespera com a censura que parece querer instalar-se na Cidade de Elvas.
Muitos têm tentado saber quem é o Cidadão por detras do Zé de Mello, outros ignorando-o dão-lhe mais força, o único proposito deste blogue é expressar livremente opiniões pessoais de quem já foi Ministro Real e agora é Conselheiro em Elvas.

Prometo continuar a mesma linha que tem sido seguida até hoje, não ofendendo ninguém e com o principal objectivo de fazer pensar!

Bem Hajam!

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 26.1.06
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Completaram-se ontem 139 anos do nascimento desta ilustre elvense.

"Adelaide Cabete é uma das figuras importantes da história portuguesa do início do século XX. Foi médica e professora, Nasceu em Elvas, em 25 de Janeiro de 1867 e faleceu em Lisboa, em 14 de Setembro de 1935. De origem humilde e órfã, desde criança conheceu o duro trabalho da ameixa e doméstico, em casas ricas de Elvas, nas quais, de ouvido, aprendeu os rudimentos da escrita e leitura. Cantando «Saias» na passeira das ameixas, atraiu a atenção de Manuel Cabete. Casaram e o marido, que a ajudava nas tarefas domésticas, lançou-a nos estudos e na militância republicana e feminista. Já com 22 anos fez o exame de instrução primária. Em 1895, mudam-se para Lisboa, onde é uma aluna ainda mais aplicada, dizendo-se que enquanto lavava o chão de sua casa, ia revendo as matérias de Anatomia no livro encostado ao balde. Foi uma das pioneiras na Universidade, na Maçonaria e no Feminismo. Na capital torna-se médica ( Ginecologista/Obstétra com consultórios na Baixa), publicista, republicana, maçón, feminista, anti–alcoólica, abolicionista, pacifista e defensora dos animais. Em 1929 vai com o sobrinho Arnaldo Brasão para Luanda, de onde regressa em 1934.
Foi médica e professora das «meninas de Odivelas», regendo a disciplina de Higiene e Puericultura, durante 17 anos, no Instituto Feminino de Educação e Trabalho. A experiência docente, as teorias pedagógicas, com exemplos práticos, que apresentou em Congressos, e as suas reivindicações de carácter feminista permitem considerá-la uma professora feminista.
Com outras mulheres feministas também importantes, criou e integrou organizações feministas, nelas exercendo diversos cargos. Foi mais de 20 anos Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Representou no estrangeiro o governo português. Boa oradora, participou em Congressos e Conferências. Escreveu dezenas de artigos, de temática diversa, essencialmente de carácter médico–sanitário e cariz feminista. Manifestou as suas preocupações sociais, apresentando soluções e medidas profiláticas de doenças e epidemias.
Benemérita, defendeu sempre as mulheres grávidas pobres, as crianças, as prostitutas e os indígenas (Angola). Radical, por vezes, em assuntos de decência feminina, mostrou-se contrária à importação da moda feminina, criticando as saias curtas e recomendando o uso da saia até um palmo do chão. Humanista, aplaudiu o encerramento de tabernas e manifestou-se contra a violência nas touradas, o uso de brinquedos bélicos, etc, revelando-se uma vanguardista ao suscitar temas que mantêm a sua actualidade. Na maçonaria, com ideias de fraternidade, progresso e justiça, atingiu o grau de “Venerável” (20º-Grau do rito escocês com 35 Graus). Quando escrevia contra os monárquicos e os jesuítas denotava os seus ideais republicanos, confirmados no interior da Liga Republicana das Mulheres, a que esteve ligada. De ideias progressistas e muito avançadas para a época, reivindicou para as mulheres o direito a um mês de descanso antes do parto.
Alguns factos emolduram a sua vida pública, com actos simbólicos de cidadania e patriotismo. Em 1910, com duas companheiras, coseu e bordou a bandeira nacional hasteada na implantação da República, na Rotunda, em Lisboa. Em 1912 reivindicou o voto das mulheres. E em 1933 foi a primeira e única mulher a votar em Luanda a Constituição Portuguesa.
Mulher dinâmica, de forte personalidade e grande frontalidade. O seu dinamismo não a deixou dormir sobre os louros conquistados. A sua acção não se limitou a teorias, traduziu-se em realidades práticas. Carinhosa e bondosa, de estilo simples, objectiva, de linguagem clara, Adelaide Cabete deixa-nos uma obra importante."
Por Joaquim Eduardo
Em Elvas tem o seu nome atribuido à rua onde se situa o hospital.

edição:Velho Conselheiro Ze de Mello a 25.1.06
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«Como se quer fazer propaganda de Elvas, se não há uma única indicação do que aqui há para ver, em nenhuma das quatro saídas da auto-estrada?
Como se quer que os turistas que nela passam, aos milhares, adivinhem o que aqui há?
Se estivesse assinalado, por exemplo, "Fortificações de Elvas, Sec. XVII" não tenho dúvida de que havia mais gente, principalmente estrangeiros, a visitar-nos.
Há alguem que está interessado em que os que passam não entrem .Isto é uma realidade.Existe um lobby anti Elvas que faz com que aconteçam coisas destas. E o lobby está perto, não está em Lisboa, é regional. É constituido pelos de Portalegre e pelos de Évora, que fazem tudo e mais alguma coisa para que Elvas não se desenvolva.»
enviado por Manuel Guerra via correio electrónico.

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